sexta-feira, 23 de abril de 2010

A Convenção Batista Brasileira precisará dos seus educadores.

Há algum tempo uma aluna do curso de Teologia com ênfase em Educação Religiosa de um dos nossos Seminários, perguntou a um de seus professores, que também era pastor, se existia um educador na coordenação da educação religiosa em “sua” igreja. Ele respondeu que não e acrescentou: “encomendar revistas para a EBD minha secretária dá conta de fazer.” Nota-se que para o distinto pastor a educação religiosa, pelo menos de “sua” igreja,havia sido reduzida a EBD. Muitos tinham e outros ainda têm essa concepção. Para muitos, Educação Religiosa ainda significa: JUERP (Junta de Educação Religiosa e Publicações) e as publicações da JUERP significavam, e significam, currículo e conteúdo para EBDs e organizações, de todas as igrejas batistas, independente do seu contexto. Com essa visão nas igrejas, as Escolas de Educação Cristã formavam os educadores para um trabalho que qualquer um podia fazer: encomendar revistas da JUERP.

Mas Educação Religiosa, segundo o Pr. Lourenço Stélio Rega, vai além disso. “Entre suas muitas tarefas visa oferecer capacitação à liderança, a pregadores chamados ‘leigos’, a evangelistas etc. A igreja deve ser um amplo centro contínuo de capacitação para que seus membros possam ser instrumentalizados no exercício de seus dons e talentos.” educar passa pela informação, formação e transformação. No campo da informação as pessoas conhecem a Palavra de Deus. Na formação as pessoas têm seu caráter formado à luz do cristianismo, ou seja, do caráter de Cristo e por último, a educação cumpre seu papel transformador quando as pessoas deixam que o evangelho modifique suas ações e atitudes.

Os tempos mudaram. As igrejas também. Com as mudanças apareceram as insatisfações e as crises na  Educação Religiosa, nas EBDs.  Muitos retiraram o “s” da palavra crise e ela virou a palavra “crie”. Surgiram novas editoras e publicações. Os secretários das igrejas continuaram a encomendar revistas. Só que surgiu um problema: diante das ofertas era preciso uma seleção de conteúdos - tarefa de educador e não de secretário. Sem educadores na ativa, revistas foram encomendadas sem critérios de análise. O caos educacional em muitas igrejas batistas foi estabelecido.

É nesse cenário que surge a proposta do Plano Diretor para a Educação Religiosa Batista Brasileira. Uma proposta desafiadora: a de que “cada igreja elabore seu projeto pedagógico de acordo com suas necessidades locais e perfil da membresia, a partir de suas características e objetivos que se deseja alcançar com todo o processo educacional e não apenas da EBD, incluindo sua estrutura, currículo, sistema de avaliação do ensino, formação docente, preparo do ambiente de ensino etc.”. Só depois de definidas todas essas questões é que a igreja escolhe o conteúdo e a literatura a ser utilizada que atenda seus alvos e objetivos educacionais. Definitivamente esse não é um trabalho de secretário. É um Trabalho de educador.

Meu apelo aos educadores religiosos é: Saiamos da zona de conforto e passividade que as circunstâncias educacionais nos impuseram, embora sejamos chamados por Deus para o ministério educacional. As igrejas batistas brasileiras precisam de nós para a implantação do novo projeto educacional. Debrucemo-nos sobre as informações disponibilizadas nos sites, jornais e revista “Educador”. Escrevamos e falemos sobre o Projeto Educacional da Convenção Batista Brasileira. Busquemos novos conhecimentos... porque “agora” temos um trabalho a fazer, os secretários que nos perdoem.
Senhorinha Gervásio

Matéria escrita a partir das informações do Pr. Lourenço Stélio Rega. Jornal Batista domingo 18/04/2010 páginas 8 e 9.


















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