quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

AS PASTORAS BATISTAS ESTÃO CONQUISTANDO O ESPAÇO QUE NÃO FOI CONQUISTADO PELAS EDUCADORAS?



A conquista do reconhecimento da vocação ministeial feminina.
Visite o blog da pastora Zenilda:
pastorazenilda.blogspot.com

Ações do Edvar a quem dedico meus agradecimentos, como mulher vocacionada por Deus ao ministério.Senhorinha


Saiu no Portal Batista:

"Segundo o presidente da OPBB, pastor Orivaldo Pimentel, não houve uma decisão para a aceitação pela OPBB de qualquer pastora, mas apenas daquelas que atendam aos pré-requisitos da entidade e que tenham se filiado à mesma através das sessões estaduais antes da Assembleia de 2007"
( http://assembleia.batistas.com/index.php?option=com_content&view=article&id=40:opbb-decide-emitir-carteira-de-pastoras&catid=2:news&Itemid=4 )

Pastores, pastoras e povo batista em geral, de todo o Brasil, estão atentos e prontos a denunciar eventuais lucubrações que possam vir a ocorrer, no sentido de se tentar interpretar a decisão tomada pela assembléia de Cuiabá 2010, da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, de maneira desfavorável às pastoras, dificultando o reconhecimento do direito que nunca deveria ter sido negado a todas elas e muito menos agora, a algumas delas, diante da decisão da tomada.

O que esperamos dos dirigentes da OPBB, agora sob a presidência de Lécio Dornas:
1. que as pastoras beneficiadas pela decisão de Cuiabá, não tenham privilégios que os pastores não têm;
2. que às pastoras, não sejam feitas exigências que não eram feitas aos pastores à epóca da filiação, na seção que as recebeu;
3. que a direção nacional, portanto, não se envolva no processo de filiação das pastoras, se não se envolve na dos pastores;
4. que a aplicação das normas seja feita em espírito de amor e justiça e não de acordo com a filosofia: "para os amigos as facilidades da lei; para os inimigos, os rigores da lei", pois as pastoras não são nossas inimigas. São seres humanos, criadas igualmente à imagem e semelhança de Deus, resgatadas igualmente pelo sacrifício do Cristo, comissionadas igualmente para ir por todo o mundo, fazer discípulos e batizá-los "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho mandado".

Quando penso no lugar onde trabalho como pastor e nas condições que me são oferecidas e comparo com o lugar onde a maioria das pastoras está trabalhando e as condições que a elas têm sido oferecidas, sinto vergonha só de pensar na humilhação a que têm sido submetidas, sendo tratadas como "vocacionadas de segunda classe" que não estão à altura de compartilhar a mesma organização.

A Associação dos Diáconos Batistas do Brasil não só aceita diaconizas, mas é presidida por uma delas.
A Ordem dos Advogados do Brasil é composta também de Advogadas.
Entre os pastores batistas, entretanto, há quem justifique que a Ordem é dos "pastores" e não das "pastoras".

Para alguns colegas, dividir a Ordem com mulheres parece ser vergonhoso, ainda que a maioria de nós pastores divida teto, mesa e cama diariamente com uma delas.


Não estou aqui semeando conflitos.
Não confunda paz com ausência de tensão. Ausência de tensão é sinônimo de morte não de paz.
Paz que não é construida em bases amorosas e justas não é paz, é ausência de vida.

Nem estou aqui semeando divisão.
Unidade que não é contruída em bases amorosas e justas não é unidade, é opressão.

Muito menos estou aqui defendendo posições antibíblicas.
Posições bíblicas saudáveis são aquelas cuja fundamentação se dá em bases hermenêuticas sólidas e não incoerentes.

Se sou contrário à liderança da mulher por "razões bíblicas", deveria ser, também, contrário à liderança delas em todas as áreas da vida e não somente no ministério.

Se defendo o silêncio da mulher na igreja (igreja gente, não templo), por "razões bíblicas", deveria ser, também, contrário a que se manifestassem em todas as atividades da igreja.

Se aplico literalmente textos bíblicos para manter a mulher na condição de cidadã de segunda categoria, assim deveria agir, também, em relação a roupas, cabelo, uso de bijuterias, maquiagem, diálogo em público, ocupação de assento no templo, só pra exemplificar.


Que Deus nos ajude a sermos misericordiosos em nossas dificuldades naturais de enxergamos e interpretarmos as realidades de maneira compatível com o espírito do evangelho que produz vida e que haja em nós o firme propósito de nos guiarmos pelo espírito que vivifica e não pela letra fria que produz morte.

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