sábado, 27 de fevereiro de 2010

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER- se você mesma não denunciar, seu vizinho não poderá fazer por você


Ouço mais uma notícia: __“Homem mata a companheira com várias facadas na cozinha de sua casa na frente de seu filho de 2 anos.” Observo a cara de sem graça da reportar ao completar a notícia:

__“Ele já havia sido preso várias vezes por agredir a esposa.”

Abro a página do Correio Braziliense e leio a notícia de Mônica Harada Publicação: 24/02/2010 19:41 Atualização: 24/02/2010 21:00: LEI MARIA DA PENHA »

Processo contra agressor depende de representação da vítima

Denúncia contra violência doméstica só acarretará em ação penal contra o agressor, para que eles sejam processados pelo Ministério Público, se houver uma representação da própria vítima. Do contrário, não está autorizada a abertura de ação penal. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (24 de fevereiro de 2010) pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no julgamento de um recurso do Ministério Público do Distrito Federal e descarta a possíbilidade de mover processos a partir de denúncias de vizinhos ou parentes, por exemplo, como acontecia em grande parte das ações movidas até hoje. Agora, os agressores só responderão às ações penais que forem movidas com consentimento das vítimas. Por causa dos inúmeros recursos que chegam ao STJ sobre esse ponto da Lei Maria da Penha, a questão foi apreciada em um recurso especial destacado pelo ministro Napoleão Nunes Maia Filho, como representativo dessa discussão para ser julgado pelo rito da Lei dos Recursos Repetitivos.

A situação não se aplica a crimes graves, como tentativa de homicídio. Nesses casos, o processo corre independentemente da posição da vítima. O entendimento da decisão é o de acolher a vontade da vítima e dar a ela o direito de decidir. Pela lei, o processo deve caminhar, mesmo que a vítima não represente contra o homem ou retire a denúncia....
A notícia segue e pode ser vista no site do Correio Brziliense com endereço no final da matéria.

Minha reflexão:
1. O cara já havia sido preso várias vezes por agredir a mulher... mas só será punido de verdade depois que a matou ( Bater pode só matar que não pode)
2. A decisão do Superior Tribunal de Justiça confirma na notícia acima que "bater pode só matar que não pode".

Se eu tivesse no meu blog um espaço para humor publicaria essa matéria lá. Avisaria a todos os agressores de mulheres para acessar e caírem na gargalhada. Eles poderiam até montar, se é que ainda não têm, uma estratégia para a tortura: Um pouquinho a cada dia, afinal de contas como diz a música funk “um tapinha não dói”. Poderiam se reunirem para conselhos mútuos:

__ mantenham a calma! Cuidado para não ultrapassarem os limites e levar sua amada à morte. Porque para a lei bater pode só matar que não pode!

De acordo com a lei se o agressor for esperto não será punido nunca, é só não ser burro o suficiente para ultrapassar os limites da agressão levando a vitima à morte. Os vizinhos que já se sentiam constrangidos em avisar a quem de direito sobre as agressões, agora podem ficar despreocupados... tapem os ouvidos, fechem as janelas, porque essa tortura promete. Ela vai longe. A vitima, que depois de uma denúncia apanha em dobro por ter denunciado, (porque o cara vai à delegacia e volta pra casa) terá que decidir: arranjar forças para cair fora ou esperar que o agressor perca a cabeça, se ela tiver sorte irá só pro hospital. Aí sim a lei será cumprida, por ter havido um crime considerado “grave”. Um tapinha, dois três, 365, uma vida inteira de tapinhas não é nada grave para quem não os toma.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/02/24/brasil,i=175707/ACAO+PENAL+CONTRA+AGRESSOR+DEPENDE+DE+REPRESENTACAO+DA+VITIMA.shtml

“Maria da Penha recomenda que a mulher denuncie a partir da primeira agressão. ‘Não adianta conviver. Porque a cada dia essa agressão vai aumentar e terminar em assassinato.’

Não podemos permitir que os agressores continuem fazendo mais e mais vítimas a cada dia, devemos denunciá-los e cobrar de nossas autoridades o cumprimento da lei, para que as mulheres possam ter direito à vida, como diz o primeiro artigo da nossa constituição. E o engraçado em falar da constituição, é que existem estudiosos do Direito que dizem que a Lei Maria da Penha é inconstitucional, por privilegiar em excesso um determinado grupo social, alegando que isso afeta o direito a igualdade independente do gênero, porém eles não se atentam ao fato de que para existir igualdade deve haver antes eqüidade/justiça social, que as mulheres não possuem as mesmas condições que os homens, dentro de nossa sociedade sectarista, que trata mulheres e homens de maneira desigual, favorecendo em todos os aspectos os homens, por isso é que essa lei se faz necessária, assim como delegacias só de mulheres, pois só quando ambos (mulher e homem) tiverem realmente as mesmas condições, as mesmas chances, é que poderemos falar de igualdade entre os gêneros.”

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

87% das garotas vivenciam agressão no namoro

Meninas não ocupam só papel de vítimas, mas também de autoras dos maus-tratos
Confira em:

A farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes foi o caso-homenagem à Lei Federal nº 11.340. Agredida pelo marido durante seis anos, foi alvo de duas tentativas de homicídio. Na primeira, com arma de fogo, episódio que a deixou paraplégica. O marido só foi punido após 19 anos de julgamento e ficou apenas dois anos em regime fechado. O caso foi levado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Seu conselho às mulheres:
“Que a mulher, em primeiro lugar, se auto-valorize, estude, tenha uma profissão, tente encontrar seu espaço na sociedade, tome conhecimento de quais os seus direitos como pessoa humana quer como filha, como mulher, como esposa, como cidadã, como profissional etc. Engajar-se nos movimentos de mulheres, para exigir que a sua cidade tenha a sua Delegacia da Mulher, Casa Abrigo, Centro de Referência, Juizado de Violência Doméstica. Só assim a mulher se sentirá respaldada, para sair do medo e da depressão e procurar ajuda. Hoje, nós não precisamos mais sofrer caladas, anos a fio. O agressor que vive ou viveu conosco, e coloca em risco nossa vida e a vida de nossos filhos, precisa ser denunciado. Porque viver sem violência e uma vida digna é um direito de todos, e nós mulheres temos esse direito também”!
Quando a violência contra a mulher acaba, a vida recomeça!
Disk Denúncia 180.

Violência física é o uso da força com o objetivo de ferir, deixando ou não marcas evidentes. São comuns murros e tapas, agressões com diversos objetos e queimaduras por objetos ou líquidos quentes. Quando a vítima é criança, além da agressão ativa e física, também é considerado violência os fatos de omissão praticados pelos pais ou responsáveis.
A Violência Psicológica ou Agressão Emocional, às vezes tão ou mais prejudicial que a física, é caracterizada por rejeição, depreciação, discriminação, humilhação, desrespeito e punições exageradas. Trata-se de uma agressão que não deixa marcas corporais visíveis, mas emocionalmente causa cicatrizes indeléveis para toda a vida.
A violência verbal normalmente se dá concomitante à violência psicológica. Alguns agressores verbais dirigem sua artilharia contra outros membros da família, incluindo momentos quando estes estão na presença de outras pessoas estranhas ao lar.

Em recorrência de sua menor força física e da expectativa da sociedade em relação à
violência masculina, a mulher tende a se especializar na violência verbal mas, de fato, esse tipo de violência não é monopólio das mulheres.

Para saber mais:

Anônimo disse...
Vamos continuar trabalhando nesta area da violencia domestica, principalamente na vida de tantas mulheres que sofreram e sofrem com esta violencia. As vezes pensamos que nos lares de familias evangelicas nao acontecem isto, mas é exatamente em muitos de nossos lares de "irmaos", nossas amigas estao sofrendo com varios tipos de violencia. Minhas irmas, nao fiquem caladas, abre suas bocas, voce veio a este mundo para ter uma vida em abundancia naquele que nos deu a liberdade, JESUS CRISTO.


VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER



No dia internacional da mulher elas merecem mais do que flores!

Merecem o engajamento de todos na
conquista de seus direitos à cidadania
e justiça penal aos "machos" que
as espancam
psicológica
moral e
fisicamente.

Desejamos às mulheres que têm seu direito mais básico invadido pela força bruta, o que Matin Luther King Jr. desejava aos negros: "que tenham as riquezas da liberdade e a suprema justiça" aos seus agressores.

LEI MARIA DA PENHA- 11.340/06
O Brasil precisou ser condenado pela OEA- pela negligência com que tratava a questão da violência contra a mulher para tomar a iniciativa de mudar as leis brasileiras. Uma das primeiras ações do presidente Lula foi criar a Secretaria Especial de Políticas para as mulheres, alicerce para a criação da Lei Maria da Penha. Essa Lei representa a libertação das mulheres brasileiras oprimidas por uma sociedade machista e patriarcal. Ela estabelece cinco formas de violência doméstica e familiar contra a mulher:
· Física
· Psicológica
· Sexual
· Patrimonial
· Moral
Então Maria da Penha, dedicamos a você esse 8 de março e também o 30 de abril, que contribuiu com a criação da Lei com seu sofrimento, emprestando seu nome a ela para resgatar a cidadania e resguardar a dignidade da mulher. Ela é a carta de alforria da mulher brasileira que agora tem apoio para se libertar de uma vida de opressão. Pelo menos as que têm coragem de denunciar, exercendo o direito de não serem agredidas.
Saiba mais sobre Maria da Penha clicando no link abaixo.
http://www.mch.ifsuldeminas.edu.br/~cimma/Violencia.php

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

VOTO FEMININO


Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.
Com o advento da República, uma das primeiras defensoras do voto feminino no foi Josefina Álvares de Azevedo. Fundadora, em 1888 na cidade de São Paulo, do primeiro jornal feminino de repercussão (A Família), ela sempre se manifestou em favor da emancipação social da mulher. Praticamente toda sua obra tinha o objetivo de intervir na ordem social e política do seu tempo, de modo a criar condições mais justas e igualitárias entre os sexos.Nas páginas de "A Família", a primeira causa que defendeu em prol da elevação do status das mulheres na sociedade foi a educação.
Com um pensamento bastante radical para a época, mais do que, talvez, de todas suas companheiras do final do século XIX, reivindicava para o sexo feminino um tipo de educação que desenvolva sua capacidade para exercer não só a direção da família, mas também as mais altas funções do Estado. Após a proclamação da República, passa a defender o direito de voto para as mulheres. Defendia que, sem esse direito, a igualdade prometida pelo novo regime político não passava de uma utopia.


No código eleitoral Provisório (Decreto 21076), de 24 de fevereiro de 1932, o voto feminino no Brasil foi assegurado, após intensa campanha nacional pelo direito das mulheres ao voto. Fruto de uma longa luta, iniciada antes mesmo da Proclamação da República, foi ainda aprovado parcialmente por permitir somente às mulheres casadas e às viúvas e solteiras que tivessem renda própria, o exercício de um direito básico para o pleno exercício da cidadania. Em 1934, as restrições ao voto feminino foram eliminadas do Código Eleitoral, embora a obrigatoriedade do voto fosse um dever masculino. Em 1946, a obrigatoriedade do voto foi estendida às mulheres. Foram muitas as mulheres que lutaram pela conquista do direito ao voto feminino: Julia Barbosa, Bertha Lutz, Leolinda Daltro, Celina Vianna, Nathércia da Cunha Silveira, Antonietta de Barros, Almerinda Gama, Jerônima Mesquita, Maria Luisa Bittencourt, Alzira Teixeira Soriano, Carlota Pereira de Queiroz, Josefina Álvares de Azevedo, Carmen Portinho, Elvira Komel, Amélia Bevilacqua, Isabel de Sousa Matos e diversas outras mulheres que participaram de tão importante conquista.
Estamos colhendo hoje o que muitas mulheres plantaram no passado.
O que estamos plantando para que as mulheres da nova geração colham com alegria?
http://www.mch.ifsuldeminas.edu.br/~cimma/Datas.php

sunamita disse... Senhorinha tenho acompanhado todos os dias do mês de fevereiro as postagens no seu blog,gostei muito da onde vc fala de sua mãe e da irmã diola e tbém a do dia 24,eu não sabia sobre essa história,enriqueceu o meu conheçimento,obrigada por plantar a semente de um mundo melhor 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Elvira Rangel-(Serie Educadoras Cristãs Batistas de Minas Gerais)


A Educadora Cristã Batista Elvira Rangel também é uma das muitas mulheres batistas que fazem a diferença no local onde trabalham.

Formação- IBER (Instituto Batista de Educação Religiosa) 1974

Especialização na área de Educação Cristã na Argentina e Colômbia.


Trabalhou duarante 30 anos como Educadora Cristã no Uruguai, ajudando na organização da Escola de Missões no Uruguai, sendo sua diretora por 6 anos.


Trabalho atual- Atualmente trabalha em Belo Horizonte como Diretora Executiva da União Feminina Missionária Batista Mineira.
www.youtube.com/watch?v=y_J9IXWsy1I

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Marcos das conquistas das mulheres na história




· 1788 – o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
· 1840 – Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
· 1859 – surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.· 1862 – durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
· 1865 – na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
· 1866 – No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
· 1869 – é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
· 1870 – Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
· 1874 – criada no Japão a primeira escola normal para moças
· 1878 – criada na Rússia uma Universidade Feminina
· 1901 – o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

Conquistas das Mulheres Brasileiras· 1917- Criado o SEC Seminário de Educadoras Cristãs para o preparo das moças Batistas vocacionadas ao ministério cristão.

· 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

MINHA SOGRA, MINHA MÃE, MINHA AMIGA















Já disse de minha mãe Ermita que era mulher delicada e trazia a meiguice nos olhos e a ternura no abraço. Mulher de poucas palavras e muitas leituras, para seu contexto. Não sei se possuía a sabedoria por causa de sua sede de conhecimento, ou se adquiria conhecimento por causa de sua sede de sabedoria.
Arnaldo Jabor, crítico, cineasta e jornalista, em um texto intitulado “ o mundo sem mulheres” retrata a dependência que os homens têm das mulheres e por isso, agradá-las, faz parte de suas metas na vida. Ele percebeu e reconheceu isso em sua visão masculina e eu percebo o mesmo em minha visão feminina: não só os homens estão ligados às mulheres, nós também, pois também fomos abrigadas em um útero e, graças a Deus, a maioria foi abrigada em um coração.
Eu, que fui abrigada pelo útero, braços e coração de D. Ermita, continuo sendo abrigada pelo coração de D. Diola depois que Ermita se foi. Estar cercada pelo amor e sabedoria, eis meu grande privilégio!
Uma “mulher sábia não edifica somente sua casa”, edifica também todas as vidas que são por ela tocadas. Uma mulher sábia é mais preciosa do que finas jóias. É mais preciosa até que o próprio rei Midas, porque ao contrário do fato de no mito grego, virar ouro, tudo o que Midas toca, a mulher sábia transmite no seu toque aquilo que o ser humano mais precisa, que não é ouro, é amor incondicional. Recebi esse amor pelo toque de minha mãe e pelo toque de minha sogra, mãe e avó de muitos. Foi avó de alguns jovens universitários em uma das repúblicas de Ouro Preto e foi avó de muitos jovens do Lar dos Meninos São Vicente de Paula, onde trabalhou como cozinheira. Todos foram seus netos. E não adianta ciumezinho de neto legítimo, porque ela não conhece o significado da palavra ilegítimo. No Lar dos meninos foi convidada para paraninfa de uma turma de formandos. E quando quis se esquivar do convite por se sentir insegura em proferir o discurso, vários alunos responderam:
__ “Não precisa falar nada vó, porque eu falo no seu lugar”.
E falaram mesmo, até o Frei, responsável pelo Lar, falou por ela, porque ele também se considerava "seu neto".
Arnaldo Jabor tem toda razão, o mundo precisa das mulheres. Esse ser que "é para si" mas também "é para o outro", como disse Agenita Ameno, socióloga autora do livro Crítica à tolice feminina.
O mundo precisa de mães como D. Ermita e precisa de sogras como D. Diola, que abriga em seu coração todos os que se permitem, oferecendo seu amor a todos os que se deixam tocar por ele.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O mundo sem mulheres (Arnaldo Jabor)

O cara faz um esforço desgraçado para ficar rico pra quê?
O sujeito quer ficar famoso pra quê?
O indivíduo malha, faz exercícios pra quê?
A verdade é que é a mulher o objetivo do homem.
Tudo que eu quis dizer é que o homem vive em função de você.
Vivem e pensam em você o dia inteiro, a vida inteira.
Se você, mulher, não existisse, o mundo não teria ido pra frente.
Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro Homem, para conquistar sujeito igual a ele, de bigode e tudo.
Um mundo só de homens seria o grande erro da criação.
Já dizia a velha frase que 'atrás de todo homem bem-sucedido existe uma Grande Mulher'.O dito está envelhecido. Hoje eu diria que 'na frente de todo homem bem-sucedido existe uma Grande Mulher'.
É você, mulher, quem impulsiona o mundo.
É você quem tem o poder, e não o homem.
É você quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme a ser visto, o local das férias.
Bendita a hora em que você saiu da cozinha e, bem-sucedida, ficou na frente de todos os homens.
E, se você que está lendo isto aqui for um homem, tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher.
Aí na sua casa, onde você trabalha, na rua. Só homens.
Já pensou?
Um casamento sem noiva?
Um mundo sem sogras?
Enfim, um mundo sem metas.

ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS OS HOMENS GOSTAM TANTO DE MULHERES:
1- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu.
2- O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro, nosso peito.
3- A facilidade com a qual cabem em nossos braços.
4- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.
5- Como são encantadoras quando comem.
6- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena.
7- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora.
8- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e Rabo-de-cavalo.
9- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio.
10- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão.
11- O brilho nos olhos quando sorriem.
12- O jeito que tem de dizer 'Não vamos brigar mais, não...'
13- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza.
14- O modo de nos beijarem quando dizemos 'eu te amo'.
15- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta.
16- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram.
17- O fato de nos darem um tapa achando que vai doer.
18- O jeitinho de dizerem 'estou com saudades'.
19- As saudades que sentimos delas.
20- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Tania Araújo- (Serie Educadoras Cristãs Batistas de Minas Gerais)



(Promoção do curso de Teologia. Contra capa da Revista de Missões Estaduais Minas um Desafio de 2009.)

A Educadora Cristã Batista Tania Araujo é uma das muitas mulheres batistas que fazem a diferença no local onde trabalham.

Sua formação passa pela
• Pedagogia pela Newton Paiva
• Psicopedagogia pela UEMG
• Educação Cristã pelo Seminário Teológico Batista Mineiro- hoje Faculdade Batista de Minas Gerais.
Atualmente trabalha em Belo Horizonte como
• Supervisora da E.E.Desembargador Mario Gonçalves de Matos
• Coordenadora do Comitê do programa para o Crescimento Cristão da Convenção Batista Mineira
• Educadora Cristã da Igreja Batista do Progresso

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Melhor idade para ser evangelizado

Assim fica a tabela:


Claudia Guimarães em seu livro Pastoreando crianças desta geração, página 54 apresenta uma pesquisa feita pela APEC (Aliança Pro Evangelização das Crianças), mostrando que as crianças ouvem a mensagem do evangelho e atendem mais prontamente que os adultos. Ela cita Georf W. Truet que constatou que 96% dos 1200 crentes entrevistados recebeu a Jesus antes dos 21 anos. E ainda o US Center for World Missions divulgou que no mundo, 85%das pessoas que decidem entregar suas vidas a Jesus têm entre 4 e 14 anos.



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ser consagrada pastora para fazer o trabalho de educadora


Em minhas buscas sobre o assunto: mulheres vocacionadas ao ministério encontrei o blog da Pastora Zenilda. Fiquei impressionada com o que ela diz sobre sua experiência. A seguir transcrevo algumas de suas palavras e faço uma analise delas.

“Sou pastora desde 04 de abril de 2004. Fui ordenada pela IBAC - Igreja Batista Curuçá, em Santo André, SP, e desde então atuo na área de educação cristã, chamada Base Crescer, e ajudo o meu marido, Pr. Fernando Cintra, na coordenação geral dos ministérios ...Fui estudar no então IBER, hoje CIEM...”

Analisemos duas frases da pastora Zenilda: Primeira: desde então atuo na área de Educação Cristã”... Segunda, “fui estudar no IBER, hoje CIEM”.

Raciocino: Zenilda estudou no IBER saiu de lá educadora cristã e desde que foi consagrada pastora atua na Educação Cristã de sua igreja. Pergunto: precisava ser consagrada pastora para atuar na Educação Cristã da igreja e criar uma polêmica que se arrasta até hoje na Convenção Batista Brasileira? Não poderia atuar na Educação Cristã e ajudar o marido na direção dos ministérios sendo educadora?

Concluo: Por uma questão de inteligência e lógica é melhor reconhecer as educadoras do que polemizar tanto para titular pastoras, que continuarão fazendo o trabalho de educadoras nas suas igrejas.
Senhorinha

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Novas perspectivas para o curso de “Educação Cristã” Batista em Minas Gerais


Essa promoção foi feita na contra capa interna da revista Minas um Desafio de 2009. Como podem ver, mesmo estando o curso de Educação Cristã imbutido no de Teologia, ele permanece escondito do público alvo.













Foi realizada ontem (11 de fevereiro 2010) uma reunião convocada pelo Diretor Geral do Sistema Batista Mineiro de Educação, confirmando os primeiros passos para valorização do curso de Educação Cristã da Faculdade Batista de Minas Gerais e do Educador Cristão das Igrejas Batistas.Participaram da reunião além do Diretor Geral do Sistema Batista Mineiro de Educação, o Coordenador do Curso de Teologia e Educação Cristã e a Coordenadora do Comitê para o Crescimento Cristão da Convenção Batista Mineira.
Ainda há esperança!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Personagens infantis representantes das Associações Batistas Mineiras

















RECADO AOS LÍDERES DE CRIANÇAS:

Estes personagens foram criados para ajudar na promoção da Campanha de Missões Estaduais 2010.
Sugerimos cada um como modelo para o painel de sua igreja, bastando reproduzirem imagem referente à Associação a que pertence sua igreja.






















Agradecemos a todos que participaram da escolha dos nomes dos personagens, espcecialmente as igrejas:
__Igreja Batista Filadélfia- Uberlândia.MG- Pastor Reginaldo
__Igreja batista do Parque Granada- Uberlândia.MG- Pastor Ramon
__Igreja Batista Central em Vista Alegre Belo Horizonte.MG- Pastor Camilo


Certamente para as crianças dessas igrejas a campanha de Missões Estaduais 2010 terá maior sentido por terem participado do projeto, fazendo jus ao tema - Missões em Minas: Eu faço Parte.
Qualquer dúvida entre em contato- senhorinhaglb@yahoo.com.br


LEMBRETE aos moradores do Triângulo Mineiro:


  • Os que trabalham ou gostariam de trabalhar na igreja, com crianças, participem da Oficina que haverá em Uberlândia dia 27 de fevereiro 2010 no evento: Transformação Integral, nas dependências do Colégio Batista Mineiro. (Acontecerão outras oficinas também)

  • Também acontecerá o Transformação Kids para as crianças com a "Turma do Lu".
  • E no encerramento (16.30h) acontecerá um culto dirigido a Deus pelos integrantes da "Turma do Lu" para lançamento do "projeto Crescer Juntos". Participem e levem as crianças de sua igreja.

Abraço a todos
Senhorinha

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

As várias fomes de Marina por José Bessa Freire
















4ª feira, 3 de fevereiro 2010 (blog do edvar)
Ai, ai meu Deus!/ O que foi que aconteceu/ Com a música popular brasileira?

Por José Bessa Freire*

Há pouco, Caetano Veloso descartou do seu horizonte eleitoral o presidente Lula da Silva, justificando: “Lula é analfabeto”. Por isso, o cantor baiano aderiu à candidatura da senadora Marina da Silva, que tem diploma universitário. Agora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em Marina para presidente, “porque ela tem cara de quem está com fome”.

Os Silva não têm saída: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come.

Tais declarações são espantosas, porque foram feitas não por pistoleiros truculentos, mas por dois artistas refinados, sensíveis e contestadores, cujas músicas nos embalam e nos ajudam a compreender a aventura da existência humana. Num país dominado durante cinco séculos por bacharéis cevados, roliços e enxudiosos, eles naturalizaram o canudo de papel e a banha como requisitos indispensáveis ao exercício de governar, para o qual os Silva, por serem iletrados e subnutridos, estariam despreparados.

Caetano Veloso e Rita Lee foram levianos, deselegantes e preconceituosos. Ofenderam o povo brasileiro, que abriga, afinal, uma multidão de silvas famélicos e desescolarizados. De um lado, reforçam a idéia burra e cartorial de que o saber só existe se for sacramentado pela escola e que tal saber é condição sine qua non para o exercício do poder. De outro, pecam querendo nos fazer acreditar que quem está com fome carece de qualidades para o exercício da representação política. A rainha do rock, debochada, irreverente e crítica, a quem todos admiramos, dessa vez pisou na bola. Feio.

Venenosa! Êh êh êh êh êh!/ Erva venenosa, êh êh êh êh êh!/ É pior do que cobra cascavel/ O seu veneno é cruel/ (...) Deus do céu!/ Como ela é maldosa!

Nenhum dos dois ¬ nem Caetano, nem Rita ¬ têm tutano para entender esse Brasil profundo que os silvas representam.

A senadora Marina da Silva tem mesmo cara de quem está com fome? Ou se trata de um preconceito de roqueira, que só vê desnutrição ali onde nós vemos uma beleza frágil e sofrida de Frida Kahlo, com seu cabelo amarrado em um coque, seus vestidos longos e seu inevitável xale? Talvez Rita Lee tenha razão em ver fome na cara de Marina, mas se trata de uma fome plural, cuja geografia precisa ser delineada. Se for fome, é fome de quê?

O mapa da fome

A primeira fome de Marina é, efetivamente, fome de comida, fome que roeu sua infância de menina seringueira, quando comeu a macaxeira que o capiroto ralou. Traz em seu rosto as marcas da pobreza, de uma fome crônica que nasceu com ela na colocação de Breu Velho, dentro do Seringal Bagaço, no Acre.

Órfã da mãe ainda menina, acordava de madrugada, andava quilômetros para cortar seringa, fazia roça, remava, carregava água, pescava e até caçava. Três de seus irmãos não aguentaram e acabaram aumentando o alto índice de mortalidade infantil.

Com seus 53 quilos atuais, a segunda fome de Marina é dos alimentos que, mesmo agora, com salário de senadora, não pode usufruir: carne vermelha, frutos do mar, lactose, condimentos e uma longa lista de uma rigorosa dieta prescrita pelos médicos, em razão de doenças contraídas quando cortava seringa no meio da floresta. Aos seis anos, ela teve o sangue contaminado por mercúrio. Contraiu cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose.

A fome de conhecimentos é a terceira fome de Marina. Não havia escolas no seringal. Ela adquiriu os saberes da floresta através da experiência e do mundo mágico da oralidade. Quando contraiu hepatite, aos 16 anos, foi para a cidade em busca de tratamento médico e mitigou o apetite por novos saberes nas aulas do Mobral e no curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e escrever. Fez os supletivos de 1º e 2º graus e depois o vestibular para o Curso de História da Universidade Federal do Acre, trabalhando como empregada doméstica, lavando roupa, cozinhando, faxinando.

Fome e sede de justiça: essa é sua quarta fome. Para saciá-la, militou nas Comunidades Eclesiais de Base, na associação de moradores de seu bairro, no movimento estudantil e sindical. Junto com Chico Mendes, fundou a CUT no Acre e depois ajudou a construir o PT. Exerceu dois mandatos de vereadora em Rio Branco, quando devolveu o dinheiro das mordomias legais, mas escandalosas, forçando os demais vereadores a fazerem o mesmo. Elegeu-se deputada estadual e depois senadora, também por dois mandatos, defendendo os índios, os trabalhadores rurais e os povos da floresta.

Quem viveu da floresta, não quer que a floresta morra. A cidadania ambiental faz parte da sua quinta fome. Ministra do Meio Ambiente, ela criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento para gerir as florestas e estimular o manejo florestal. Combateu, através do Ibama, as atividades predatórias. Reduziu, em três anos, o desmatamento da Amazônia de 57%, com a apreensão de um milhão de metros cúbicos de madeira, prisão de mais 700 criminosos ambientais, desmonte de mais de 1,5 mil empresas ilegais e inibição de 37 mil propriedades de grilagem.


Esse é o retrato das fomes de Marina da Silva que ¬ na voz de Rita Lee ¬ a descredencia para o exercício da presidência da República porque, no frigir dos ovos, “o ovo frito, o caviar e o cozido/ a buchada e o cabrito/ o cinzento e o colorido/ a ditadura e o oprimido/ o prometido e não cumprido/ e o programa do partido: tudo vira ...”.

Lendo a declaração da roqueira, é o caso de devolver-lhe a letra de outra música ¬ “Se Manca” ¬ dizendo a ela: “Nem sou Lacan/ pra te botar no divã/ e ouvir sua merda/ Se manca, neném!/ Gente mala a gente trata com desdém/ Se manca, neném/ Não vem se achando bacana/ você é babaca”.

Rita Lee é babaca? Claro que não, mas certamente cometeu uma babaquice. Numa de suas músicas ¬ “Você vem” ¬ ela faz autocrítica antecipada, confessando: Não entendo de política/ Juro que o Brasil não é mais chanchada/ Você vem… e faz piada. Como ela é mutante, esperamos que faça um gesto grandioso, um pedido de desculpas dirigido ao povo brasileiro, cantando: Desculpe o auê/ Eu não queria magoar você.

A mesma bala do preconceito disparada contra Marina atingiu também a ministra Dilma Rousseff, em quem Rita Lee também não vota porque, “ela tem cara de professora de matemática e mete medo”. Ah, Rita Lee conseguiu o milagre de tornar a ministra Dilma menos antipática! Não usaria essa imagem, se tivesse aprendido elevar uma fração a uma potência, em Manaus, com a professora Mercedes Ponce de Leão, tão fofinha, ou com a nega Nathércia Menezes, tão altaneira.

Deixa ver se eu entendi direito: Marina não serve porque tem cara de fome. Dilma, porque mete mais medo que um exército de logaritmos, catetos, hipotenusas, senos e cossenos. Serra, todos nós sabemos, tem cara de vampiro. Sobra quem?

Se for para votar em quem tem cara de quem comeu (e gostou), vamos ressuscitar, então, Paulo Salim Maluf ou Collor de Mello, que exalam saúde por todos os dentes. Ou o Sarney, untuoso, com sua cara de ratazana bigoduda. Por que não chamar o José Roberto Arruda, dono de um apetite voraz e de cuecões multi-bolsos? Como diriam os franceses, il péte de santé. O banqueiro Daniel Dantas, bem escanhoado e já desalgemado, tem cara de quem se alimenta bem. Essa é a elite bem nutrida do Brasil.

Rita Lee não se enganou: Marina tem a cara de fome do Brasil, mas isso não é motivo para deixar de votar nela, porque essa é também a cara da resistência, da luta da inteligência contra a brutalidade, do milagre da sobrevivência, o que lhe dá autoridade e a credencia para o exercício de liderança em nosso país.

Marina Silva, a cara da fome? Esse é um argumento convincente para votar nela. Se eu tinha alguma dúvida, Rita Lee me convenceu definitivamente.

P.S.: Uma leitora cricri, mas competente, que está fazendo doutorado em São Paulo (e a tese, quando é que sai?) me lembra que a FAPEAM e a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Amazonas constituem o lado sério da atual política estadual, responsável, em 2007, pela primeira lei de mudanças climáticas no Brasil.

* O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO)

(http://blogdoedvar.blogspot.com/)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

PEDIMOS PERDÃO POR NASCER HOMENS














(Para ver o efeito gif dê clique duplo sobre a imagem da garota e veja o que a mulher tem feito ao longo da história para provar que é capaz...)


Pr. Marcos Monteiro
Pastor da Comunidade de Jesus em Feira de Santana, BA, e integrante do colégio pastoral da Primeira Igreja Batista em Bultrins, Olinda, PE, Marcos manifesta-se a respeito da decisão da Ordem de Pastores Batistas (OPBB - Seccional Alagoas), de não realizar o concílio de ordenação ao ministério pastoral da missionária Cleide Galvão. Ele se refere a outro artigo sobre o mesmo fato, de Odja Barros Santos, pastora da Igreja Batista do Pinheiro.

“Entendo, Odja, que é muito pouco o que queremos fazer: pedir perdão. Lamentavelmente, isso será o máximo que faremos, porque não iremos nos converter e não aprendemos a nos arrepender e nem queremos realmente. Não escolhemos nascer homens, mas temos tirado todo o proveito possível dessa desigualdade acidental. A sociedade nos destinou o melhor pedaço, as melhores oportunidades e os maiores privilégios e nos apossamos disso com certo prazer malévolo.
“A maioria de nós nem percebe a injustiça dessa sociedade androcêntrica; a parte que percebe faz muito pouco. Acompanhar as dores específicas dessas mulheres especiais que são vocês duas, Pastora Odja (com concílio) e Pastora Cleide (apesar do concílio), é somente reconhecer as dores generalizadas de todas as mulheres, incluindo as outras pastoras, nesse absurdo mal de ser, como denuncia Gebara e como lembra você.

“O esforço de vocês é desumano. Precisam se esforçar dez vezes mais e trabalhar dez vezes mais somente para provar que são iguais a nós, homens. No discipulado de iguais de Jesus Cristo, certamente vocês seriam reconhecidas mais justamente. Aliás, esse título de “pastor” e essas cerimônias conciliares e sacerdotais são típicas do mundo masculino. Em uma sociedade de iguais, talvez prevalecesse aquilo que uma de suas teólogas colocou magistralmente: “A questão talvez não seja ordenar a mulher, mas desordenar o homem”. Essa perspicácia feminina nos incomoda bastante. O amor ao poder parece ter sido nossa principal bandeira, enquanto o poder do amor tem sido a constante demonstração de vocês. Obviamente, muito mais evangélica.

“Não iremos lutar contra estruturas, nós homens somos as estruturas. Nós nos apoderamos delas e não abriremos mão facilmente dos nossos privilégios. Nós nos apossamos do movimento de Jesus, da seleção de textos sagrados, da interpretação dos mesmos e faremos o possível para construir um discurso teológico que nos mantenha no poder, mesmo reconhecendo que as nossas estruturas estão falidas (incrível, como repetimos isso inutilmente). Continuaremos repetindo discursos imbecis e piadinhas idiotas, exatamente para mascarar o nosso fracasso e continuaremos, enquanto possível, nos desviando das questões teológicas mais sérias do nosso tempo.
“Não iremos nos arrepender. Em vez de mudar de mentalidade e de atitude prática contra o machismo estrutural que somos nós, estabeleceremos uma série de metas menores e insignificantes para fingir que somos cristãos. As lutas contra o mal nas bases das nossas sociedades evitaremos sempre: não podemos arriscar nossos privilégios seculares.

“Por tudo isso, Odja e Cleide, pessoas humanas que nem precisam de títulos como precisamos, o máximo que podemos fazer é pedir perdão e não mais do que isto. Lamentavelmente, a esperança por um mundo de iguais, passa pela luta solitária de vocês, onde não nos terão como parceiros. Continuem a luta. Por incrível que pareça, precisamos de vocês. A libertação das mulheres também significa inevitavelmente a libertação dos homens. Conseguindo se libertar, vocês mulheres, do mal ontológico de ser, seremos automaticamente libertados, nós homens, do mal quase ontológico de oprimir.”



Feira de Santana, 9 de setembro de 2008.

* Marcos Monteiro é Mestre em Filosofia, é assessor de pesquisa do CEPESC, vice-presidente do Centro de Ética Social Martin Luther King e coordenador do Portal da Vida

sábado, 6 de fevereiro de 2010

AMEAÇAS À CIDADANIA DA MULHER BATISTA



Pr. Edvar Gimenes de Oliveira

A mulher já passou por fases “curiosas” em sua história. Foi, por exemplo, impedida de conversar com homem em publico; rejeitada no nascimento pela crença de que filha não abria as portas do paraíso para o pai; obrigada a andar “empacotada” para não ser objeto do desejo masculino; proibida de usar calças compridas; impedida de votar sob a justificativa de que as obrigações domésticas dificultariam o exercício político; recusada em plano de saúde e no mercado de trabalho por causa de possível gravidez e até condenada a ficar calada na igreja.
Isso tudo seria coisa do passado se a história da humanidade fosse linear, mas não é. A história e escrita dia-a-dia e seus atores estão em constante luta para fazerem prevalecer vontades individuais ou de grupos. Isso acontece fora e dentro das igrejas.

Dentro das igrejas batistas associadas à Convenção, a mulher lidera organizações em todas as áreas, participa de conselhos e comissões, ensina em classes de seminários ou de EBD e faz palestras sobre temas diversos, por exemplo. Inegável, portanto, é sua contribuição à saúde e desenvolvimento das igrejas nas quais é valorizada.Essa realidade, entretanto, está sob ameaça e isso não é ficção, senão vejamos:Até aproximadamente 30 anos atrás, a Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, responsável pelo início da obra batista no Brasil, contava com mulheres ensinando em suas instituições teológicas e não eram discriminadas em qualquer das disciplinas oferecidas. Elas podiam ensinar na EBD, independente de presença masculina entre os alunos, ser educadora ou regente congregacional. Com a mudança no comando da Convenção do Sul, no início da década de 80, os novos dirigentes articularam para que batistas com pensamento diferente dos deles não fossem eleitos para as “juntas administrativas” e assim conseguiram banir a diversidade e implementar a uniformidade em suas instituições. Alguns missionários que atuavam no Brasil tiveram que deixar o campo por não concordarem com esta política.

Isso foi feito sob o argumento de preservar a fidelidade às Escrituras, porém, uma outra maneira de interpretar a Bíblia foi imposta, mulheres passaram a ser impedidas de ensinar em alguns seminários e igrejas onde houvesse presença masculina e até proibidas de se matricularem em disciplinas - homilética, por exemplo – que, no exercício, as colocariam em suposta posição de autoridade sobre homens. No Brasil, aliados deste tipo de pensamento se colocam apenas como fiéis defensores da inerrância bíblica, defendendo uma interpretação popular (ou literal, como dizem) dos textos sagrados, desconsiderando a cultura* no qual foram produzidos e posicionam-se contrários à consagração de mulheres ao pastorado, sob alegação chantagista de que isso seria uma porta para a aceitação de homossexuais na igreja. Silenciam, entretanto, no que se refere à crença – e fato que vai se consumando - de que mulheres “devem aprender caladas na igreja”. Defender isso publicamente, sem primeiro assumir o comando das instituições que formam o pensamento denominacional (seminários e editoras), seria dar tiros nos pés.

Que ocorrências me fazem pensar no título deste texto?
a) cresce o número de pastores batistas envolvidos em conferências promovidas por organização que representa este pensamento no Brasil;
b) está se tornando comum, por parte de pastores batistas, o discurso da volta aos “pais reformadores”, como se o pensamento dos líderes do passado, especialmente os das reformas do século XVI e XVII, fosse homogêneo e celestial e a volta ao que eles criam fosse a vontade de Deus para a salvação do mundo;
c) há proposta sobre a mesa do Conselho da CBB de criar-se diretor único para os seminários nacionais batistas e também que os seminários da CBB firmem convênio com seminário norte-americano adepto desta linha de pensamento, “para o desenvolvimento do programa de pós-graduação lato e stricto sensu”;
e) sob o argumento da agilidade, busca de espiritualidade ou capacitação (buscas com as quais me afino), o cerco em torno da participação popular em nossas assembléias está se fechando e concentrando-se, cada vez mais, o poder decisório em fóruns com presença menor de batistas;
Não creio que tais ocorrências sejam fruto de orquestração como ocorreu na SBC. Mas nada custa alertar aqueles e aquelas que acreditam que todos somos igualmente filhos de Deus (Gal. 3.26-28), no sentido de estarem atentos, a fim de não permitirmos retrocesso na cidadania da mulher batista, através da aceitação de pensamentos doutrinários heréticos em relação à tradição histórica dos batistas. Se não estivermos atentos, daqui a 50 anos, além do silêncio na igreja, as mulheres voltarão a usar véu, não poderão mais falar com homens em espaços públicos, terão lugar separado, em segundo plano, em nossas “sinagogas” e, quem sabe, aproveitando a moda afegã, serão obrigadas a usar “burca” (pois já há usuárias do véu!), de tão culturalmente “bíblicos” que seremos.

Com mais de 100 anos, estarei no céu, mas nossas netas viverão puríssimas, sob fundamentos “bíblicos” e antecipadamente, no inferno. Quem viver verá!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

EDUCADORAS E PASTORAS BATISTAS EM BUSCA DO RECONHECIMENTO MINISTERIAL




















Para ampliar as imagens é só clicar sobre as mesmas.


Um tempo atrás escrevi um texto com o título “Os batistas mineiros estão preparando as futuras pastoras para as outras denominações”. Mandei por email para vários pastores. Minha tentativa de provocação intelectual, emocional, cognitiva, ou seja, minhas segundas intenções, foram completamente frustradas. Como “bons”, ou “maus” mineiros, silenciosos estavam e silenciosos permaneceram. Na verdade eu queria provocar uma discussão sobre o “assunto educação cristã e a mulher educadora”, visto que a parte do curso de teologia da Faculdade Batista de Minas Gerais com ênfase em educação cristã já estava sem alunos e todas as mulheres que se matriculavam no curso recebiam somente o preparo teológico e não (também)o educacional. Meu raciocínio era: se as mulheres que estão se formando em Teologia não poderão ser educadoras, por não terem tido formação pedagógica, e não poderão ser pastoras, porque os batistas não aceitam pastoras, o que serão essas mulheres? Na minha conclusão, pela quantidade de batistas que tenho encontrado em igrejas de outras denominações, estava claro, “se essas mulheres quisessem exercer sua vocação ministerial” precisariam encontrar seu lugar no Reino de Deus. E como pastoras não seria entre os batistas. Assim raciocinei eu!

A realidade hoje é outra. Em todo Brasil já existem 85 pastoras batistas. Enquanto nós mineiros não conseguimos sequer discutir o assunto: “educação cristã e a mulher educadora nas igrejas” as brasileiras dos outros Estados, pouco a pouco conquistam um novo espaço ministerial na denominação. O que me resta então é dizer, como boa mineira que sou, às seminaristas do curso de Teologia: MENINAS sejam bem vindas ao curso de Teologia da Faculdade Batista de Minas Gerais, pelo visto terão espaço ministerial nas igrejas.

Mas “nossa luta” educacional continua. Queremos um curso de Educação Cristã com a mesma qualidade acadêmica e promocional do curso de Teologia. Queremos mais ainda: o reconhecimento da “mulher educadora” como “ministra da educação cristã nas igrejas batistas mineiras”. Porque o ministério educacional é auxiliar do ministério pastoral, um não exclui o outro.

Quando isso acontecer, como boa mineira, quero ter o prazer de publicar outro texto e dizer: MENINAS bem vindas ao curso de Teologia da Faculdade Batista de Minas Gerais, aqui a parte do curso: Ênfase em Educação Cristã funciona e vocês terão espaço ministerial nas igrejas.
Que Deus confirme meu desejo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

AS PASTORAS BATISTAS ESTÃO CONQUISTANDO O ESPAÇO QUE NÃO FOI CONQUISTADO PELAS EDUCADORAS?



A conquista do reconhecimento da vocação ministeial feminina.
Visite o blog da pastora Zenilda:
pastorazenilda.blogspot.com

Ações do Edvar a quem dedico meus agradecimentos, como mulher vocacionada por Deus ao ministério.Senhorinha


Saiu no Portal Batista:

"Segundo o presidente da OPBB, pastor Orivaldo Pimentel, não houve uma decisão para a aceitação pela OPBB de qualquer pastora, mas apenas daquelas que atendam aos pré-requisitos da entidade e que tenham se filiado à mesma através das sessões estaduais antes da Assembleia de 2007"
( http://assembleia.batistas.com/index.php?option=com_content&view=article&id=40:opbb-decide-emitir-carteira-de-pastoras&catid=2:news&Itemid=4 )

Pastores, pastoras e povo batista em geral, de todo o Brasil, estão atentos e prontos a denunciar eventuais lucubrações que possam vir a ocorrer, no sentido de se tentar interpretar a decisão tomada pela assembléia de Cuiabá 2010, da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, de maneira desfavorável às pastoras, dificultando o reconhecimento do direito que nunca deveria ter sido negado a todas elas e muito menos agora, a algumas delas, diante da decisão da tomada.

O que esperamos dos dirigentes da OPBB, agora sob a presidência de Lécio Dornas:
1. que as pastoras beneficiadas pela decisão de Cuiabá, não tenham privilégios que os pastores não têm;
2. que às pastoras, não sejam feitas exigências que não eram feitas aos pastores à epóca da filiação, na seção que as recebeu;
3. que a direção nacional, portanto, não se envolva no processo de filiação das pastoras, se não se envolve na dos pastores;
4. que a aplicação das normas seja feita em espírito de amor e justiça e não de acordo com a filosofia: "para os amigos as facilidades da lei; para os inimigos, os rigores da lei", pois as pastoras não são nossas inimigas. São seres humanos, criadas igualmente à imagem e semelhança de Deus, resgatadas igualmente pelo sacrifício do Cristo, comissionadas igualmente para ir por todo o mundo, fazer discípulos e batizá-los "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho mandado".

Quando penso no lugar onde trabalho como pastor e nas condições que me são oferecidas e comparo com o lugar onde a maioria das pastoras está trabalhando e as condições que a elas têm sido oferecidas, sinto vergonha só de pensar na humilhação a que têm sido submetidas, sendo tratadas como "vocacionadas de segunda classe" que não estão à altura de compartilhar a mesma organização.

A Associação dos Diáconos Batistas do Brasil não só aceita diaconizas, mas é presidida por uma delas.
A Ordem dos Advogados do Brasil é composta também de Advogadas.
Entre os pastores batistas, entretanto, há quem justifique que a Ordem é dos "pastores" e não das "pastoras".

Para alguns colegas, dividir a Ordem com mulheres parece ser vergonhoso, ainda que a maioria de nós pastores divida teto, mesa e cama diariamente com uma delas.


Não estou aqui semeando conflitos.
Não confunda paz com ausência de tensão. Ausência de tensão é sinônimo de morte não de paz.
Paz que não é construida em bases amorosas e justas não é paz, é ausência de vida.

Nem estou aqui semeando divisão.
Unidade que não é contruída em bases amorosas e justas não é unidade, é opressão.

Muito menos estou aqui defendendo posições antibíblicas.
Posições bíblicas saudáveis são aquelas cuja fundamentação se dá em bases hermenêuticas sólidas e não incoerentes.

Se sou contrário à liderança da mulher por "razões bíblicas", deveria ser, também, contrário à liderança delas em todas as áreas da vida e não somente no ministério.

Se defendo o silêncio da mulher na igreja (igreja gente, não templo), por "razões bíblicas", deveria ser, também, contrário a que se manifestassem em todas as atividades da igreja.

Se aplico literalmente textos bíblicos para manter a mulher na condição de cidadã de segunda categoria, assim deveria agir, também, em relação a roupas, cabelo, uso de bijuterias, maquiagem, diálogo em público, ocupação de assento no templo, só pra exemplificar.


Que Deus nos ajude a sermos misericordiosos em nossas dificuldades naturais de enxergamos e interpretarmos as realidades de maneira compatível com o espírito do evangelho que produz vida e que haja em nós o firme propósito de nos guiarmos pelo espírito que vivifica e não pela letra fria que produz morte.