terça-feira, 13 de abril de 2010

A violência contra a mulher não poupa a igreja



Não sei o que é apanhar do pai ou da mãe. Não sei o que é bater (ou apanhar) na (da) mulher. O mais perto que cheguei da violência doméstica está na lembrança de ouvir palavrões (que desconhecia), tapas e choro que vinham da casa com a qual dividia o quintal por apenas um muro de menos de dois metros de altura. Não sabia ou não queria saber o que exatamente acontecia ali do lado da casa da minha infância. O “barulho” era um antídoto suficiente à curiosidade.

Crescemos. Os tapas, o choro, a violência, passam a ter cara, nome, endereço e, pasme, denominação, pastor e igreja. Esse é o tema do nosso livro do mês, Até Quando?. Repetimos Martin Luther King: “Não à violência do coração, não à violência da palavra, não à violência do punho”.

Marcos Bontempo

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