terça-feira, 30 de março de 2010

Escola dos Sonhos 12- Bons tratos para com as crianças: começando pela igreja


Tenho falado nestes dias sobra a campanha bons tratos para a infância. Hoje apresento para os leitores o editorial da revista Mãos Dadas escrito por Elsie Bueno Cunha Gilbert.

“Esta edição de Mãos Dadas tem por objetivo oferecer ferramentas que nos ajudem a influenciar nossas igrejas locais e nossos projetos sociais a serem lugares nos quais as crianças se sintam muito bem tratadas. Queremos que todos nós que nos chamamos cristãos reconheçamos a importância de promover os bons tratos para com a criança em todas as formas de ser povo de Deus envolvido no seu reino. Mas para tanto é preciso que nós mesmos nos convertamos à igreja local. Temos a tendência de olhar para o todo, para o grande, esquecendo-nos da influência que podemos exercer na nossa comunidade de fé mais próxima.

A verdade é que Cristo valoriza a igreja e que cada um de nós (criança ou adulto) precisa dele! Há muitas e boas razões para nos convencermos de que o plano de Deus — de trabalhar neste mundo por meio de homens e mulheres comprometidos com o seu reino e unidos em amor uns aos outros — é o melhor. Dois aspectos muito simples me animam a valorizar o papel da igreja:

1. A igreja não acaba. Um projeto social ou escola têm data marcada para se encerrar na vida de uma criança e esse dia chega rápido. Mas a igreja permanecerá até que Cristo venha! Quando a igreja acolhe uma criança, ela acolhe o seu presente, o seu passado (as crianças são ótimas evangelizadoras dos pais) e o seu futuro (sua vida adulta, seus filhos, netos e bisnetos!).

2. A igreja é uma família, e não uma escola. No mundo de hoje é raro termos uma família unida e presente, com pai e mãe, irmãos e irmãs, avôs e avós, tios, tias e primos, que se amam e buscam o melhor uns para os outros. Uma grande família substituta é algo pelo que muitos de nós ansiamos e de que precisamos desesperadamente. A igreja pode oferecer isto.

Não quero dizer que o ideal é acabar com projetos sociais e investir apenas na igreja. Mas que o nosso trabalho envolve também aproximar a igreja das iniciativas sociais e vice-versa. Portanto, nós, homens e mulheres cristãos, envolvidos no trabalho de cuidado, resgate ou defesa das crianças e adolescentes, devemos manter duas lealdades: precisamos ser leais às crianças e fiéis à igreja. Devemos promover o envolvimento da igreja nas causas sociais que afetam a vida das crianças, e ser pontes que ligam a criança a uma vida feliz no seio de uma comunidade de fé.”Que desafio! Que trabalho gratificante!”


Elsie Bueno Cunha Gilbert, editora

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