domingo, 4 de abril de 2010

Meta 1 - Erradicar a pobreza extrema e a fome
















Informações do site:

"Acabar com a extrema pobreza e a fome, promover a igualdade entre os sexos, erradicar doenças que matam milhões e fomentar novas bases para o desenvolvimento sustentável dos povos são algumas das oito metas da ONU apresentadas na Declaração do Milênio, e que se pretendem alcançar até 2015.As Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDM) surgem da Declaração do Milênio das Nações Unidas, adotada pelos 191 estados membros no dia 8 de setembro de 2000. Criada em um esforço para sintetizar acordos internacionais alcançados em várias cúpulas mundiais ao longo dos anos 90 (sobre meio-ambiente e desenvolvimento, direitos das mulheres, desenvolvimento social, racismo, etc.), a Declaração traz uma série de compromissos concretos que, se cumpridos nos prazos fixados, segundo os indicadores quantitativos que os acompanham, deverão melhorar o destino da humanidade neste século. As Metas do Milênio estão sendo discutidas, elaboradas e expandidas globalmente e dentro de muitos países. Entidades governamentais, empresariais e da sociedade civil estão procurando formas de inserir a busca por essas Metas em suas próprias estratégias. O esforço no sentido de incluir várias dessas Metas do Milênio em agendas internacionais, nacionais e locais de Direitos Humanos, por exemplo, é uma forma criativa e inovadora de valorizar e levar adiante a iniciativa.Concretas e mensuráveis, as 8 Metas – com seus 18 objetivos e 48 indicadores – podem ser acompanhadas por todos em cada país; os avanços podem ser comparados e avaliados em escalas nacional, regional e global; e os resultados podem ser cobrados pelos povos de seus representantes, sendo que ambos devem colaborar para alcançar os compromissos assumidos em 2000. Também servem de exemplo e alavanca para a elaboração de formas complementares, mais amplas e até sistêmicas, para a busca de soluções adaptadas às condições e potencialidades de cada sociedade.


Meta 1 - Erradicar a pobreza extrema e a fome


Um bilhão e duzentos milhões de pessoas sobrevivem com menos do que o equivalente a US$ 1,00 por dia – dólares medidos pela paridade do poder de compra de cada moeda nacional. Mas tal situação já começou a mudar em pelo menos 43 países, cujos povos somam 60% da população mundial. Nesses lugares há avanços rumo à meta de, até 2015, reduzir pela metade o número de pessoas que ganham quase nada e que – por falta de oportunidades como emprego e renda – não consomem e passam fome.
O Brasil é um exemplo de sucesso, com dez anos de antecedência, conseguiu cumprir a meta. O primeiro objetivo do milênio exige que os países reduzam drasticamente seus índices de pobreza e fome. O Brasil é o quinto país do mundo em extensão territorial, ocupando metade da área do continente sul-americano. Há cerca de 20 anos, aumentaram o fornecimento de energia elétrica e o número de estradas pavimentadas, além de um enorme crescimento industrial. Nada disso, entretanto, serviu para combater a pobreza, a má nutrição e as doenças endêmicas. Em 1987, no Brasil, quase 40% da população (50 milhões de pessoas) vivia em extrema pobreza. Nos dias de hoje, um terço da população é mal nutrido, 9% das crianças morrem antes de completar um ano de vida e 37% do total são trabalhadores rurais sem terras. Há ainda o problema crescente da concentração da produção agrícola, onde grande parte fica nas mãos de poucas pessoas, vendo seu patrimônio aumentar sensivelmente e ganhando grande poder político.
Tudo indica que o Brasil está próximo de atingir a meta de reduzir à metade a proporção de pessoas que vivem com menos de um dólar por dia (levando em conta o período 1990-2015). De 1990 a 2003, a taxa desse contingente caiu de 9,9% para 5,7%. Mas o número absoluto de pessoas nessa situação ainda é muito grande: pelo menos, 10 milhões. Se considerarmos o critério normalmente usado no Brasil para a definição de extrema pobreza — indivíduos que vivem com menos de um quarto de salário mínimo por mês —, perceberemos um problema maior: a existência de 13,8% ou 24 milhões de brasileiros miseráveis. Mesmo assim, devido à queda considerável desse percentual, ocorrida nos últimos anos, pode-se dizer que o desempenho brasileiro, nesse caso, tem sido acima do esperado.Portanto, o Brasil assumiu uma meta um pouco mais ambiciosa: em vez de reduzir a miséria à metade, agora, compromete-se a reduzir, até 2015, a um quarto a população que vive com menos de um dólar por dia.Driblar a fome e a miséria é possível. Precisamos de algum modo contribuir para mudar essa realidade, contamos com você!"
Para saber mais:
Assista também ao um vídeo iteressante sobre o assunto. Dê duplo clic no endereço abaixo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário