sábado, 28 de novembro de 2009

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÀO CRISTÃ EM SALA-DE-AULA.





Ao se analisar a afirmação de Lauro de Oliveira Lima, citada por Cássio Miranda dos Santos (2001, 14 p.) em seu livro “ Ensinar, verbo transitivo”, que diz : “Não se pode dizer que alguém ensinou, se ninguém aprendeu.”, há de se confirmar à verdade de tal pensamento. Buscando então alcançar o objetivo sugerido por esta afirmação, várias tem sido as tentativas pedagógicas para conseguir-se tal êxito. Tanto na educação formal, em seu aspecto geral, quanto na educação informal, os esforços para se conseguir essa conquista vêm se tornado algo indispensável para o ideal do educador que, segundo Paulo Freire (Pedagogia da Autonomia, 2002, 29p.) “faz parte de sua tarefa docente não apenas ensinar conteúdos, mas também ensinar a pensar certo.”

Não poderia então, deixar de ser menos honrosa a missão do educador cristão, que trás como principal objetivo o ensino das verdades e princípios bíblicos, não como formatação do caráter e da personalidade do aluno, mas sim, a intenção de formar, informar e transformar vidas. Na tentativa de tornar o aprendizado bíblico eficaz, o educador cristão deve empenhar-se na sua função de ensinar, como recomenda Paulo em sua carta aos Romanos, capitulo 12, versículo 7, que diz : “... àquele que ensina, esmere-se no faze-lo!”, preocupando-se não somente com o conteúdo a ser ensinado, mas também, como deve ser ensinado, e a quem se deve ensinar, exercendo essa árdua e prazerosa tarefa com empenho e dedicação.

Para Howard Hendricks (Ensinando para Transformar Vidas, 1991, 01p.), a tarefa de educar vai muito além do ensino, em sua afirmação “nossa tarefa não é causar uma boa impressão naqueles a quem ensinamos, mas provocar neles um impacto. Não é apenas convence-los, mas levá-los a uma transformação de vida.” Verdadeiramente, o ensino cristão em sala-de-aula é algo de extraordinário, pois o objetivo não é apenas ensinar, mas colher frutos desse ensino, que é pautado não tão somente nas verdades bíblicas, como também na ética e na cidadania, por meio do qual se procura estimular o respeito e a solidariedade apartir dos ensinamentos cristãos nas relações do homem consigo mesmo, com os outros e com o mundo, ou seja, com o meio-ambiente. A proposta é propiciar reflexões sobre a importância de uma vivência ecumênica, baseada na ética e no respeito entre as pessoas.

Como o ensino religioso em meio às escolas seculares é obrigatório até a 8a. série do ensino fundamental, sem que haja indícios de cor denominacional ou filosofia exclusiva de uma única religião, faz-se necessário uma preparação profissional adequada, e um planejamento curricular com propostas que atinjam sua formação de forma integral, abrangendo suas necessidades físicas, intelectuais, morais, espirituais e emocionais. Para isso, trabalham-se também as datas comemorativas, e entre elas as festas cristãs mais tradicionais, como o Natal e a Páscoa, além de Dia das Mães, Dia dos Pais entre outras... Muitas vezes, os temas propostos são desenvolvidos por meio de histórias com personagens que constituem uma família. Apartir dos temas geradores, é possível discutir valores e atitudes, introduzindo as verdades cristãs contidas na Bíblia, de forma acessível às diversas faixas etárias, de modo a envolvê-las.

Existe também, a utilização de atividades orais e escritas, momentos de reflexão e de conversas, atividades lúdicas, desenhos, jogos e músicas, além de fundamentação teórica, estratégias gerais e sugestões de atividades específicas, e ainda, propostas de leituras complementares. Tudo isso, visando o melhor aprendizado para o aluno.

Para Eliane, professora de Educação Cristã de 5a a 8a série do ensino fundamental do Colégio Batista Mineiro em Betim, “esta demanda (do ensino cristão nas escolas) ocorre pelo fato de que todo ser humano precisa de uma formação integral, onde todos precisam estar engajados neste processo de formação, seja a família, a escola, a igreja ou a comunidade. Daí, entendemos que é por demais importante a educação cristã nas escolas, pois ali o aluno tem a oportunidade de refletir, analisar, questionar, compreender e viver uma transformação pautada em valores e princípios baseados na palavra de Deus.”

Com base nessa declaração, observa-se que na relação educador-educando, não basta somente o conhecimento, ou saber aliar o “fazer” e o “saber” , se não houver entre o que ensina e o que aprende, uma relação de confiabilidade e respeito, tornando assim, indispensável o bom relacionamento humano entre ambos, para que o aprendizado seja prazeroso e mútuo.


Métodos, técnicas e didática são elementos que contribuem para o sucesso do ensino, porém, o que mais alcança o coração do aluno, é o exemplo que ele deseja seguir: “o professor”. Sendo assim, o papel do educador cristão em sala-de-aula será de uma responsabilidade incontestável, pois, além de ensinar princípios e valores para formar e transformar vidas, a sua maneira de viver e o seu exemplo dentro e fora de sala serão o toque final para o verdadeiro aprendizado de seus alunos.

* BIBLIOGRAFIA :

-FREIRE, PAULO. Pedagogia da autonomia.22a. ed., SP, Ed. Paz e Terra, 2002, 165 p.

-HENDRICKS, HOWEL.Ensinando para transformar vidas.BH, Ed. Betânia, 1991,143 p.

-SANTOS, CASSIO MIRANDA.Ensinar, verbo transitivo.2a. ed.,BH, Ed. Betânia,2001, 144p.

-ELIANE – Profa. 5a. a 8a. séries do ensino Fundamental do Colégio Batista Mineiro em Betim. Entrevista concedida em 07/04/04. (Anexo).


Pr. André L. F. Silva
SIB Nova Serrana
blogdopastorandresilva.blogspot.com

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