sexta-feira, 26 de março de 2010

Escola dos sonhos 8- Pais que ensinam os filhos a guardar seus brinquedos


Içami Tiba-


Quando as crianças esgotam a vontade de brincar, é comum elas largarem os brinquedos e partirem para novas atividades, deixando o local na maior bagunça.
A maioria dos pais acha natural que as crianças não precisem guardar seus brinquedos. Afinal, são crianças. Usando “guardar brinquedos” como exemplo emblemático, atentemos aos detalhes.

Ensinar gratidão
Uma das grandes queixas dos pais é que as crianças não lhes são gratas. Mas os pais não ensinam que a brincadeira acaba após os filhos guardarem tudo. Portanto, deixar os brinquedos em ordem é responsabilidade dos filhos. Se alguém o faz, eles têm de agradecê-lo. Começa a germinar dentro deles o sentimento de gratidão.

Ensinar a cuidar dos seus pertences
As crianças brincam naturalmente de enfileirar, empilhar, encaixar e ordenar seus brinquedos. Os ensinantes poderiam aproveitar essa característica infantil para também guardá-los. Não precisa esperar os filhos crescerem para organizarem seus pertences, arrumarem seu quarto, ajudarem no cuidado com a casa.

Ensinar a respeitar os pertences dos outros
As crianças não podem trazer da escola para sua casa quaisquer objetos que não lhes pertençam. Se quiserem pegar, que peçam emprestado e, depois devolvam, agradecendo o uso. As mães não têm de correr atrás do secador de cabelos que as filhas levaram para o quarto. É preciso que os filhos aprendam o quanto antes que, para ser respeitado, é preciso respeitar as outros pessoas e seus pertences.

Ensinar a deixar em ordem o local usado
Nenhum adulto é obrigado a ficar se desviando dos brinquedos para andar na própria casa. É comum encontrar adultos sem essa educação – o que se nota nos banheiros. Há usuários que não apertam a descarga e deixam papéis usados no chão, as pias molhadas e tudo aceso. Não têm a cidadania de se preocupar com o próximo usuário.
Içami Tiba- Com mais de dois milhões de livros vendidos, Içami Tiba é autor do Best-seller Quem ama, educa. Médica pela Faculdade de Medicina da USP, psiquiatra, pelo Hospital das Clínicas da UFMG. Professor supervisor de psicodrama de adolescentes pela Federação Brasileira de Psicodrma, membro da equipe técnica da Associação Parceria Contra Drogas – APCD. É membro eleito do Board of Directors of lhe international Association of Group Psychotherapy, conselheiro do Instituto nacional de Capacitação e Educação psra o trabalho “Via de Acesso” e professor de diversos cursos e workshops n o Brasil e no exterior. É colunista do Jornal da Tarde e apresentador do programa “Quem ama, educa!”, da rede Vida de Televisão.

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