sexta-feira, 9 de abril de 2010

Meta 6- Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças.














"Em grandes regiões do mundo, epidemias mortais vêm destruindo gerações e ameaçando qualquer possibilidade de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, a experiência de países como o Brasil, Senegal, Tailândia e Uganda vem mostrando que podemos deter a expansão do HIV. Seja no caso da AIDS, seja no caso de outras doenças que ameaçam acima de tudo as populações mais pobres e vulneráveis como a malária, a tuberculose e outras, parar sua expansão e depois reduzir sua incidência dependerá fundamentalmente do acesso da população à informação, aos meios de prevenção e aos meios de tratamento, sem descuidar da criação de condições ambientais e nutritivas que estanquem os ciclos de reprodução das doenças.O sexto objetivo exige que até 2015 os países consigam reduzir o crescimento de casos de AIDS e a incidência de outras doenças graves, como a malária, a tuberculose, a hanseníase e a dengue. Pelo menos em relação à AIDS, a mais preocupante de todas essas enfermidades, o Brasil tem um longo caminho pela frente e pode não conseguir cumprir a meta. O número de pessoas identificadas com AIDS cresceu sem parar até 1998, quando atingiu a taxa de 20 casos para cada 100 mil habitantes. Na Região Sudeste, desde 1998 os casos vêm diminuindo, mas aumentaram nas demais regiões, principalmente no Sul do país.A desinformação é a arma mais poderosa do vírus HIV. Segundo pesquisa realizada em 2004 pelo Ministério da Saúde em parceria com instituições nacionais e internacionais, apenas 67% da população brasileira sabe o que fazer para evitar a contaminação pelo vírus, e só 38% declarou ter usado camisinha na última relação sexual. O chamado uso consistente da camisinha (ou seja, em todas as relações sexuais, sem exceção) é considerado a forma mais eficaz de evitar a contaminação pelo HIV. Mas, na pesquisa do Ministério da Saúde, apenas 25% das pessoas afirmaram que agiam dessa forma. Isso mostra que é preciso intensificar e rever as campanhas de comunicação que visam conscientizar a população da necessidade de praticar o sexo seguro. Também é urgente trabalhar nessas campanhas a diminuição de preconceitos.Já a mortalidade por AIDS, que também vinha crescendo até metade da década de 1990, diminuiu gradativamente e, a partir de 2002, estabilizou-se na faixa de seis a sete mortos para cada 100 mil habitantes. Como você já deve ter ouvido falar, o Brasil é referência no tratamento de pacientes de aids, e essa redução é resultado direto da política de distribuição intensiva e gratuita de medicamentos que compõem o tratamento anti-retroviral."

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