sexta-feira, 30 de abril de 2010

O sucesso do Plano Diretor da Educação Religiosa Batista dependerá da mudança da visão salvacionista para a visão integral do ser humano.



Historicamente nós batistas vemos cada ser humano como uma “alma” que deve ser ganha pra Jesus, que por sua vez deve ganhar outras “almas” para Ele. Coerente com esta visão está nossa prática missionária. Na concepção batista a missão da igreja se resume em: proclamar o evangelho para a salvação. Estamos presos à primeira parte da Grande Comissão de “pregar o evangelho a toda criatura”. A parte complementar de “ensinar a guardar todos os mandamentos”, até agora está no campo do discurso, aquele de que a educação religiosa é muito importante, que é a espinha dorsal da igreja etc., etc., mas que, segundo dados do documento "Diretrizes para o Plano Diretor da Educação Religiosa Batista no Brasil" p. 12, somente 34,44% dos coordenadores que atuam na educação religiosa das igrejas batistas do Brasil são educadores formados em Educação Religiosa com somente 8,61% com remuneração; 36,66% das igrejas não possuem edifício de Educação Religiosa contra 27,60% que possuem.

As igrejas que responderam à pesquisa avaliaram bem a realidade (páginas 16,17 e 18 do mesmo documento, Diretrizes para Plano Diretor da Educação Religiosa). Eis algumas delas:

• “Ausência de visão do que seja a educação religiosa e sua relevância para o contexto eclesiástico atual (item muito apontado nas respostas)
• Visão eclesiástica e teológica centralizada na doutrina da salvação em vez de considerar o evangelho integral;
• Reduzido número de educadores religiosos em tempo integral e específico na área;
• Reduzido preparo docente”, ente outras.

Ora se o nosso discurso é de que a Educação Religiosa é assim tão importante, como explicar essa realidade? Está acontecendo no mínimo uma incoerência entre a fala e a prática. Precisamos ampliar nossa visão salvacionista, para a visão integral do ser humano, para uma vida eterna no céu e uma vida abundante na terra. Como disse anteriormente, as igrejas foram sábias na avaliação da realidade e também nas sugestões para a solução do problema. Eis algumas delas apresentadas pelo documento diretrizes para o PDER:

• “Inserir a valorização da educação religiosa nos currículos dos Seminários de formação pastoral;
• Conscientização da necessidade de educadores para cada igreja local (item muito apontado nas respostas)
• Necessidade de qualificação docente, de estrutura leve, ágil, contextualizada e atualizada (item muito apontado nas respostas);
• Criar um programa nacional para o despertamento vocacional;
• Desenvolver sistema de avaliação do ensino-aprendizagem para a igreja local”, entre outras.

As igrejas sentem necessidade de mudança na área de educação. Mas essa mudança não acontecerá se mantivermos a visão salvacionista, porque toda prática está ligada à visão que a mantém. A valorização da educação religiosa e do educador só acontecerá quando os líderes batistas, em posse da visão integral do ser humano, transmiti-la aos seus liderados através de sermões, mensagens, palestras e práticas. O foco da Grande Comissão precisa ser ampliado de forma que abranja também o ensino bíblico relevante sem perder o ardor missionário.

Texto baseado no Documento Diretrizes para o Plano Diretor da Educação religiosa Batista no Brasil.
Comissão:
Ademir Clemente Bezerra
Adriano Gomes
Enemy Guimarães Lucas
Fabiano Pereira
Maria Bernadete da Silva
Nacy Gonçalves Dusilek (vice-relatora)
Solange Cardoso A. d'Almeida
Lourenço Stélio Rega (relator)

Quais os desafios que deverão ser enfrentados para a implantação do PDER?


a) “Um dos maiores desafios que a implantação do PDER enfrentará é o de conseguir falar uma língua só neste nosso gigantesco país. Para que a CBB possa produzir e indicar literaturas que atendam às necessidades dos mais diversificados contextos, precisamos conhecê-las, pois nosso país é imenso os contextos do Oiapoque ao Chuí são infinitamente diversos”.

b) “Outra realidade que nos desafia é que as igrejas pararam de investir na formação de educadores religiosos. Grande parte de nossas igrejas ainda depende de literatura pronta, produzida pelos organismos da CBB e não possui pessoal qualificado para colocar o PDER em prática. Somos mais de onze mil comunidades batistas (7.669 igrejas, 4.204 congregações ). Muitas de nossas comunidades são pequenas e sem recursos e não têm condições de sustentar um educador. Outras que têm recurso, não o fazem.”

Perguntas e respostas sobre o Plano Diretor da Educação Religiosa da CBB, elaboradas a partir das matérias do Jornal Batista de domingo 18/04/10 ( Pr. Lourenço Stélio Rega) e da revista Educador nº 69 2T10 (Profa. Lília Dias Mariano)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

PDER- Quais os instrumentos que estão sendo pensados para promover capacitação continuada na área de Educação Religiosa?



1. Treinamento em produção e pesquisa de textos para escritores, autores e colaboradores de nossas revistas;

2. Treinamento e capacitação continuados de educadores e professores de EBD, à semelhança do que era feito nas Clínicas de EBD;

3. Aproveitar a vantagem da regionalidade dos eventos para envolver o maior número possível de pessoas neste projeto, ou fazendo-se representar nos espaços já existentes;

4. Maior conexão com eventos que, potencialmente, servem como facilitadores para divulgação do PDER e implantação do mesmo;

5. Exercendo representatividade em retiros e acampamentos de pastores, congressos de mulheres, de juventudes, de homens, além dos espaços normais para educadores;

6. Negociar com organizadores destes eventos, espaço na programação para oficinas específicas sobre Educação Religiosa;

7. Envolver ao máximo os pastores nos desdobramentos da implantação do PDER para não deixarmos o educador lutando contra o peso institucional na igreja local;

8. Estreitamento de laços com a Associação dos Educadores Cristãos Batistas do Brasil (AECBB) que será o principal canal das demandas locais dos educadores.

9. Um manual de instrução, um Vade-Mecum da Educação Religiosa batista mostrando didaticamente como cada organização presta serviços ao PDER, ou atende às suas diretrizes, e disponibilizar este VM às igrejas para que as mesmas saibam como usar os serviços das organizações na implantação do PDER.

Perguntas e respostas sobre o Plano Diretor da Educação Religiosa da CBB, elaboradas a partir das matérias do Jornal Batista de domingo 18/04/10 ( Pr. Lourenço Stélio Rega) e da revista Educador nº 69 2T10 (Profa. Lília Dias Mariano)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

PDER- Que tipo de orientação as igrejas receberão em relação a literatura para a Educação Religiosa?


__ “No Departamento de Educação Religiosa (DER) também se analisa, classifica, cataloga e se credenciam as diversas literaturas produzidas em sintonia com os valores estabelecidos pelo Plano Diretor, de forma que sejam recomendadas às igrejas para o atendimento de suas realidades particulares...toda a parte filosófica da educação e a operacionalização desta filosofia se dá a partir do DER. Com isso se pretende oferecer ao povo batista brasileiro um modelo de gestão em Educação Religiosa mais eficiente e de alcance mais amplo no Brasil Batista.... Nossas organizações estão se atualizando em produção de materiais e modelos educacionais que forneçam às igrejas os recursos mais apropriado para uma educação Religiosa contextualizada com a realidade local de cada igreja. Antes da mudança acontecer nas igrejas locais, primeiro ela acontece no ‘patrimônio educacional’ que os batistas possuem. O PDER não objetiva oferecer um macro modelo que seja implantado de modo uniforme em todas as igrejas, mas incentiva e viabiliza recursos para que os micro-modelos, gerados a partir das realidades das igrejas locais e que atendam às necessidades evidentes em seu contexto, possam ser produzidos. Nesse sentido nossos esforços de capacitação continuada terão que ser redobrados.”

Perguntas e respostas sobre o Plano Diretor da Educação Religiosa da CBB, elaboradas a partir das matérias do Jornal Batista de domingo 18/04/10 ( Pr. Lourenço Stélio Rega) e da revista Educador nº 69 2T10 (Profa. Lília Dias Mariano)






terça-feira, 27 de abril de 2010

Como será transmitida a nova visão educacional (PDER) aos batistas brasileiros?

a) “O Plano Diretor de Educação Religiosa prevê a criação de uma rede de divulgação, capacitação e assessoria para as igrejas, pastores, educadores e líderes no campo da educação por meio das Convenções Estaduais e Regionais.”

b) “Serão promovidos encontros para capacitação continuada de pessoas envolvidas com educação nas igrejas locais, estudos prévios dos trimestres e outros mecanismos de capacitação de modo que os educadores sejam preparados para estudarem seus contextos locais e desenvolverem programas educacionais orientados para tais realidades.”

c) “Fornecerá materiais para ajudar a igreja local a construir seu próprio projeto pedagógico a partir do seu contexto e necessidades, fornecendo inclusive, exemplo de projeto pedagógico para que as igrejas sejam atendidas.”

Perguntas e respostas sobre o Plano Diretor da Educação Religiosa da CBB, elaboradas a partir das matérias do Jornal Batista de domingo 18/04/10 ( Pr. Lourenço Stélio Rega) e da revista Educador nº 69 2T10 (Profa. Lília Dias Mariano)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Em termos práticos o que o Plano Diretor de Educação Religiosa da Convenção Batista Brasileira propõe às igrejas?


O Plano Diretor propõe “ajudar cada igreja local a desenvolver seu próprio projeto pedagógico, a partir de:
• fundamentação educacional;
• valores cristãos;
• objetivos gerais educacionais;
• objetivos específicos educacionais para a própria igreja”.

Enfim “no Plano Diretor se contempla o sujeito como um todo e se propõe um sistema educacional integrado, focado neste ser integral, entrosado com as muitas áreas do saber e com as múltiplas possibilidades de se refletir o caráter de Cristo neste mundo conturbado.”

Perguntas e respostas sobre o Plano Diretor da Educação Religiosa da CBB, elaboradas a partir das matérias do Jornal Batista de domingo 18/04/10 ( Pr. Lourenço Stélio Rega) e da revista Educador nº 69 2T10 (Profa. Lília Dias Mariano)


domingo, 25 de abril de 2010

O que é o Plano Diretor de Educação Religiosa da Convenção Batista Brasileira?


__ “É o documento resultante do trabalho de especialistas da educação para reformulação da Educação Religiosa do Brasil Batista. Duas pesquisas foram realizadas. A primeira com as igrejas, levantou, por amostragem, o estado da questão da Educação Religiosa em nossas igrejas, a segunda , enviada diretamente para lideranças, fez uma avaliação completa de nossos sistemas educacionais. O primeiro texto contendo as diretrizes, para se criar o Plano Diretor foi publicado na revista Educador do 4T2007. O documento do Plano Diretor agrupa nossos fundamentos teológicos, filosóficos e educacionais em sintonia com os valores cristãos, estabelecendo o caminho que nossas igrejas deverão seguir quanto à Educação Religiosa.”
(Revista Educador 2T2010 p. 6)

Perguntas e respostas sobre o Plano Diretor da Educação Religiosa da CBB, elaboradas a partir das matérias do Jornal Batista de domingo 18/04/10 ( Pr. Lourenço Stélio Rega) e da revista Educador nº 69 2T10 (Profa. Lília Dias Mariano)

sábado, 24 de abril de 2010

Missão TRIDIMENSIONAL da igreja

A Bíblia narra em Gênesis 1.26- 31 a história dos seres humanos criados por Deus, que lhes dá a missão de dominar e cuidar de todas as outras criaturas. Mas a missão primeira dos seres humanos está narrada em Isaias 43.6 e 7 “...de longe tragam os meus filhos, e dos confins da terra as minhas filhas... a quem criei para minha glória, a quem formei e fiz.” Deus nos criou para o seu louvor e sua glória. Temos para com Ele uma missão espiritual de adoração, porque Ele “é espírito e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” João 4.24. Como filhos de Deus, criados para o louvor de sua glória, o cumprimento de nossa missão para com Ele significa também o cumprimento de nossa missão para com a salvação de outros, porque de acordo com sua palavra devemos ser testemunhas tanto em Jerusalém, em Samaria, Judéia e até os confins da terra, com a pregação e ensino dos princípios bíblicos .

Deus nos deu uma missão enquanto pessoas e nos deu uma missão enquanto igreja de Cristo. Podemos encontrá-la especificamente em dois textos Mateus 22.36-40 conhecido como o Grande Mandamento: “ Mestre qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. O segundo semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”, e Mateus 28.16-20, conhecido como a Grande Comissão: “E os onze discípulos partiram para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes tinha designado. E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”

Esses dois textos, Grande Mandamento e Grande Comissão nos apontam para a Missão da Igreja, a qual o Educador e Pr. Lourenço Stélio Rega chama de Missão Tridimensional: uma missão para Deus, para o mundo e para si mesma. Essa tripla missão pode ser subdividida em 5 objetivos a saber:

• Mssão para Deus-
Adorar – “amem ao Senhor , o seu Deus”;
•Missão para o mundo-
Evangelizar e fazer missões – “vão e façam discípulos”;
• Missão para si mesma-
Servir – “amem ao próximo como a vocês”;
Entrosar as pessoas à igreja – “batizando-os;
Discipular – “ensinando-os a obedecer.
Resumindo: Adoração, Evangelismo/Missões, Serviço, Comunhão e discipulado ou ensino. Eis os propósitos da igreja.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A Convenção Batista Brasileira precisará dos seus educadores.

Há algum tempo uma aluna do curso de Teologia com ênfase em Educação Religiosa de um dos nossos Seminários, perguntou a um de seus professores, que também era pastor, se existia um educador na coordenação da educação religiosa em “sua” igreja. Ele respondeu que não e acrescentou: “encomendar revistas para a EBD minha secretária dá conta de fazer.” Nota-se que para o distinto pastor a educação religiosa, pelo menos de “sua” igreja,havia sido reduzida a EBD. Muitos tinham e outros ainda têm essa concepção. Para muitos, Educação Religiosa ainda significa: JUERP (Junta de Educação Religiosa e Publicações) e as publicações da JUERP significavam, e significam, currículo e conteúdo para EBDs e organizações, de todas as igrejas batistas, independente do seu contexto. Com essa visão nas igrejas, as Escolas de Educação Cristã formavam os educadores para um trabalho que qualquer um podia fazer: encomendar revistas da JUERP.

Mas Educação Religiosa, segundo o Pr. Lourenço Stélio Rega, vai além disso. “Entre suas muitas tarefas visa oferecer capacitação à liderança, a pregadores chamados ‘leigos’, a evangelistas etc. A igreja deve ser um amplo centro contínuo de capacitação para que seus membros possam ser instrumentalizados no exercício de seus dons e talentos.” educar passa pela informação, formação e transformação. No campo da informação as pessoas conhecem a Palavra de Deus. Na formação as pessoas têm seu caráter formado à luz do cristianismo, ou seja, do caráter de Cristo e por último, a educação cumpre seu papel transformador quando as pessoas deixam que o evangelho modifique suas ações e atitudes.

Os tempos mudaram. As igrejas também. Com as mudanças apareceram as insatisfações e as crises na  Educação Religiosa, nas EBDs.  Muitos retiraram o “s” da palavra crise e ela virou a palavra “crie”. Surgiram novas editoras e publicações. Os secretários das igrejas continuaram a encomendar revistas. Só que surgiu um problema: diante das ofertas era preciso uma seleção de conteúdos - tarefa de educador e não de secretário. Sem educadores na ativa, revistas foram encomendadas sem critérios de análise. O caos educacional em muitas igrejas batistas foi estabelecido.

É nesse cenário que surge a proposta do Plano Diretor para a Educação Religiosa Batista Brasileira. Uma proposta desafiadora: a de que “cada igreja elabore seu projeto pedagógico de acordo com suas necessidades locais e perfil da membresia, a partir de suas características e objetivos que se deseja alcançar com todo o processo educacional e não apenas da EBD, incluindo sua estrutura, currículo, sistema de avaliação do ensino, formação docente, preparo do ambiente de ensino etc.”. Só depois de definidas todas essas questões é que a igreja escolhe o conteúdo e a literatura a ser utilizada que atenda seus alvos e objetivos educacionais. Definitivamente esse não é um trabalho de secretário. É um Trabalho de educador.

Meu apelo aos educadores religiosos é: Saiamos da zona de conforto e passividade que as circunstâncias educacionais nos impuseram, embora sejamos chamados por Deus para o ministério educacional. As igrejas batistas brasileiras precisam de nós para a implantação do novo projeto educacional. Debrucemo-nos sobre as informações disponibilizadas nos sites, jornais e revista “Educador”. Escrevamos e falemos sobre o Projeto Educacional da Convenção Batista Brasileira. Busquemos novos conhecimentos... porque “agora” temos um trabalho a fazer, os secretários que nos perdoem.
Senhorinha Gervásio

Matéria escrita a partir das informações do Pr. Lourenço Stélio Rega. Jornal Batista domingo 18/04/2010 páginas 8 e 9.


















quinta-feira, 22 de abril de 2010

O que é a Escola Bíblica Dominical?

Esta pergunta é muito interessante, pois a Escola Bíblica Dominical, nada mais é do que um dos mais importantes ministérios da igreja. É um ministério que evangeliza enquanto ensina, e tem a finalidade de ensinar ao povo de Deus as verdades da Sua Palavra - a Bíblia. Mostra os rudimentos da fé cristã, ensinando a Palavra de Deus a todos, visto que está estruturada para alcançar todas as faixas etárias da igreja, cumprindo assim, o mandamento do Senhor Jesus para que seu povo possa crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo (l Ped.3.15)

Principais objetivos da escola dominical:
1. Educar e ensinar o ser humano a respeito da Vontade de Deus para sua vida.
2. Desenvolver o caráter de cada cristão
3. Capacitar obreiros (a escola dominical e uma eficientíssima oficina para a formação de obreiros).
4. Ensinar o povo de Deus a se familiarizar com a sua Palavra, a Bíblia.
5. Promover o crescimento espiritual dos seus alunos.
6. Anunciar o Senhor Jesus Cristo por métodos de estudos bíblicos.

A Escola Bíblica Dominical é o principal centro de formação cristã. As crianças, adolescentes, jovens e adultos, ao receberem os ensinos sadios, maravilhosos e inspiradores das Escrituras Sagradas, são beneficiados com o alimento espiritual; as crianças recebem sua base para formação moral e espiritual, os adolescentes formam sua personalidade cristã, e os adultos renovam suas forças para uma vida cristã sempre saudável, frutífera e abundante na presença do nosso Senhor Jesus Cristo.

Dez razões para frequentar a Escola Bíblica Dominical

  1. Do ponto de vista da santidade - Ela ensina a Bíblia, que é a base.

  2. Do ponto de vista da educação - Direciona a mente e o coração em direção a eternidade (Sal.90.2).

  3. Do ponto de vista da sociedade - Habilita você a gozar da amizade e companheirismo de cristãos sinceros (Prov.17.17).

  4. Do ponto de vista da personalidade - Ajuda a desenvolver a personalidade cristã necessária para enfrentar vitoriosamente os problemas da vida (Jo.16.33).

  5. Do ponto de vista do caráter - O principal objetivo da Escola Dominical é ensinar-nos a ser cristãos exemplares em palavras e atos(l Jo.3.18).

  6. Do ponto de vista do interesse - Apresentar programas interessantes para seu prazer e cultura (Prov.29.26).

  7. Do ponto de vista da Família - Existe uma classe para cada idade, e a família toda pode ir e tirar proveito dos ensinos recebidos (Sal. 122.1).

  8. Do ponto de vista do serviço - Dá ampla oportunidade para servir a Deus e à Igreja, em atividades que não serão possíveis em qualquer outro lugar (Col.4.5).

  9. Do ponto de vista da eternidade - Dirige nossos olhos para o céu e nos faz compreender que devemos nos preparar para a vida eterna (Mat.10.39).

  10. Do ponto de vista prático - O intervalo de uma hora ou mais que passamos na Escola Dominical, não poderia ser empregado com maior proveito em qualquer outra lugar (Mat.6.33).
 Você não pode ficar de fora desta escola. EBD - Uma escola feita para você!
Adaptado pelo Pr. Wagno Alves Bragança
http://www.igmemorial.org/



quarta-feira, 21 de abril de 2010

Plano Diretor da Educação Religiosa Batista no Brasil

Ontem à noite naveguei pelo site http://www.etica.pro.br%20/relendo a matéria do Pr. e Educador Lourenço Stélio Rega sobre as diretrizes para o Plano Diretor da Educação Religiosa Batista no Brasil. Digo relendo porque já conhecia algumas de suas novas idéias a respeito da Educação Religiosa, pois Minas teve o prazer de recebê-lo na 1ª Conferência sobre Educação Cristã do Estado de Minas Gerais da Convenção Batista Mineira em 2 e 3 de abril de 2004. Na ocasião tive acesso a seu material escrito e a partir daí introduzi alguns conceitos básicos aos meus parcos conhecimentos. Um deles o de acrescentar a visão educacional à nossa visão salvacionista, incutida na consciência dos batistas pelos saudosos missionários. No ardor de evangelizar tantos quantos pudessem, esqueceram de nos ensinar a segunda parte da Grande Comissão descrita em Mateus 28.19-20 quando Jesus diz aos seus discípulos “a fazerem outros discípulos... ensinando-os a guardar todos os mandamentos.” Com essa informação incompleta quando se pergunta a alguém qual é a missão da igreja a resposta está na ponta da língua: Evangelizar. Mas a verdade do texto bíblico vai além do só evangelizar, abrange o ensinar. Talvez seja por isso que nós batistas ao longo de nossa história amamos e demonstramos nosso amor por Missões e nosso descaso pelo o Ensino ou pela educação religiosa, quando a mesma é feita pela boa vontade dos membros das igrejas e os educadores preparados pelas escolas educacionais batistas não têm o mesmo tratamento que têm os missionários e os pastores. Talvez seja por isso que, das igrejas pesquisadas para o a criação das Diretrizes do Plano Diretor da Convenção Batista Brasileira, somente 25,18% delas têm sua educação religiosa coordenada por um educador preparado pelas instituições da denominação. Investimos muito mais na pregação da Palavra do que no ensino relevante da Palavra.

No material do Pr. Lourenço, que tive acesso, já em 2004, ele apresenta o esquema de sua visão da Missão da Igreja. Uma missão tridimensional, ou seja uma missão direcionada para Deus, para o mundo e para si mesma. Amanhã postarei o desenho desse esquema.

Convoco a todos os educadores batistas do Brasil a orarmos intensamente pela implantação do novo Plano Diretor da Educação Religiosa nas igrejas. Que além da oração, que nos informemos o mais possível sobre as diretrizes do Plano e que juntos tentemos conquistar o direito que nos foi dado por Deus, de contribuir com o crescimento cristão daqueles que foram alcançados pelo evangelismo, quando nos chamou para o ministério educacional. 25,18% de educadores é muito pouco para os desafios educacionais cristãos batistas. Oremos todos para que os educadores sejam contemplados nesse novo rumo que a educação religiosa batista toma no Brasil.



terça-feira, 20 de abril de 2010

Exemplo de boa mãe, exemplo de bom filho


A saudosa Myrtes Mathias poetisa dos batistas brasileiros escreveu um poema que tem em seu corpo os seguintes versos:

“se queres dar-me uma flor
Faze-o antes que eu morra
Se queres hoje fazer o milagre
De um sorriso num rosto que chora
Não coloques flores sobre tumbas
Se queres dar-me uma flor faze-o agora..."
No dia 18 de abril de 2010 o cantor brasileiro Roberto Carlos perdeu sua querida mãe. Ela o apoiava e o acompanhava desde o início de sua carreira – bom exemplo de mãe.
Mas Roberto não precisará lhe fazer uma homenagem póstuma, porque fez enquanto sua mãe vivia – bom exemplo de filho. Na década de 70 ele fez e cantou pra ela uma música. Assim apresentou aos seus fãs Lady Laura que imediatamente dividiram com ela o amor que tinham pelo seu filho e com ele cantaram:
“Lady Laura
Me leve pra casa Lady Laura
Me conte uma história Lady Laura
Me faça dormir Lady Laura...”
Roberto tirou sua mãe do anonimato. Homenageando-a em vida com uma música, ele lhe deu mais do que ramalhetes de flores. Ele lhe deu a prova do seu amor de filho cumprindo um importante mandamento bíblico que está em Efésios 6.2-3 “Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.”

Letra completa:
Lady Laura
Roberto Carlos
Composição: Roberto Carlos/Erasmo Carlos

Tenho às vezes vontade de ser
Novamente um menino
E na hora do meu desespero
Gritar por você
Te pedir que me abrace
E me leve de volta pra casa
E me conte uma história bonita
E me faça dormir
Só queria ouvir sua voz
Me dizendo sorrindo
Aproveite o seu tempo
Você ainda é um menino
Apesar de distância e do tempo
Eu não posso esconder
Tudo isso eu às vezes preciso escutar de você

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me conta uma história
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me abrace forte
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura

Quantas vezes me sinto perdido
No meio da noite
Com problemas e angústias
Que só gente grande é que tem
Me afagando os cabelos
Você certamente diria
Amanhã de manhã você vai se sair muito bem
Quando eu era criança
Podia chorar nos seus braços
E ouvir tanta coisa bonita
Na minha aflição
Nos momentos alegres
Sentado ao seu lado, eu sorria
E, nas horas difíceis
Podia apertar sua mão

Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me conta uma história
Lady Laura, me faça dormir

Lady Laura
Lady Laura, me leve pra casa
Lady Laura, me abrace forte
Lady Laura, me faça dormir
Lady Laura

Tenho às vezes vontade de ser
Novamente um menino
Muito embora você sempre acha que eu ainda sou
Toda vez que eu te abraço e te beijo
Sem nada dizer
Você diz tudo que eu preciso
Escutar de você....


segunda-feira, 19 de abril de 2010

Dia Batista de Ação Social

www.batistas.com

Escola Bíblica Dominical

Escola para analfabetos
Você é capaz de fazê-los entender
As mais profundas lições,
Os mais sábios ensinamentos
Espirituais e comportamentais...

Escola de alfabetizados.
É capaz de fazê-los entender
As mais profundas verdades,
Conceitos de exegese, didática e hermeneutica.

Escola para doutores, pós-graduados, PHDs.
Todos se debruçam diante do Livro...
O Livro mais antigo. Repetido todo ano!
Nunca, nunca substituido.
Edições e mais edições,
E ele sempre atual, soberano, desafiador.

Escola esquisita, onde na mesma classe
Está o pobre, o rico,
O médico, o pedreiro, o dentista, o padeiro,
O filósofo, o carpinteiro, o músico, o sociólogo,
o gari, o estofador, o aluno, o professor.

Escola que nos aponta sempre o caminho da Luz,
Luz do conhecimento e da sabedoria,
Que jorra de dia em dia,
Dos pés do Mestre dos Mestres:
O Senhor e Salvador Jesus.

Ely Fonseca de Almeida
Membro da Igreja Batista Memorial de Belo Horizonte.
www.igmemorial.org










































domingo, 18 de abril de 2010

Os que ensinam e são ensináveis

A revista "Educador" , número 69/2T 2010 apresenta aos leitores as primeiras informações a respeito  do Plano Diretor de Educação Religiosa para as igrejas batistas brasileiras.

Diante de tudo que teremos que aprender a respeito das novas propostas, para a prática de uma educação religiosa mais abrangente e significativa trago para os leitores hoje uma reflexão sobre os que ensinam e são ensináveis.

Para ensinar é preciso antes ter aprendido. E para aprender é preciso desenvolver algumas características importantes relacionadas ao caráter de Cristo impregnado naqueles que através dEle se tornam filhos de Deus, discípulos e discipuladores. Apresento então, algumas características dos que ensinam e são ensináveis:

• Demonstram FLEXIBILIDADE e HUMILDADE para reconhecer a necessidade de aprender diariamente nas mais diversas circunstâncias.

• Demonstram DETERMINAÇÃO, quando consciente da vontade de Deus, e são capazes de, encarar desafios e transpor barreiras, para o cumprimento da vontade dEle, que também se torna a sua, quer esteja na função de liderado ou líder.

• Enchem-se de ALEGRIA diante de um conhecimento novo, tanto quando aprende, tanto quando ensina, porque o prazer sentido independe de quem aprendeu, se ele ou o outro, porque estar no centro da Vontade de Deus, na realização do ministério proporciona a quem ensina e é ensinável um estado de contentamento inexplicável, um constante regozijo.

• Demonstram FÉ no ser humano que, em sendo imagem e semelhança de Deus, é capaz de, pela atuação do Espírito Santo, ser por Ele transformado e provocar transformação na sociedade em que vive.

• RESPEITAM os níveis de maturidade em que se encontram seus liderados, repassando com PACIÊNCIA o sonho aos de visão menos abrangente.

• São sensíveis às alterações das realidades e diante de uma necessidade de mudança, podem, refletir e agir para o bem do Reino de Deus, do próprio bem e do bem daqueles são seus companheiros de jornada.

• Procuram manter acesa, no fundo da alma, a luz da SABEDORIA, que ilumina o rosto, os olhos o corpo todo. A sabedoria que vem de Deus e expande em forma de gratidão a Ele, e a todos os que fizeram e fazem parte da sua história.

Senhorinha

sábado, 17 de abril de 2010

Segundo encontro Crescer Juntos Triângulo

O segundo encontro do Projeto Crescer Juntos - ABATRIM foi ministrado pelos professores Pr. nunes com noções de multimída e a professora Enilce com confecção recursos didáticos a partir de material reaproveitável como embalagens e sucatas (foto acima).  Com muita critividade e pouco gasto os líderes de ministério com crianças podem investir na qualidade do visual do ensino bíblico. Além dessa prática artística contribuir para a elevação da criatividade, contribui também para o sentimento e prática da cidadania, já que o reaproveitamento de materiais bem como a reciclagem são pontos importantes na conscientização acerca da responsabilidade humana na conservação do planeta.

Que Deus abençoe ricamente esses irmãos no cumprimento de sua missão diante de Deus e de seus liderados.

Aproveito para agradecer ao diretor do Colégio Batista Mineiro da unidade de Uberlândia a oportunidade do uso de suas dependências, como auditório, sala de artes e laboratório de informática.

A todos os leitores do blog que estão no Brasil, Espanha, Portugal, França e quem sabe outros países meu desejo de alegrias em Cristo Jesus.
Senhorinha

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Segundo encontro Projeto Crescer Juntos- ABATRIM

No quadro acima vemos as porcentagens de aprendizagem pelos sentidos. Podemos notar que aprendemos muito mais quando usamos o sentido da visão do que quando usamos qualquer outro sentido. Isso justifica a importância do uso de um bom visual no ensino bíblico às crianças.
No quadro abaixo vemos as porcentagens  de retenção da aprendizagem. Mais uma vez  retemos o aprendemos usando a visão. Mas o que é mais importante nestas informações é que a aprendizagem se torna de maior qualidade quando unimos o ver, o ouvir, o discutir e o fazer o grau de retenção da aprendizagem aumenta consideravalmente.
 


Primeiro encontro do Projeto Crescer Juntos em Uberlândia


No primeiro encontro do Projeto Crescer Juntos, uma parceria da Convenção Batista Mineira- Comitê do Crescimento Cristão com a Associação Batista do Triângulo Mineiro, (ABATRIM) o professor pr. Wagno Alves Bragança ministrou durante 7 horas,  aula sobre os Estágios da fé, tratando da experiência religiosa das crianças.

como surgiu o projeto?

Quando morei na cidade de Uberlândia, em 2009, fui procurada por dois pastores, um de Uberlândia, outro de Araguari, para estudarmos a possibilidade de eu ministrar um curso para capacitação de líderes para ministério com crianças de suas respectivas igrejas. Como sou voluntária da Convenção Batista Mineira para ajuda ao Comitê de Crescimento Cristão entrei em contato com sua coordenadora e posteriormente com o presidente da Associação Batista do Triângulo Mineiro (ABATRIM ) e juntos decidimos por um curso via Associação para atendimento a outras igrejas também. Assim nasceu o Crescer Juntos- ABATRIM, que tem suas aulas nas dependências do Colégio Batista Mineiro e colaboração de vários outros voluntários como professores, dentro de suas áreas de atuação: Pr. Nunes, (Mutimídia) Coordenadora Jesiane, (projeto pedagógico do ministério infantil) Professora Enilce, ( dicas de recursos didáticos com sucatas) Capelão Gilmar Tadeu ( dicas de artes cênicas) e Pr. Wagno ( Psicologia do desenvolvimento humano e estágios da fé).

Estamos em busca de uma mudança de visão quanto ao ministério com crianças, mais rica, com mais consciência de ministério sério e não apenas um tomar conta de um grupo de crianças aos domingos, para que seus pais tenham liberdade de cultuar a Deus e estudar sUa Palavra. Mas esse é um trabalho demorado e muitas vezes não commpreendido, visto que as pessoas já têm formatado em suas mentes o como deveria ser o ministério. Mas, como me disse uma amiga: "Se queremos contribuir com a denominação na mudança de visão da educação cristã temos que pagar o preço".

Nota:
Indo ao item chamado "marcadores" e clicando em Projeto Crescer Juntos,  abrirão outras informações sobre este Projeto. Nos próximos dias informaremos sobre o segundo encontro, que foi de aulas sobre recursos didáticos com os professores, Pr. Nunes e Enilce, trabalhando com multimídia e arte.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A mulher batista na caminhada da história


Houve um tempo em que as mulheres batistas não tinham o direito de estudar Teologia junto com os homens... mas uma mulher, Josefa da Silva convenceu os líderes denominacionais de sua época de que era também chamada por Deus para o ministério e se não pode mudar as regras para que homens e mulheres estudassem juntos, pelo menos conseguiu que se criasse uma escola de educação cristã para mulheres – o Seminário de Educadoras Cristãs.

Houve um tempo em que as mulheres vocacionadas podiam  ser "missionárias", pregar, ensinar, aconselhar, visitar, só não podiam batizar, ministrar a ceia e serem chamadas: pastoras. Mas algumas igrejas entenderam que elas também poderiam executar essas ordenanças e foram “consagradas”.

Houve um tempo... um longo tempo em que as mulheres vocacionadas que não eram missionárias e nem queriam ser pastoras sonhavam em cumprir o chamado de Deus, ajudando como "educadoras" na coordenação da educação cristã de suas igrejas... Pelo visto esse tempo ainda vai longe. Mas a exemplo de Josefa reivindicavam, mesmo que solitariamente, o direito adquirido pelo chamado, pelo curso, pela cerimônia de formatura, enfim pela oficialização juramentada ante familiares e líderes denominacionais do bacharelado em Educação Religiosa.

Nesse longo tempo, muitas cansadas de esperar por uma oportunidade de serviço, se perderam em suas ilusões e desilusões. Mas outras... ainda esperam que haja tempo de serem um dia EDUCADORAS, muito embora lhes pareça mais curto o caminho de conseguir o direito de serem pastoras.

(Texto produzido após a leitura do artigo de Isaltino Coelho Gomes Filho, pastor e colaborador de O Jornal Batista da edição do dia 11 de abril de 2010, páginas 14 e 15 com o título: O valor da Escola Bíblica Dominical).

terça-feira, 13 de abril de 2010

A violência contra a mulher não poupa a igreja



Não sei o que é apanhar do pai ou da mãe. Não sei o que é bater (ou apanhar) na (da) mulher. O mais perto que cheguei da violência doméstica está na lembrança de ouvir palavrões (que desconhecia), tapas e choro que vinham da casa com a qual dividia o quintal por apenas um muro de menos de dois metros de altura. Não sabia ou não queria saber o que exatamente acontecia ali do lado da casa da minha infância. O “barulho” era um antídoto suficiente à curiosidade.

Crescemos. Os tapas, o choro, a violência, passam a ter cara, nome, endereço e, pasme, denominação, pastor e igreja. Esse é o tema do nosso livro do mês, Até Quando?. Repetimos Martin Luther King: “Não à violência do coração, não à violência da palavra, não à violência do punho”.

Marcos Bontempo

domingo, 11 de abril de 2010

Meta 8 - Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento













“Muitos países pobres gastam mais com os juros de suas dívidas do que para superar seus problemas sociais. Já se abrem perspectivas, no entanto, para a redução da dívida externa de muitos Países Pobres Muito Endividados (PPME). Os objetivos levantados para atingir esta Meta levam enconta uma série de fatores estruturais que limitam o potencial para o desenvolvimento – em qualquer sentido que seja – da imensa maioria dos países do sul do planeta.Entre os indicadores escolhidos estão a ajuda oficial para a capacitação dos profissionais que pensarão e negociarão as novas formas para conquistar acesso a mercados e a tecnologias abrindo o sistema comercial e financeiro não apenas para países mais abastados e grandes empresas, mas para a concorrência verdadeiramente livre de todos.Entre os 8 Objetivos do Milênio, não se pode apontar um como o mais importante. Mas, sem dúvida, se o oitavo objetivo for alcançado, o cumprimento de todos os outros será facilitado. Ele diz respeito à necessidade de todo o mundo juntar esforços para reduzir internacionalmente as desigualdades e de fazer do planeta um ambiente mais favorável ao desenvolvimento de todos — países pobres e ricos —, especialmente nas áreas de comércio e finanças internacionais.Pode-se dizer que, hoje, o Brasil ocupa uma posição intermediária nesse jogo de forças. Por um lado, é um grande gerador de riquezas, tem acesso a recursos naturais e domina tecnologias avançadas que podem auxiliar o processo de desenvolvimento de países pobres. Por outro, apresenta carências típicas desses países pobres, como a altíssima desigualdade social, o desemprego intenso, etc.Nas nossas comunidades, escolas, igrejas, lojas, templos, roda de amigos e companheiros também podemos contribuir para o desenvolvimento do Brasil e seu povo.”


sábado, 10 de abril de 2010

Meta 7 - Garantir a sustentabilidade ambiental




Um bilhão de pessoas ainda não têm acesso a água potável. Ao longo dos anos 90, no entanto, quase um bilhão de pessoas ganharam esse acesso à água bem como ao saneamento básico. A água e o saneamento são dois fatores ambientais chaves para a qualidade da vida humana, e fazem parte de um amplo leque de recursos e serviços naturais que compõem o nosso meio ambiente – clima, florestas, fontes energéticas, o ar e a biodiversidade – e de cuja proteção dependemos nós e muitas outras criaturas neste planeta.

Os indicadores identificados para esta meta são justamente "indicativos" da adoção de atitudes sérias na esfera pública. Sem a adoção de políticas e programas ambientais, nada se conserva adequadamente, assim como sem a posse segura de suas terras e habitações, poucos se dedicarão à conquista de condições mais limpas e sadias para seu próprio entorno.

O sétimo objetivo recomenda que os países encontrem formas de manter sua economia bem desenvolvida que não prejudiquem o meio ambiente. É uma tarefa difícil e complexa e, por isso mesmo, sua avaliação leva em conta diversos critérios: um deles é a proporção de áreas cobertas por florestas e, neste, o Brasil não está nada bem. A área original da Mata Atlântica era de 1,36 milhões de quilômetros quadrados. De 1990 para cá, mais de 1 milhão de quilômetros quadrados foi destruído, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que concentram 90% de toda a área da mata. A Floresta Amazônica também está caminhando para a destruição, graças, principalmente, ao surto desenvolvimentista da região, iniciado nos anos 60. Atraídos por incentivos fiscais, agropecuaristas instalaram grandes propriedades lá. Hoje, a ameaça também vem da ação dos extrativistas, que incitam a população local e derrubar árvores indiscriminadamente, alimentando o mercado do contrabando de madeira. De acordo com o INPE, a taxa média de desmatamento na Região Amazônica é de 18.427/ano de 1998 para cá. Esses resultados também servem, indiretamente, para avaliar nosso desempenho no segundo critério desse sétimo objetivo, que é o da proporção de área protegida suficiente para preservar a diversidade biológica.

Todo mundo sabe que o Brasil é um dos países com maior diversidade de espécies do planeta. Mas é preciso preservar as florestas nas quais essas espécies todas habitam.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Valorizar o educador é também defender a Educação Cristã


Ontem postei uma matéria falando da reunião do Conselho da Convenção Batista Brasileira e de sua “preocupação” com a questão da Educação Cristã nas igrejas Batistas do Brasil - (Tardia preocupação.)
A matéria do Jornal Batista que me serviu de base reflexiva diz que “uma das maiores preocupações dos conselheiros foi a de garantir que as igrejas batistas de todo o Brasil pudessem realizar um trabalho relevante na área da educação cristã no prazo mais curto possível.” - (O Seminário de Educação Cristã foi fundado em 1917. Teoricamente tem pelo menos 88 anos que a Denominação Batista prepara educadores para a educação cristã nas igrejas. Onde eles estão?)
Se refletirmos na linha da causa e efeito, podemos dizer que os integrantes do Conselho da Convenção Batista Brasileira tentam em curto prazo, resolver um problema de “efeitos” em longo prazo, que tem sua “causa” na pouca ou nenhuma valorização de um obreiro que a própria Denominação prepara que é o educador. Ou pelo menos deveria, já que a escola oficial de educação cristã chama-se Seminário de Educação Cristã. Fora esse Seminário, outros oferecem (pelo menos no papel) o chamado “curso de Educação Cristã” ou “Teologia com ênfase em Educação Cristã”.
Em suas avaliações os integrantes do Conselho chegaram à conclusão de que “o uso de material inadequado de educação religiosa (principalmente na Escola Bíblica Dominical) está trazendo prejuízos incalculáveis para os batistas brasileiros.”(É verdade! Volta e meia descobre-se nas salas de ensino de crianças, revistas com orientações de como ungir as crianças ou como ensiná-las a falar em línguas estranhas... e os distintos pastores nem sabem o que as crianças de sua igreja estudam. Isso prova que Teologia não prepara o pastor para a educação cristã. E eu pergunto: onde estão os educadores?)
Na mesma reunião dois “pastores” apresentaram a solução para o problema. Ei-las: “... No entanto o diretor executivo da CBB, pastor Sócrates Oliveira de Souza, afirmou que o Departamento de Educação Religiosa (DER) está atento a esta realidade e trabalha com afinco para lidar com ela. A principal resposta a ser dada é o lançamento, em pouco tempo, de um novo Plano Diretor de Educação Religiosa, que está em fase avançada de elaboração e que deve ser amplamente divulgado nos próximos meses. Além disso, o presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, pastor Lécio Dornas, sugeriu que seja promovida uma campanha de grande amplitude de promoção da Escola Bíblica dominical, instituição fundamental dos batistas brasileiros e que infelizmente tem sido deixada de lado por algumas igrejas. ” Pergunto: já que a Educação Cristã da maioria das igrejas Batistas do Brasil está aos cuidados dos seus pastores, eles serão capacitados para fazer valer o novo plano educacional? Porque o atual eles não estão conseguindo.
Diante da realidade da Educação Cristã Batista e dos Educadores Cristãos preparados pela denominação somos obrigados a muitas conjecturas e perguntas. Uma delas é: Por que o Seminário de Educação Cristã foi criado? Porque apareceu lá pelas bandas do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil uma mulher determinada a adquirir preparo teológico para ensinar a Bíblia às crianças de sua comunidade. Como o curso de Teologia era privilégio só de homens, criou-se uma escola teológica para mulheres: O SEC que antes de ser Seminário de Educação Cristã era Seminário de Educadoras Cristãs. Será que a criação do SEC foi só um desencargo de consciência? Não posso crer nisso. O certo é que ao longo da historia o SEC tem preparado obreiros e os distribuídos. Os chamados para a obra missionária têm trabalho garantido. Missões mexem com as emoções dos batistas brasileiros. Os que têm chamada para a educação na igreja... bom, Educação Cristã é só um detalhe, o pastor mesmo dá conta. Alguns poucos educadores conseguem uma gratificação financeira pelo seu trabalho na igreja... um dinheirinho chorado! A Denominação ensinou os batistas a amarem missões, mas não nos ensinou a amar a Educação Cristã com a mesma intensidade. Os mesmos membros que ofertam para o sustento dos missionários que estão distantes choram as migalhas que são oferecidas ao educador de sua igreja, quando são oferecidas. Falo por experiência própria e gostaria muito que a Denominação me provasse o contrário. Eu morderia a minha língua com prazer. Se como Denominação investíssemos na Educação Cristã a metade do que investimos em Missões estaríamos cumprindo a segunda parte da Grande Comissão e a Educação Cristã Batista não estaria a vergonha que está. E eu não estou falando de literatura não. Estou falando do obreiro “Educador”, que orienta, coordena, supervisiona a educação cristã de sua igreja e ainda capacita líderes locais se necessário for.
Por isso senhores conselheiros, falem do Novo Plano Diretor de Educação Religiosa, mas, por favor, falem também do Educador Cristão, porque já é tarde e valorizar o educador é também defender a Educação Cristã.
Senhorinha Gervásio

Meta 6- Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças.














"Em grandes regiões do mundo, epidemias mortais vêm destruindo gerações e ameaçando qualquer possibilidade de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, a experiência de países como o Brasil, Senegal, Tailândia e Uganda vem mostrando que podemos deter a expansão do HIV. Seja no caso da AIDS, seja no caso de outras doenças que ameaçam acima de tudo as populações mais pobres e vulneráveis como a malária, a tuberculose e outras, parar sua expansão e depois reduzir sua incidência dependerá fundamentalmente do acesso da população à informação, aos meios de prevenção e aos meios de tratamento, sem descuidar da criação de condições ambientais e nutritivas que estanquem os ciclos de reprodução das doenças.O sexto objetivo exige que até 2015 os países consigam reduzir o crescimento de casos de AIDS e a incidência de outras doenças graves, como a malária, a tuberculose, a hanseníase e a dengue. Pelo menos em relação à AIDS, a mais preocupante de todas essas enfermidades, o Brasil tem um longo caminho pela frente e pode não conseguir cumprir a meta. O número de pessoas identificadas com AIDS cresceu sem parar até 1998, quando atingiu a taxa de 20 casos para cada 100 mil habitantes. Na Região Sudeste, desde 1998 os casos vêm diminuindo, mas aumentaram nas demais regiões, principalmente no Sul do país.A desinformação é a arma mais poderosa do vírus HIV. Segundo pesquisa realizada em 2004 pelo Ministério da Saúde em parceria com instituições nacionais e internacionais, apenas 67% da população brasileira sabe o que fazer para evitar a contaminação pelo vírus, e só 38% declarou ter usado camisinha na última relação sexual. O chamado uso consistente da camisinha (ou seja, em todas as relações sexuais, sem exceção) é considerado a forma mais eficaz de evitar a contaminação pelo HIV. Mas, na pesquisa do Ministério da Saúde, apenas 25% das pessoas afirmaram que agiam dessa forma. Isso mostra que é preciso intensificar e rever as campanhas de comunicação que visam conscientizar a população da necessidade de praticar o sexo seguro. Também é urgente trabalhar nessas campanhas a diminuição de preconceitos.Já a mortalidade por AIDS, que também vinha crescendo até metade da década de 1990, diminuiu gradativamente e, a partir de 2002, estabilizou-se na faixa de seis a sete mortos para cada 100 mil habitantes. Como você já deve ter ouvido falar, o Brasil é referência no tratamento de pacientes de aids, e essa redução é resultado direto da política de distribuição intensiva e gratuita de medicamentos que compõem o tratamento anti-retroviral."

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A controvérsia da Educação Cristã Batista

Saiu nas páginas 8 e 9 do Jornal Batista, órgão oficial da Convenção Batista Brasileira de domingo, 04/04/10 o relato escrito pelo editor do Jornal Fábio Aguiar Lisboa, com o título: Conselho da CBB volta suas atenções para a questão educacional.

Repetindo suas palavras, no subtítulo Educação cristã ele diz : “sem dúvida alguma, a questão educacional foi a questão que dominou os debates realizados durante a reunião do Conselho Geral da CBB (Convenção Batista Brasileira). Uma das maiores preocupações dos conselheiros foi a de garantir que as igrejas batistas de todo o Brasil pudessem realizar um trabalho relevante na área da educação cristã no prazo mais curto possível. Esta foi uma posição defendida por muitos dos conselheiros, principalmente após se avaliar que o uso de material inadequado de educação religiosa (principalmente na Escola Bíblica Dominical) está trazendo prejuízos incalculáveis para os batistas brasileiros.

Alguns afirmaram que o material atualmente oferecido não consegue atender a todas as demandas existentes, o que faz com que muitas igrejas optem por literatura de editoras que não têm um comprometimento com os princípios e ideais batistas ...”
“... No entanto o diretor executivo da CBB, pastor Sócrates Oliveira de Souza, afirmou que o Departamento de Educação Religiosa (DER) está atento a esta realidade e trabalha com afinco para lidar com ela. A principal resposta a ser dada é o lançamento, em pouco tempo, de um novo Plano Diretor de Educação Religiosa, que está em fase avançada de elaboração e que deve ser amplamente divulgado nos próximos meses.

Além disso, o presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, pastor Lécio Dornas, sugeriu que seja promovida uma campanha de grande amplitude de promoção da Escola Bíblica dominical, instituição fundamental dos batistas brasileiros e que infelizmente tem sido deixada de lado por algumas igrejas. ”

A matéria continua com os relatórios: missões Nacionais e Mundiais, Ação Social, União de Homens Batistas do Brasil, União Feminina Missionária batista do Brasil, Associação de Músicos, Associação Brasileira de Instituições Batistas de Ensino Teológico e Ordem dos Pastores Batistas do Brasil. Sobre ela (OPBB) disse seu presidente Pr. Lécio Dornas, além de outras coisas, que haverá um evento voltado para vocacionados que acontecerá em Belo Horizonte no mês de agosto. Naturalmente como não poderia deixar de dizer, disse também da decisão dos membros da OPBB de emitir carteiras de pastoras que já haviam sido filiadas antes de 2007.

Vamos às observações.

1. Nota-se a ausência de referência na matéria do Jornal Batista em discussão , da representação da Associação dos Educadores Cristãos Batistas do Brasil. Quem falou pela Educação Cristã foram os pastores: Sócrates, diretor Executivo da CBB e Lécio Dornas, presidente da Ordem dos pastores Batistas do Brasil.

2. Fala-se muito em Educação Cristã e pouco em educadores Cristãos apesar de existir uma escola Teológica por nome Seminário de Educação Cristã que foi um dia Seminário de Educadoras Cristãs. Minha pergunta é: esta escola está preparando educadores ou missionários?

3. Sob a responsabilidade de quem está a Educação Cristã no âmbito da igreja?


4. O evento para despertamento de vocação programado para agosto em Belo Horizonte contemplará também os vocacionados para educação cristã na igreja, ou somente os, para missões e pastorado?

5. Espero realmente, que a culpa da pouca relevância da educação cristã nas igrejas batistas do Brasil não recaia sobre os poucos educadores cristãos que tentam, a trancos e barrancos, cumprir o ministério para o qual foram chamados e não reconhecidos.
Senhorinha

Pr. Camilo Gonçalves Filho disse... Parabéns! O Conselho da CBB, em certas ocasião parece uma monárquia e esquece que ser batista é ter livre pensamento e a igreja local está acima para escolher o melhor para ela.