domingo, 17 de maio de 2015

Aventura em um fusca azul - um livro escrito em três Atos e três Pontos de Virada

Quando decidi aceitar o desafio de escrever o livro que viria a se chamar: Aventura em um fusca azul – trajetória missionária no Uruguai - Pr. Geraldo e Elvira Rangel revi todas as minhas anotações das aulas de roteiro que tive com o professor Erick Azevedo no curso de Artes Visuais na Casa dos Quadrinhos em Belo Horizonte; além disso,  comprei e li o livro O caminho das Pedras de  Ryoki Inoue,  autor de inúmeros  livros de leitura fácil, mais precisamente 1035 livros publicados na época da edição citada. Também reli o livro a Jornada do Escritor de  Chistopher Vogler conhecido  roteirista que fez um apanhado das pesquisas de Joseph Campbbel, no contexto antropológico em que estuda de forma profunda as mil faces do herói dos grandes mitos e histórias dos povos em suas várias épocas. De acordo com esses estudiosos os roteiros que mais agradam aos leitores ou expectadores são aqueles estruturados em Três Atos e dois ou cinco Pontos de Virada. Pontos de Virada  são momentos importantes que mudam o rumo da história de vida do personagem, colocados intencionalmente entre os Atos de forma a manter o interesse do leitor.

Para aqueles que gostam de escrever vale dizer que o Primeiro Ato de um roteiro corresponde a mais ou menos 25% da obra e é usado pelo escritor/autor para as apresentações dos personagens principais no seu mundo comum ou seja, no seu ambiente natural. Nesse ponto da história o escritor/autor acena com um acontecimento que tirará o personagem da sua zona de conforto e jogá-lo-á em um mundo diferente, que Vogler chama de mundo especial. Aqui estamos falando do Primeiro Ponto de Virada, que é aquele acontecimento relevante que requer do personagem uma tomada de decisão que mudará o rumo de sua vida. A essa tomada de decisão Vogler chama de aceitação ao chamado à aventura. No caso de Geraldo e Elvira, personagens principais da história Aventura em um fusca azul o primeiro Ponto de Virada se deu no momento em que os jovens decidiram obedecer ao chamado de Deus para a obra missionária e, largando tudo o que estavam vivendo e fazendo buscaram o preparo para o ministério, ele no Seminário Batista do Sul do Brasil e ela no Instituto Batista de Educação Religiosa.

Após essa mudança completa no rumo da história ela entra no Segundo Ato que tomará mais ou menos 50% do livro. Aqui os personagens já estão na parte que Vogler chama de mundo especial.  Em busca do alvo para o qual foi chamado o personagem enfrenta todos os obstáculos que envolvem essa maior parte da obra. No caso em questão abrange o preparo dos jovens Geraldo e Elvira, a consagração ao pastorado, o casamento, o comissionamento, os campos missionários de Melo e Durazno no Uruguai, bem como o nascimento de seus filhos. Após grande parte dos obstáculos vencidos, e estando a igreja organizada e estruturada na cidade de Durazno acontece na história outro Ponto de Virada que muda o rumo dos personagens que agora são cinco, pois a família foi acrescida por Deus com a chegada de Daniel, Eliane e Ana Cristina. Nesse ponto da história estamos prestes a entrar no Terceiro Ato.

O Terceiro Ato se dá após outra tomada de decisão, a de iniciar uma frente missionária na cidade de Atlântida, região de lindas praias e sem nenhuma igreja batista. Esses 25% da obra gira em torno desse trabalho em que o casal organiza mais uma igreja, começando do zero e seus filhos se preparam para o ministério. Daniel no Chile, Eliane e Ana Cristina no Brasil.


O terceiro Ponto de Virada acontece na história no momento em que o casal decide voltar ao Brasil, pois Pr. Geraldo recebe o convite para ser Coordenador Estadual de Missões Mundiais em Minas Gerais.  O livro termina com a volta do casal amadurecido, com uma vasta experiência na vida cristã. Esse ponto da história é chamado pelos roteiristas de "o retorno transformado" quando o personagem volta ao seu mundo comum, só que agora  transformado pelas experiências da aventura vivida durante a mesma.




terça-feira, 12 de maio de 2015

MÃE NÃO É SINGULAR - Israel Belo de Azevedo

MÃE NÃO É SINGULAR
Mãe é o corpo que nos recebe primeiro.
Quando ainda somos desejo,
ela nos vê por inteiro
na entranha que nos guarda,
no útero que nos nutre,
no ventre que nos forma.
Foi seu colo que nos protegeu.
Quando nosso corpo a luz encontra,
ela chora não de dor, embora real,
mas de alegria porque a manhã aconteceu.

Mãe é a mão que nos coloca no berço primeiro,
leito que emula o lugar da espera,
casa colorida que é também um porto seguro,
acompanhada de lágrimas para celebrar
o primeiro encontro do lácteo seio,
o primeiro olhar entre os dois trocados,
o primeiro sorriso da suave bochecha,
o primeiro passo pelo quarto adornado,
a primeira palavra (e se for "mamãe"!... ela vai delirar),
gestos que um álbum pode perenizar.

Mãe é o pé que pisa primeiro,
para nos mostrar como andar pelo tapete do quarto,
depois pela rua que será o nosso itinerário,
ainda pela vida que será a nossa morada.
Mãe não mostra como firmar o pé.
Ela firma o seu e nós firmamos o nosso.
Mãe não diz como ir: ela vai na frente,
desde aquela tarde no primeiro parque,
desde aquela manhã na primeira aula.
E quando ela retirou o pé, por necessário,
ficou em distância suficiente para intervir
numa velocidade maior que o som, se necessário.

Mãe é o som, sonido, balbucio, ouvido primeiro.
É voz que o filho não esquece.
É a voz que não devemos esquecer,
quando vamos dobrar a esquina ("cuidado!),
quando precisamos tomar uma decisão ("pense bem!")
quando nos preparamos para casar ("isso é para sempre, meu filho"),
quando estamos às vésperas de uma viagem ("não está esquecendo nada?"),
quando desejamos mergulhar em águas mais profundas ("perigo!)
quando estamos imersos em alguma tristeza ("filho, eu te amo")
quando trilhamos o caminho do erro ("volta, meu filho!").

Mãe é mente que nos ensina a pensar.
Mãe é coração que nos mostra como amar.

Para uma mãe nossas palavras nunca exageram.
nossas imagens jamais excedem.
Mãe é mãe sempre.
Sua ternura a torna eterna.
Filho, o filho bom, é filho sempre,
mesmo depois que mamãe parece que se tornou
apenas uma foto ou uma coleção de imagens na memória.
A mesa tem o cheiro dela.
A casa tem o seu jeito.
Nossa vida tem o seu perfume.

Mãe, mesmo morta, é amor que nos encanta.
É presença que ainda nos acalanta.
É balanço -- e tantos foram para hoje lembrar --
que ainda nos faz muito alto voar.

Mãe é um coletivo de palavras,
umas descrevem, outras imaginam.
Mãe é um buquê de imagens,
e tão boas são que, por verdadeiras, nos fascinam.
Ao filho, cabe ajoelhar-se diante de Deus
e por sua mãe agradecer.
Quem nunca agradeceu pode hoje começar.
À mãe, cabe curvar-se diante de Deus
para à sua imagem corresponder,
sabendo que há uma boa jornada a realizar.



Israel Belo de Azevedo

sábado, 9 de maio de 2015

Joca - processo de criação


Joca é um dos personagens criados por mim e fazem parte do material da revista  "Minas Um desafio infantil". Em breve vocês conhecerão seus  companheiros, Nina, Tate e Teo.
Até lá.



quarta-feira, 6 de maio de 2015

Dedoches para história dos reis Saul e Davi

Apresento a quem desejar os dedoches abaixo para a história dos reis Saul e 
Davi encontrada no livro bíblico I Samuel.
Os arquivos que compõem os dedoches e o cenário já estão em tamanho natural e em
 qualidade de impressão, bastando salvá-los, imprimindo-os em gráfica rápida no tamanho A4.
Para montagem do cenário basta recortar as imagens deixando uma pequena
margem no entorno da figura para que a mesma se destaque. 
(veja modelo abaixo)
A ideia do cenário é apenas para guardar os dedoches, pois no momento da contação da história
eles serão usados nos dedos. 
Querendo dar mais durabilidade ao seu material cubra as peças com papel
contact transparente. assim você terá material para vários anos.


Cenário em forma de palácio/castelo para guardar os dedoches.
O arquivo está em tamanho A3, mas deve ser impresso em tamanho A4.

Foto do cenário montado com os personagens em dedoches.
Note que os que estão cortados com uma borda branca no seu entorno ficam 
mais visíveis no cenário e logicamente quando colocado nos dedos para
a contação da história.
Na ocasião em que a foto do cenário foi feita o guerreiro Golias ainda
não tinha sido criado.

Aqueles que desejarem usar esse material, em tendo alguma dúvida pode deixar suas perguntas no espaço de comentário abaixo.
Senhorinha



Dedoche - Golias



Dedoche - rei Saul






terça-feira, 5 de maio de 2015

Desenho - dedoche Profeta Samuel


Trabalho feito para a revista "Minas um Desafio" parte  Infantil para a Convenção Batista Mineira para a campanha de Missões Estaduais 2015. Até o final do mês de maio chegará às igrejas  batistas de Minas Gerais. 

domingo, 3 de maio de 2015

Mocambo, a sua casa fora de casa


Para quem pega estrada de Belo Horizonte rumo ao Norte de Minas uma parada obrigatória para uma deliciosa refeição é o restaurante Mocambo que fica perto da cidade de Augusto de Lima.  Além de experimentar uma comida mineira deliciosa o viajante experimenta uma viagem pelo tempo, conhecendo objetos como cama feita de madeira rústica com colchão de couro, objeto desconhecido por muitos de nós.


Além de peças como esta, no ambiente do Mocambo o visitante pode,  após a refeição descansar em cadeiras e camas espalhadas estrategicamente pelo local.




Para deleite da criançada o restaurante Mocambo oferece casinhas  cercadas de plantas e pontes de pedras e objetos que encantam também os adultos.





Você poderá ver:
www.youtube.com/watch?v=YTbR9CnmhkU
www.youtube.com/watch?v=PL0wCek153A