quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Tomando meu remédio 8 - O motoqueiro da rua Maranhão.

      Mais uma manhã de caminhada. Depois de circular o lago dos barcos no Parque Municipal de Belo Horizonte, que fica no centro da cidade, estava eu na Rua Pouso Alegre. De repente um motoqueiro parou ao meu lado, tirando o celular do bolso.
__ Alô! __ atendeu ao telefone.
__ Eu tô na Rua Maranhão, na Santa Efigênia.
Assustada,  olhei para um lado e depois para outro, como o caipira da piada, perdido no centro da cidade grande que exclama:
__ Onque eu tô. Donque eu vim. Pronque eu vô. Quem que eu sô!  - tô na Maranhão ou na Pouso Alegre?

Então fiquei me lembrando, pelo resto do caminho até em casa, de vários episódios em que vi alguém mentir descadaramente. Um deles foi quando minha família estava vendendo um apartamento. A corretora levou uma pessoa interessada. Após mostrar todos os cômodos, ao se despedir disse-me:
__ Amanhã depois do almoço vou trazer outra pessoa interessada.
Cancelei meu compromisso e fiquei a espera... Dias se passaram. Então a corretora ligou para agendar outra visita e eu logo disse:
__ Escuta, você falou que traria uma cliente, cancelei meu compromisso e você não veio.
Foi aí que ela quis me dar uma lição de vida.
- Você não entende! Eu falei aquilo só pra cliente ver que tem mais gente interessada no apartamento.
Oh! Por que ela foi fazer aquilo! Eu fiquei muito brava com ela.
Outro episódio foi no Parque Municipal. Estava passando e sem querer, ouvi a conversa de um senhor que estava sentado em um dos bancos tomando sol. Ao telefone ele disse a seguintes frase:
__ Ó, eu só vou poder fazer seu serviço à tarde, porque agora eu tô aqui em Betim resolvendo umas coisas.
Eu pensei:
- Que descarado! Ele está tomando sol no Parque!
A mentira está mesmo muito presente. Até mesmo em alguns estabelecimentos,  com lanchonetes e restaurantes. Em alguns deles  quando os clientes pedem nota do que gastaram para apresentarem às suas empresas eles tem coragem de perguntar:
- De quanto quer a nota?

Na verdade a corrupção está solta. Aqui, lá, em todo lugar.

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