quinta-feira, 1 de abril de 2010

Escola dos Sonhos 13- "Um reino de alegria no sertão"










Trago para os leitores uma experiência vivida por uma comunidade, apresentada na revista Mãos Dadas, parceira da Campanha Latino-americana pelos bons tratos. Esta matéria está na página 12 da revista Mãos Dadas nº 24 março/2010.

"Há uma espécie de reino de alegria na Igreja Ação Evangélica, em Imaculada, uma cidadezinha de 12 mil habitantes, localizada a 376 quilômetros de João Pessoa, PB. A pequena igreja de 100 membros recebe visitas de muitas crianças: mais de 70 por dia. Elas vêm de escolas públicas de várias cidades da região com sorrisos nos rostos e encantamento. O motivo é um parquinho de diversão construído ao lado da igreja e que já virou ponto turístico da cidade. É o único num raio de 300 quilômetros de distância em uma região semiárida quente e seca, marcada por sofrimento e pobreza. A estrutura do parquinho é simples, mas bem feita, com madeira e ferro. Tem balanço, gangorra, carrossel, escorregador, entre outros brinquedos.

O projeto chamado Playground começou há dois anos e meio. Movido pelo desejo de oferecer um espaço de lazer às crianças da comunidade e livrá-las do perigo do alcoolismo, o pastor da igreja, Lindon Carlos Vieira Santos, de 35 anos, escreveu o projeto e foi buscar ajuda. Enquanto isso, durante um mês os adultos e as crianças da igreja reuniam-se em oração no terreno vazio. Com o apoio de uma organização social parceira, a ACEV Social, Lindon Carlos conseguiu um grupo de pessoas dispostas a financiar os gastos.

'O reino de Deus está aqui nesta região', empolga-se o pastor Lindon Carlos, quando vê as crianças brincando, os pais participando de projetos sociais e diversas famílias entregando suas vidas a Deus. Suas palavras lembram as do apóstolo Paulo, quando disse que o reino de Deus é “justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

Com o parquinho, a satisfação invadiu esta pequena comunidade no sertão pobre da Paraíba. 'É uma alegria só', conta Lindon Carlos. Segundo ele, a igreja caiu na simpatia de todos e foi possível quebrar muitas barreiras culturais. 'Gente que nem passava na frente da igreja, agora nos visita e participa de nossos projetos'. Mas quem realmente saiu ganhando foram as crianças. Acostumadas com uma realidade de privações e espaços improvisados para lazer, quando entram no parquinho, elas sentem-se acolhidas e experimentam a sensação de dignidade. Pelo menos neste reino simples de alegria elas fazem parte da nobreza. (L. D.)

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