quarta-feira, 9 de junho de 2010

Batistas: Um Povo Associativo e Cooperativo

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O que leva uma igreja batista a se integrar a uma associação (nível local), e a uma convenção (nível estadual e nacional)? Esta questão tornar-se mais relevante se considerarmos que o tempo em que vivemos revela a força do individualismo e da segregação. O homem contemporâneo está envolto pelo “si mesmo” e tem dificuldades de integrar-se. Ele anseia pela liberdade e têm dificuldade de criar vínculos, especialmente os institucionais. Portanto, o que leva um grupo de irmãos, ao organizarem-se como igreja, decidir pela filiação a convenção?

Se considerarmos um princípio fundamental dos batistas, que é o da autonomia das igrejas, essa questão requer que nela pensemos.

Duas atitudes podem ser apontadas como resposta a essa pergunta. Uma sinaliza para uma visão mais altruísta. O grupo se filia porque deseja contribuir para uma causa. Tem o desejo de contribuir, de somar esforços na obra realizada pela convenção. Reconhece que pode somar unindo a outros que, com o mesmo ideal, militam numa ação conjunta. A outra, destaca uma postura egocêntrica. Quer receber os prováveis benefícios que a convenção possa lhe auferir. Esta visão instrumental aponta para uma relação objetal. Participo porque tenho ganhos. É a visão capitalista, do lucro. Neste sentido, quando as expectativas não são atendidas, uma fala vem aos lábios: “não compensa participar, não estou ganhando nada”. “A igreja não precisa da convenção”.

O que de fato leva os batistas a se associarem filiando a uma convenção é o seu espírito associativo. Somos cooperadores e reconhecemos que juntos podemos mais. Juntos, alcançamos mais longe. Juntos, podemos realizar plenamente a comunhão, princípio do evangelho.

Quando há essa consciência cooperativa, estar ligado a um grupo pelos motivos corretos reforça a ação individual de cada igreja e na soma de nossos esforços, realizaremos nossa missão maior: evangelizar o mundo. O espírito do cristianismo é a doação, a entrega e o cuidado do outro. Nas paginas do Novo Testamento encontramos o ensinamento da cooperação, da ajuda ao outro em suas necessidades. Nosso sistema cooperativo e associativo permite que, como igrejas locais, tenhamos uma ação global, cumprindo assim, o IDE de Jesus.

Pr. Wagno Alves Bragança




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