quinta-feira, 15 de abril de 2010

A mulher batista na caminhada da história


Houve um tempo em que as mulheres batistas não tinham o direito de estudar Teologia junto com os homens... mas uma mulher, Josefa da Silva convenceu os líderes denominacionais de sua época de que era também chamada por Deus para o ministério e se não pode mudar as regras para que homens e mulheres estudassem juntos, pelo menos conseguiu que se criasse uma escola de educação cristã para mulheres – o Seminário de Educadoras Cristãs.

Houve um tempo em que as mulheres vocacionadas podiam  ser "missionárias", pregar, ensinar, aconselhar, visitar, só não podiam batizar, ministrar a ceia e serem chamadas: pastoras. Mas algumas igrejas entenderam que elas também poderiam executar essas ordenanças e foram “consagradas”.

Houve um tempo... um longo tempo em que as mulheres vocacionadas que não eram missionárias e nem queriam ser pastoras sonhavam em cumprir o chamado de Deus, ajudando como "educadoras" na coordenação da educação cristã de suas igrejas... Pelo visto esse tempo ainda vai longe. Mas a exemplo de Josefa reivindicavam, mesmo que solitariamente, o direito adquirido pelo chamado, pelo curso, pela cerimônia de formatura, enfim pela oficialização juramentada ante familiares e líderes denominacionais do bacharelado em Educação Religiosa.

Nesse longo tempo, muitas cansadas de esperar por uma oportunidade de serviço, se perderam em suas ilusões e desilusões. Mas outras... ainda esperam que haja tempo de serem um dia EDUCADORAS, muito embora lhes pareça mais curto o caminho de conseguir o direito de serem pastoras.

(Texto produzido após a leitura do artigo de Isaltino Coelho Gomes Filho, pastor e colaborador de O Jornal Batista da edição do dia 11 de abril de 2010, páginas 14 e 15 com o título: O valor da Escola Bíblica Dominical).

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