sábado, 10 de abril de 2010

Meta 7 - Garantir a sustentabilidade ambiental




Um bilhão de pessoas ainda não têm acesso a água potável. Ao longo dos anos 90, no entanto, quase um bilhão de pessoas ganharam esse acesso à água bem como ao saneamento básico. A água e o saneamento são dois fatores ambientais chaves para a qualidade da vida humana, e fazem parte de um amplo leque de recursos e serviços naturais que compõem o nosso meio ambiente – clima, florestas, fontes energéticas, o ar e a biodiversidade – e de cuja proteção dependemos nós e muitas outras criaturas neste planeta.

Os indicadores identificados para esta meta são justamente "indicativos" da adoção de atitudes sérias na esfera pública. Sem a adoção de políticas e programas ambientais, nada se conserva adequadamente, assim como sem a posse segura de suas terras e habitações, poucos se dedicarão à conquista de condições mais limpas e sadias para seu próprio entorno.

O sétimo objetivo recomenda que os países encontrem formas de manter sua economia bem desenvolvida que não prejudiquem o meio ambiente. É uma tarefa difícil e complexa e, por isso mesmo, sua avaliação leva em conta diversos critérios: um deles é a proporção de áreas cobertas por florestas e, neste, o Brasil não está nada bem. A área original da Mata Atlântica era de 1,36 milhões de quilômetros quadrados. De 1990 para cá, mais de 1 milhão de quilômetros quadrados foi destruído, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que concentram 90% de toda a área da mata. A Floresta Amazônica também está caminhando para a destruição, graças, principalmente, ao surto desenvolvimentista da região, iniciado nos anos 60. Atraídos por incentivos fiscais, agropecuaristas instalaram grandes propriedades lá. Hoje, a ameaça também vem da ação dos extrativistas, que incitam a população local e derrubar árvores indiscriminadamente, alimentando o mercado do contrabando de madeira. De acordo com o INPE, a taxa média de desmatamento na Região Amazônica é de 18.427/ano de 1998 para cá. Esses resultados também servem, indiretamente, para avaliar nosso desempenho no segundo critério desse sétimo objetivo, que é o da proporção de área protegida suficiente para preservar a diversidade biológica.

Todo mundo sabe que o Brasil é um dos países com maior diversidade de espécies do planeta. Mas é preciso preservar as florestas nas quais essas espécies todas habitam.

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