sábado, 31 de outubro de 2009

Pescadores de Crianças



Nesse livro "Spurgeon, de maneira notável, nos desafia, demonstrando que falar de Jesus às crianças é a tarefa mais importante que uma pessoa possa desempenhar, quer seja ela um pai, professor, líder ou pastor".

Shedd publicações

sexta-feira, 30 de outubro de 2009



Nesse livro com título inspirado no romance de Mário de Andrade, Amar, verbo intransitivo, o professor Cássio Miranda apresenta as competências de quem ensina:
-Competência científica no capítulo "para ensinar é preciso saber";
-Competência técnica no capítulo "para ensinar é preciso fazer";
-Competência humana no capítulo "para ensinar é preciso ser" e
-Competência política no capítulo "para ensinar é preciso ter".

O livro é um convite aos que amam o ensino a juntos conjugarem os verbos saber,fazer,ser e ter.
Editora Betânia

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O crescimento dos evangélicos brasileiros e a necessidade da Educação Religiosa

Djalma Alves Cabral Filho, RJ*

Os evangélicos ganharam maior repre¬sentatividade na população brasileira, conforme comprovam os estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Esta-tística (IBGE), uma vez que tem crescido o número de membros nas igrejas.
Por.conta desse crescimento faz-se ne¬cessário investir na educação dos novos crentes através da Educação Religiosa Bíblica para que possam viver com pa¬râmetros cristãos de conduta. Vejamos uma definição de Educação Religiosa:
A Educação Religiosa é o ministério docente da igreja, sob a égide do Espí-rito Santo, compreendendo o relaciona¬mento de Mestre e discípulo, entre Jesus Cristo e o crente. A palavra de Deus é o conteúdo essencial e fundamental nesse processo e no programa de aprendiza¬gem cristã. (DECLARAÇÃO DOUTRINÁRIA DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA)


O crescimento dos evangélicos brasileiros

O segmento evangélico subiu sua in¬fluência de 2,6%, no Censo Demográfico de 1940, para 15,4%, no ano de 2000. O Rio de Janeiro e Rondônia tornaram-se os estados menos católicos do Brasil.
O aumento dos evangélicos ocorreu em todas as regiões do país no período, com destaque para as regiões Centro- Oeste, Norte e Sudeste. As regiões Sul e Nordeste apresentaram menor cres¬cimento. Entretanto, os procedimentos éticos e morais dos que se dizem evan¬gélicos no Brasil, muitas vezes, estão maculados, conforme constantemente divulgam os meios de comunicação es¬critos e televisivos. Existem evangélicos que dão péssimos testemunhos.
Em diversas partes do Brasil, por mais de três décadas como Oficial do Exército Brasileiro percebi que falta conteúdo bí¬blico nos recrutas evangélicos em Serviço Militar. À semelhança do tempo do profeta Isaías, "mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende" (Is 1. 3).

A necessidade da Educação Religiosa na igreja

A Igreja possui a missão principal de ir, fazer discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Fi¬lho, e do Espírito Santo, ensinando-os a observar todas as coisas que Jesus mandou (Mt 28.19,20).
Em muitos casos as pessoas passam a freqüentar as igrejas, mas não rece-bem um ensino adequado da Palavra de Deus. Falta, portanto, a Educação Religiosa nessas comunidades cristãs.
O estudo das tendências atuais do pen¬samento educacional é importante para a melhoria da Educação Religiosa. A Palavra de Deus, no entanto, deve ser o conteúdo essencial e fundamental nesse processo e no programa de aprendizagem cristã.
Algumas novas metodologias para o crescimento da igreja estão ensinando que se deve acabar, por exemplo, com a Escola Bíblica Dominical (EBD), que tem sido substituída por cursos de discipula¬dos e Escola Bíblica Avançada - voltada para conhecimentos históricos, culturais, políticos e outros. Ou seja, a EBD seria apenas um "canal de discipulado".
Entendo que esses assuntos de discipu¬lado e diversos poderiam ser ensinados em classes alternativas e temporárias da EBD para os que participam dela. Mas nunca em substituição ao ensino da Bí¬blia na Escola.
A EBD funciona normalmente pela ma¬nhã, com o estudo da Bíblia de forma contínua, num currículo que analisa toda a Palavra de Deus, normalmente, em sete anos. Isso recorda a Bíblia quando ensina que: "Também Moisés lhes deu or¬dem, dizendo: Ao fim de cada sete anos, no tempo determinado do ano da remissão, na festa dos tabernáculos, quando todo o Israel vier a comparecer perante ao Senhor teu Deus, no lugar que ele escolher, lereis esta lei diante de todo o Israel, para todos ouvirem" (Dt 31. 10,11).
As sociedades missionárias e as uni¬ões de treinamento também são impor-tantes para a Educação Religiosa nas igrejas. Isso ocorre porque o trabalho em grupo é uma importante técnica de ensino. Essas uniões possibilitam o emprego desse processo de ensino¬aprendizagem na Educação Cristã, pois dividem a igreja local por faixa etária (crianças, juniores, adolescentes, jovens e adultos). Funcionam geralmente antes do culto da noite, e realizam-se estudos temáticos para o crescimento cristão no evangelismo, no louvor e em outras áreas.
A comunhão entre os irmãos é outra relevante contribuição prestada pelas sociedades missionárias e pelas uniões. Como todo ser humano é um ser social, a nossa alma é alimentada pela saudável convivência cristã. Isso incentiva a fé em Deus (SI 133 e Ef 4.1-16).
As principais doutrinas bíblicas são estudadas e praticadas de forma temáti-ca nesse modelo de Educação Religiosa. Isso ocorre com ensinamentos importan¬tes do Novo Testamento para à igreja, a saber: "a autonomia da igreja local", "o governo congregacional" e "o sacerdócio universal dos crentes".
A Educação Religiosa também possibi¬lita o treinamento de novos líderes para a obra de Deus. Muitos dos pregadores e palestrantes de renome do meio evangé¬lico brasileiro iniciaram e foram treina¬dos nesse modelo educacional cristão. Assim, a Educação Religiosa é a que ocor¬re no processo de ensino-aprendizagem das próprias igrejas, com o emprego dos seus templos para a educação das comu¬nidades locais (REGA, 2004).

A necessidade da Educação Religiosa na família

A sociedade brasileira possui alguns novos modelos de organização familiar que não favorecem a transmissão dos ensinamentos éticos e morais para a for¬mação dos filhos. Isso exige uma nova forma de relacionamento da igreja com a comunidade.
Novas demandas, exigências e contradi¬ções entre valores foram se impondo para a Educação Religiosa nos últimos anos. Por isso a família possui uma grande res¬ponsabilidade no ensino da Bíblia.
O preceito divino afirma: "E estas pa¬lavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar¬-te" (Dt 6. 6,7).
As famílias evangélicas devem ser incen¬tivadas para a realização dos cultos domés¬ticos. Os pais devem colocar à disposição dos seus filhos revistas, Cds, DVDs e vídeos bíblicos. Existe um farto material escrito e musical para os evangélicos do Brasil.
Todas as oportunidades devem ser aproveitadas para o aprendizado dos ensinos bíblicos. O livro de Salmos ensi¬na que o servo de Deus bem-aventurado "antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite" (Sll 1,2).

Considerações Finais

Um dos objetivos da igreja e da fa¬mília deve ser a construção de uma Educação Religiosa que expresse uma forma teórica ampla, a fim de reunir as várias tendências atuais do pensamen¬to educacional, dentro de um conteúdo com fundamento no processo ensino¬aprendizagem da Bíblia.
Os mestres e pais evangélicos precisam complementar o sistema educacional eclesiástico que ainda emprega métodos particulares de transmissão, baseados em fazer, repetir, recitar, aprender e ensinar o que já está pronto. Além disso, devem acrescentar o vivenciar da Palavra de Deus, por intermédio do fazer, agir, ope¬rar, criar, construir a partir da realidade vivida por alunos, professores, família e igreja no cotidiano da comunidade.
O Novo Testamento indica que a Bíblia deve ser ensinada e segundo orientação do apóstolo Paulo: "De¬pois que for /ida esta carta entre vós, fazei que o seja também na igreja dos laodicenses; e a de Laodicéia lede-a vós também" (CI 4.16).
A Primeira Igreja Batista do Rio de janeiro (PIBRj) possui um estruturado Ministério de Educação Cristã (MEC). Nos seus cento e vinte e quatro anos de exis¬tência é uma Educação Religiosa que ser¬ve de referência para os evangélicos.
Referências bibliográficas CONVENÇÃO BATISTA BRASilEIRA. Decla¬ração doutrinária. Disponível em < ht¬tp://www.batistas.org.br/> ACesso em: 22/02/2008.
MORIN, Edgard. Os sete saberes necessá¬rios à educação do futuro. São Paulo: Edi¬tora Cortez, 2006.
MOlOCHENCO, Madalena de Oliveira. Cur¬so vida nova de teologia básica: Educação Cristã. Vol. 8. São Paulo: Vida Nova, 2007. NOGUEIRA, Maria Alice; ROMANElLl, GE¬RALDO; ZAGO, Nadir (Orgs.). Família e escola: trajetórias de escolarização em ca¬madas médias e populares. Petrópolis: Vo¬zes, 2000.
PRIMEIRA IGREJA BATISTA DO RIO DE JA¬N EI RO (PI BRj). Atividades. Ministério de Educação Cristã (MEC). Disponível em Acesso em: 21/02/2008.
REGA, Lourenço Stelio. Educação Religio¬sa: uma reflexão para os dias atuais. Pa¬lestra realizada no 1" Conferência sobre Educação Cristã da Convenção Batista Mi¬neira (2 e 3 de abril de 2004).
SPITZ, C1arice. Católicos perdem espaço e evangélicos crescem entre 1940 e 2000, diz IBGE. Artigo Publicado na Folha de São Paulo On line, em 25/05/2007. Disponível em < http://www1.folha.uol.com.br/fo-Iha/cotidiano/ult95u135789.shtml > Aces¬so em: 21/02/2008.
*Coronel do Exército,
Graduado pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN),
Especialista em Educação (UFR}), Mestran¬do em Ministérios (S. T Betel-R})
e Doutor em Ciências Militares (ECEME). Membro da PIBRj. logcabral@hotmail.com

Texto extraido da revista Visão Missionária 1º trimestre 2009 p. 30-31

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Crianças



Um livro de Alexandra Guerra, editora Betânia que convence pais e professores a investirem mais nas crianças, para o avanço do reino de Deus.

"A infância é o melhor tempo para semear sementes da Palavra de Deus na vida dos filhos e alunos, regar com orações e esperar em Deus uma grande colheita - homens e mulheres dedicados ao Senhor, capazes de transformar o mundo em que vivemos". 85% dos servos de Deus tiveram sua experiência de salvação em Jesus Cristo entre os 4 e 14 anos. Um excelente motivo para o investimento.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A essência é o amor



Sentir-se amada é uma necessidade básica da criança.E por que não dizer do ser humano? Com base nessa verdade os ecritores Ross Campbell e Gary Champman escreveram o livro "As cinco linguagens do amor das crianças" com dicas importantes para todos os professores, pais e todos os evangélicos que reconhecem a importâncisa do relacionamento.


Notas sobre os autores:
Gary Champman é conselheiro de casais e autor de vários livros.
Ross Campbell é conferencista e professor de pediatria e psiquiastria e também autor de vários livros, inclusive "Filhos felizes" e "Como realmente amar seu filho adolescente".

Comentários
Suna disse:
Senhorinha,acho que faltou mais duas sugestões, pais brilhantes professores fascinantes,e filhos brilhantes alunos fascinantes se todos os pais leêm esse e depois presentear seus filhos,é muito bom leia e veja se não vale a pena,abraços


Terça-feira, Novembro 10, 2009
suelen disse...
Adorei a dica....vou deixar aqui a minha ultima leitura,"A Ordem é Amém", que relata a história de um falso pastor que tem sua vida transformada por Deus, é um livro muito surpreendente e emocionante, leiam vcs vão gostar eu o encontrei no site:
http://www.seteseveneditora.com.br/

sábado, 24 de outubro de 2009

LER É INTERPRETAR

O pastor Israel Belo de Azevedo desenvolveu, a partir do site http://www.christianword.org/ estas dicas valiosas para quem se lança ao importante trabalho de interpretar as Escrituras. São na verdade princípios que podem se levados em conta por todas as pessoas que lêem, estudam e ensinam a Palavra de Deus.

Saiba o que as palavras significam

Se você não entende bem algumas palavras bíblicas, os dicionários (da língua portuguesa e da Bíblia) são indispensáveis. Não deixe uma palavra para trás. Anote-a e pesquise. Às vezes, a consulta a outra tradução bíblica pode lhe ajudar entender o significado de algumas palavras. Numa certa versão, por exemplo, Isaias 42.3 fala em torrão que fumega. Outra versão traduz torrão por pavio, o que é mais claro para todos.

Lembre-se que a Bíblia usa figuras de linguagem

Figuras de linguagem são recursos utilizados para comunicar algum conceito de modo mais profundo, criativo e bonito. Esteja atento à intenção do autor com a figura de linguagem empregada. O salmo 1 compara o crente a uma árvore plantada junto a ribeiros de água. As imagens deste versículo têm uma riqueza que um texto comum não comunicaria com tanta clareza.

Considere o contexto

Um texto lido isoladamente pode ser útil; no entanto, se for lido à luz de outros textos, será muito mais rico. Quando Jesus diz que “quem tem os meus mandamentos e os obedece, esse é o que me ama”, pode parecer que faz uma referência à Lei ou aos Dez Mandamentos, mas, na verdade, ele se refere ao seu próprio mandamento de que cada um deve amar ao seu próximo como ele nos amou.

Procure conhecer os costumes da época

Quando Jesus disse “Está consumado” (João 19.30), ele estava anunciando algo mais que o fim da crucificação. Esta expressão é a mesma que era colocada nos recibos de impostos para declarar que todo débito tinha sido liquidado. O significado é que a obra da redenção estava terminada.

Interprete as dificuldades à luz da verdade geral

A verdade não contradiz a verdade. Às vezes, um texto isolado pode dar uma impressão que outros textos ajudam a entender melhor. Assim, por exemplo, Marcos 16.16 parece colocar o batismo como requisito para a salvação, quando muitos outros textos (como Efésios 2.8-9, Tito 3.5 e 1 Coríntios 1.10-17) mostram bem claramente que a salvação decorre tão somente da fé. Em outras palavras, os outros texto permitem uma compreensão mais profunda de Marcos. Muitas doutrinas equivocadas nascem do esquecimento deste princípio.

Interprete sua experiência à luz Bíblia e não o contrário

As experiências de cada um são importantes para o crescimento na fé. No entanto, estas experiências devem ser interpretadas à luz da Bíblia. Fazer o contrário pode levar a equívocos perigosos, tornando menor a verdade revelada por Deus.

Lembre-se que a Bíblia é um registro progressivo da verdade de Deus

A natureza de Deus não muda (Ml. 3.6; Hb.13.8). Contudo, ele pode modificar o modo como seu plano será realizado (Jn. 3.9-10).

Texto extraído da revista EDUCADOR 3º trimestre de 2000, página 11

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

DEFININDO E DEFENDENDO A EDUCAÇÃO CRISTÃ

Dr. Augustus Nicodemus Lopes

O QUE É EDUCAÇÃO CRISTÃ?
O que é “educação cristã” (EC)? Há diferentes respostas a esta pergunta. Eu gostaria de sugerir que, como o nome já indica, EC é aquela educação feita do ponto de vista do cristianismo. Com isto, não quero me referir à simples inclusão no currículo escolar de disciplinas que tratem da Bíblia ou de temas do Cristianismo. Nem ainda contratar professores evangélicos para dar disciplinas regulares de um currículo, nem providenciar para os alunos serviço de capelania, devocionais e cultinhos durante a semana. Assim, escolas cristãs não são simplesmente aquelas ligadas a uma igreja ou denominação, aplicando regras evangélicas de conduta. Todas estas coisas são boas e importantes, mas penso que a EC vai mais além disto.

A EC é um processo de treinamento e desenvolvimento da pessoa e de seus dons naturais à luz da perspectiva cristã da vida, da realidade, do mundo e do homem. Isto significa o desenvolvimento de um currículo e um programa educacional onde as disciplinas e atividades reflitam explicitamente a mentalidade cristã. Em outras palavras, é ensinar ciências, história, comunicação, sociologia, etc. a partir dos pressupostos cristãos. É adotar teorias e filosofias do desenvolvimento humano e da educação que reflitam o ensino bíblico sobre o homem como imagem de Deus porém moral e espiritualmente decaído. É desenvolver a educação num ambiente distintamente cristão, onde se espera que haja mais disciplina, eficácia e bom relacionamento entre professores e alunos do que no ensino público ou particular secularizados. É promover o desenvolvimento do caráter, disciplina, conduta e um relacionamento profundo com Deus.

O PAPEL E A IMPORTÂNCIA DOS PRESSUPOSTOS
Isto nos leva ao ponto seguinte, que é o papel dos pressupostos na EC. Chamamos de pressupostos da educação o conjunto de crenças, premissas e pré-convicções que criam avenidas pelas quais o entendimento, o conhecimento e o aprendizado se processam. Os pressupostos formam o que podemos nos referir como a mentalidade por detrás do processo educacional. É importante nos conscientizarmos da importância dos pressupostos em relação à EC, pois não existe neutralidade na pesquisa, no conhecimento, no aprendizado e no processo educacional. A neutralidade na pesquisa, nos estudos e na análise foi uma ilusão da modernidade já desbancada pela pós-modernidade ou alta-modernidade.
A mentalidade, que é formada pelos pressupostos, controla o ensino, a escolha de livros, de professores, a metodologia e o currículo. Por exemplo, a educação secular se processa a partir de uma mentalidade dominada pela secularização, filosofias e métodos anticristãos, agnósticos ou ateístas. Uma mentalidade cristã para a educação, em oposição a uma mentalidade secularizada, deveria ser moldada pelos pressupostos fundamentais do cristianismo, como por exemplo: ser orientada pelo sobrenatural (em oposição ao naturalismo); ver a vida da perspectiva da eternidade, do céu e do inferno; ver a história da perspectiva da providência de Deus; ver o mundo da perspectiva da Criação; ter consciência da presença do mal; reconhecer a corrupção íntima e inerente da raça humana, como raiz de toda sorte de males; afirmar a existência da verdade; aceitar a autoridade das Escrituras; preocupar-se com as pessoas. A EC, portanto, trata todas as áreas do conhecimento (ciências humanas, naturais, exatas, sociais, comunicação, etc.) a partir de uma mentalidade cristã, formada pelo ensino bíblico. É a integração de educação e teologia no ensino, desde o primário até o superior.

POR QUE INVESTIR NA EDUCAÇÃO CRISTÃ
Deixe-me tentar justificar teologicamente a necessidade imperiosa de formarmos escolas e universidades verdadeiramente cristãs, ou ainda, de levar as que já existem para um ministério verdadeiramente cristão. Primeiro, temos o assim chamado mandato cultural, que foi a ordem de Deus ao homem para dominar a criação (Gen.1.27-28). Obedecer a este mandato significa pesquisar, estudar, entender e assim dominar a criação. Tudo isto há de ser feito da perspectiva da fé, reconhecendo a criação como oriunda de Deus. O mandato cultural não ficou anulado pela queda do homem.
Segundo, o Senhorio de Cristo. Cristo está exaltado e tem autoridade sobre todo o cosmos. Sua redenção e seu domínio têm um aspecto cósmico: abrangem a criação inteira, não somente a humanidade. A redenção inclui a redenção não somente da alma, mas da mente, do corpo – e tem profundas implicações sociais, econômicas, políticas, intelectuais. A fundação da Academia de Genebra por Calvino partiu desta perspectiva.

Terceiro, a Grande Comissão, “fazei discípulos de todas as nações”. O discipulado envolve o desenvolvimento espiritual, intelectual, a formação de uma mentalidade cristã, o desenvolvimento das aptidões naturais. Tudo isto deve ser feito desde cedo, com as crianças, a começar da escola. Assim, a EC faz parte da comissão para discipularmos todas as nações.
Quarto, a natureza do homem. O homem foi criado à imagem e à semelhança de Deus. Todo conhecimento dele é religioso (Rm 1). Portanto, a educação realizada na academia secular também é religiosa, muito embora não seja cristã. É idólatra, pois coloca homem como medida, centro e fim da educação (humanismo). Por outro lado, houve a queda e suas conseqüências. O pecado afeta o modo pelo qual o homem entende, aprende e se comunica. A educação secular se processa através de pressupostos e filosofias anti-deus, que refletem a rebeldia e a revolta do homem contra o Criador. Portanto, é necessário educar a partir da perspectiva religiosa correta, ou seja, o cristianismo.

Dr. Augustus Nicodemos Lopes é educador, autor, conferencista, pastor Presbiteriano, Mestre em Novo Testamento e Doutor em Interpretação Bíblica pelo Westminster Theological Seminary, Filadélfia, e pela Unversidade Reformada de Kampen, Holanda. Atualmente é Chanceler da Universidade e Instituto Presbiteriano Mackenzie, São Paulo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

REPENSANDO O PAPEL DO MINISTRO DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA

Marcos C. Braga Cunha
Certamente nosso mundo está em estado de constante transformação. Consequentemente nossas vidas, nossas igrejas e nossa denominação lutam com as circunstâncias envolvidas quando as mudanças nos levam de um estado confortável para novos desafios . Como um educador religioso que tem servido a igreja por mais de dez anos, vejo que o papel do ministro de educação cristã também está sendo modificado dentro da igreja local. Ainda assim, continuo a entender que a função de ensinar a imutável verdade da palavra de Deus a um mundo em constante mudança, não deixou de ser a prioridade do meu ministério.

A VISÃO TRADICIONAL DO MINISTÉRIO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ
A vocação e consagração de um ministro de educação cristã é uma prática relativamente recente em nossas igrejas. Inicialmente este ministério tinha a função de envolver-se com o desenvolvimento do currículo e as atividades de EBD e das organizações etárias da igreja, muitas vezes, especificamente das crianças. As oportunidades e necessidades dessas tarefas são evidentes, mas ultimamente temos dado tanta atenção ao crescimento numérico e à manutenção de práticas tradicionais que as bases e fundamentos de desenvolvimento de nossa fé tem sido ignoradas.
O próximo século necessitará de ministros de educação cristã que venham a ser líderes espirituais, agentes de transformação, treinadores de talentos e não apenas distribuidores de revistas que tentam de todo modo manter a situação como está para não causar muitos conflitos. As mudanças certamente criam tensões mas devemos lembrar que estamos edificando o corpo de Cristo para o futuro.

O MINISTRO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ COMO LÍDER DO FUTURO
Quanto mais eu converso com meus alunos e colegas, mais certeza tenho de que nós precisamos e buscamos direção espiritual correta para nossas vidas, neste mundo em constante turbulência ideológica. Quero aqui fazer duas afirmações: a primeira é que o Ministro de Educação Cristã tem um papel fundamental de liderança espiritual, a segunda é que muitos líderes leigos em nossas igrejas também podem assumir essa função vital. O que é um lider espiritual? É alguém que não somente possui dons de aconselhamento e misericórdia, mas alguém que pode discernir onde e como Deus está trabalhando nesse mundo. Não nos basta trabalhar em comissões e departamentos e executar atividades para manter o programa institucional, que em nada colaboram para descobrir e atuar juntamente com Deus em seu trabalho de salvação deste mundo. O papel de líder espiritual está focado em dar atenção a relacionamentos que levam pessoas de um passado de tradições e experiências constrangedoras, para uma nova vida de glória a Deus. Líderes espirituais ajudam a guiar pessoas a um profundo relacionamento com o Senhor de modo a abençoarem uns aos outros com suas ações e trabalho. Ministros de educação podem trabalhar para reconhecer, afirmar e chamar pessoas que também podem ajudar a alcançar a missão da igreja. Eles podem dar atenção ao suporte e encorajamento a estas pessoas. Isso leva o ministro de educação ao papel de agente de transformação.

O MINISTRO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ COMO AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO
O agente de transformação é aquele que atua para fazer outras coisas acontecerem. Quando a liderança espiritual acontece e os dons são exibidos, Deus gera energia em seu corpo. O processo de descoberta e evidência de dons espirituais na igreja é basicamente o papel do ministro de educação cristã como agente de transformação.
Em vez de apenas trabalhar para manter e estruturar a instituição da igreja, precisamos de ministros de educação cristã que comecem a ser catalisadores de serviço, para que a igreja possa atuar neste mundo carente durante toda a semana, de segunda a domingo. Nossa energia precisa deixar de ser gasta na manutenção da máquina eclesiástica e ser colocada em ação na ajuda para que nosso povo faça diferença neste mundo. Como agente de transformação, o ministro de educação cristã vai naturalmente provocar crescimento pessoal e espiritual, através do ministério leigo da igreja local, baseado e dirigido pelos dons espirituais.

O MINISTRO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ COMO TREINADOR DE TALENTOS
Treinar e equipar os santos envolve não tanto o que dizemos, mas o que fazemos. Isto é, que tipo de modelo nós projetamos? O que nós ensinamos pelo que somos? Pelo que exatamente somos conhecidos? O ministro de educação cristã precisa equilibrar seus esforços entre treinar para as atividades da igreja e equipar os membros para realizarem seu ministério aonde eles puderem ir e ser igreja no mundo. Treinador é aquele que desperta os dons espirituais dos outros, desafiando-os a não apenas vir à igreja mas ir e ser igreja no mundo. Equipar requer sensibilidade e criatividade no momento de ensinar ao povo como e onde podem ver Deus trabalhando e efetivamente responder a Ele.
Pense nisso: muitos de nossos encontros de treinamento, reuniões de comissões, e do nosso currículo de ensino são basicamente desenhados para perpetuar ou manter nossa máquina eclesiástica funcionando e/ou ensinar como fazer as coisas corretamente. Deus quer que sejamos não apenas pessoas boas, mas pessoas de Deus. O ministro de educação precisa redirecionar o foco de seu ministério para a expansão do conhecimento de Jesus Cristo como Senhor e Salvador pelo mundo, através do serviço daqueles a quem Deus quer que ele treine e equipe.

O MINISTRO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ COMO EDUCADOR
Alguns ministros de educação cristã não são reconhecidos pela sua comunidade como educadores eficientes. Talvez por causa da própria igreja ou da equipe com que trabalham, perderam a visão de que o ministério é mais do que ser um agente de administração educacional para o crescimento numérico. Deus ainda precisa de bons educadores em sua igreja. Muitos membros de nossas igrejas sabem muito pouco da Bíblia e de como estudá-la pessoalmente e aplicá-la em suas vidas. Não há aprendizado real da Bíblia até que nossas ações, atitudes e estilo de vida sejam mudados como resultado de nosso estudo.
Sim nós precisamos de bons educadores como ministros de educação cristã. Um educador pode funcionar como o professor principal da congregação, pelo qual Deus pode desafiar seu povo através das Escrituras, do aprendizado prático e do envolvimento no ministério.

O QUE O MINISTRO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ DEVE FAZER?
Um ministro de educação cristã deve preparar a igreja para penetrar no mundo pela causa de Cristo, fazendo três coisas: compreendendo sua comunidade, adaptando a estrutura educacional da igreja e crescendo na sua maturidade espiritual. O ministro de educação cristã precisa entender a comunidade na qual ele serve. É necessário que ele compreenda como a Palavra de Deus fala às necessidades particulares dessa comunidade. A Bíblia é relevante e fala para nós hoje, mas precisamos conhecer não só as ferramentas de interpretação bíblica, mas também o mundo em que vivemos.
Tradicionalmente o ministro de educação cristã buscava adaptar o povo de sua igreja a uma estrutura educacional sugerida por alguma outra agência educativa. Isto pode ter sido válido até algum tempo atrás mas, para muitas igrejas, não ajuda mais o crescimento espiritual e numérico. Não quero dizer que a estrutura é ruim, pelo contrário, mas apesar do risco, o ministro de educação precisa da liberdade de expandir a tradição e as estruturas impostas.
Eu creio que nós como educadores religiosos, temos que ouvir nosso povo hoje, discernir Deus movendo-se em e através do nosso povo hoje, e buscar desenvolver estruturas e programas para este momento e não para o passado. Só podemos atender o presente!
Crescimento espiritual pessoal deve ser tão importante para o ministro de educação cristã quanto o conhecimento sobre o seu ministério. Nós não podemos dar aquilo que não possuímos e não podemos efetivamente levar pessoas a um nível de maturidade que nós ainda não alcançamos.
A tarefa do ministro de educação cristã não é apenas fazer parte do corpo de ministros da igreja mas ajudar pessoas em seu crescimento espiritual. Edificar a maturidade espiritual de pessoas é mais importante que focar os esforços exclusivamente no crescimento numérico do rol de membros. Quando a fé é adequadamente desenvolvida, a igreja cresce e o evangelismo acontece naturalmente.
Estou tentando demonstrar que o ministro de educação cristã tem a tarefa de buscar desenvolver um programa adequado que promova o crescimento da fé e maturidade autênticas em sua comunidade, e então a igreja como corpo de Cristo será forte o bastante para penetrar no mundo com o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, em vez de apenas manter uma instituição.

Marcos C. Braga Cunha é Ministro de Educação Cristã na Igreja Batista Memorial de São Paulo. Mestrando em Educação Religiosa na Faculdade Teológica Batista de São Paulo onde é professor nas áreas de Educação Religiosa e Bíblia. Email correiomec@uol.com.br

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Abraço Mineiro



Recebemos com alegria o casal Lizete e Gerson que nos ajudarão na expansão do Reino de Deus em Minas.

Para ampliação da imagem clic sobre a mesma.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Vitória contra as drogas













Missões Nacionais adquire nova sede para o projeto Reviver

Matéria do site da Junta de Missões Nacionais
Segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Restaurar vidas destruídas pelas drogas tem sido a constante meta do Projeto Reviver, em Muriaé, MG. Com capacidade para atender 15 residentes, o projeto necessitava de ampliação, o que não era possível por funcionar em uma propriedade alugada. Mas, após o engajamento dos batistas, que ofertaram de maneira deliberada para a realização de um centro de excelência no tratamento para dependentes químicos, Missões Nacionais adquiriu uma nova sede para o projeto.

Pr. Fernando Arede e Paulo, proprietário do imóvel

A assinatura de transferência do imóvel aconteceu nessa segunda-feira, em clima de agradecimento a Deus por essa nova conquista. Durante as negociações para a compra desse imóvel, houve uma oferta inicial no valor de R$ 135.000,00. Porém, o valor foi reduzido, fechando a compra em R$ 90.000,00. A redução da oferta aconteceu quando Paulo Antonio Rodrigues do Prado, proprietário, soube que o imóvel se transformaria em um centro de reabilitação para dependentes químicos. Sobre essa redução, ele afirmou: "De coração... o que Deus tem feito para mim é muito maior do que isso e tenho certeza que Ele vai me abençoar". Paulo, que estava desviado, disse ainda que está retornando para o Evangelho.

A nova sede do Reviver, também em Muriaé, possui campo de futebol, piscina, local para horta e uma ampla casa com capacidade para 25 residentes. Aguardado há quase sete anos, este sonho só foi possível através de parceiros que se dedicaram com afinco para sua concretização. Pastor Nélio Monteiro, da Igreja Batista do Parque Safira, foi um destes parceiros. Ele foi o grande mobilizador da Associação das Igrejas Batistas da Zona da Mata de Minas Gerais, que levantou 56% do valor da nova propriedade.

Missões Nacionais agradece a todos que ofertaram para que esse sonho se transformasse em realidade.

Visite o site da Junta de Missões Nacionais http://www.missoesnacionais.org.br/

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Acolhendo crianças



CONSTRUÇÃO DO NOVO LAR BATISTA FF SOREN EM PALMAS/TO
Um Centro de Referência Missionário


A Área de Ação Social constitui uma importante vertente da responsabilidade social de Missões Nacionais que busca a assistência integral das vidas assistidas, atuando como um agente de desenvolvimento humano sustentável e transformador.

Os projetos sociais são desenvolvidos em casas lares, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social; mantêm colégios, com bolsas de estudo para alunos carentes; prestam assistência aos índios, ciganos e etnias nas áreas de educação e saúde, aos presidiários, à população de rua e portadores de hanseníase; investem no tratamento de dependentes químicos; prestam atendimento especializado aos surdos; desenvolvem ações de capelania hospitalar, escolar e portuária.

Encontra-se em fase inicial de construção o novo Lar F.F. SOREN em Palmas/Tocantins, que será transferido de Itacajá para Palmas até o final de 2009. O Projeto contempla a construção de oito casas lares, espaço multiuso, biblioteca, auditório, videoteca e brinquedoteca, oficinas, quadra poliesportiva, piscina, estrutura de lazer e Centro Comunitário, destinado a atendimentos essenciais de apoio ao lar, extensivos à comunidade.

A capacidade de atendimentos prevista, além de 100 internos, é também, de 200 crianças e adolescentes da comunidade, durante o dia, nas diversas atividades e projetos, tais como aconselhamento psicológico, atendimentos na área de saúde e odontológico, artes, esportes, cursos, oficinas. Nosso ideal é que cada Instituição de Missões Nacionais possa falar da nossa fé e abrir portas para nossa pregação, não pelos números, mas pela mensagem a ser transmitida, pela excelência dos resultados e, principalmente, pela motivação maior que é compartilhar amor, segundo a visão de Deus.


O projeto

- 6 casas-lares
- Casa para os diretores
- Quadra poliesportiva
- Parque infantil
- Espaço integrado - refeitório, cozinha, cantina e administração
- Espaço multiuso - biblioteca, sala de música, sala de jogos,
- Oficinas de artesanato e pintura, oficinas de informática, cursos
- profissionalizantes
- Parque Temático
- Trilhas para caminhada
- Chalés
- Capela

Assista aos vídeos abaixo
http://www.youtube.com/watch?v=XqJg4VZvA5o&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=M0asn735sWE&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=9SRRpnaKpEo&feature=player_embedded

Missões Nacionais http://www.missoesnacionais.org.br

domingo, 18 de outubro de 2009

Desperta pelo Brasil




Aconteceu nos dias 16 e 17 de outubro 2009 um dos congressos "Desperta pelo Brasil" da Junta de Missões Nacionais, no templo da Igreja Batista do Barro Preto em Belo Horizonte MG com o tema: Por Ti darei minha vida. Na ocasião estavam presentes 231 inscritos e 68 igrejas representadas.
Desafio lançado:
Evangelizar e discupular cada cidadão brasileiro.
Estratégias:
-Cada batista um missionário, evangelizando e discipulando;
-Multiplicação das igrejas
-Ministração de compaixão e graça pela Ação Social nas áreas de crianças e dependentes quimicos.
Para isso é preciso que cada um saia da zona de conforto e viva o versículo escolhido como

divisa:
"Cristo será engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte" Filipenses 1.20b

Ministério Pastoral Feminino


Texto retirado do site da Igreja Batista Memorial BH

A ordenação de mulheres para o ministério pastoral está em destaque em algumas denominações e timidamente entre os batistas. A consagração de mulheres para o ministério pastoral não encontra o devido respaldo bíblico. Muitas pessoas estão confusas quanto ao que crer acerca do assunto. Já que não sou favorável à ordenação de mulheres devo explicar sincera e cuidadosamente esta minha posição e procedimento.
O preâmbulo dos meus comentários põe em destaque dois aspectos. Primeiramente, exponho aqui uma convicção pessoal, e não deve ser entendida como uma crítica severa sobre o que outros crêem e praticam. Como tantos outros, eu creio na autonomia da igreja local. Sendo uma assembléia, rege-se por leis que não foram criadas por ela. Jesus Cristo, seu fundador é o legislador. Assim, as igrejas fiéis têm a Bíblia e, com especialidade, o Novo Testamento como regra de fé e prática. É em obediência aos ensinos da Bíblia que as igrejas devem exercer sua autonomia não indiferentes e aleatoriamente. Em segundo lugar, devo dizer que tenho a mais alta consideração pela posição das mulheres no serviço de Deus, tanto agora como através da história. No Antigo Testamento, Débora foi uma profetiza e juíza, só para dar um exemplo bastante. Dois livros no Antigo Testamento distinguem duas mulheres no cenário histórico do povo de Israel - Rute e Ester.
No cenário do Novo Testamento constatamos o privilégio das mulheres de receberem o anúncio tanto do nascimento quanto da ressurreição de Jesus em primeira mão. (Luc. 1: 26 - 31; 24: 1 - 10). Desde o seu ministério na Galiléia mulheres devotas seguiram nosso Senhor e finalmente o sustentaram (Marc. 15: 41; Luc. 8: 2 - 3). É importante notar que essas mulheres permaneceram fiéis a Cristo mesmo quando os apóstolos o abandonaram na sua crucificação (Jo. 12: 25).
Nas igrejas primitivas houve muitas mulheres fiéis, algumas das quais foram até mesmo presas por amor à causa de Cristo. (At. 22: 4). Lídia, uma mulher de negócio, desempenhou o maior papel na fundação da igreja em Filipos (At. 16: 14 - 15). Na casa do diácono Filipe, havia quatro filhas que eram profetizas (At. 21: 8 - 9).
Priscila e Áquila eram um casal - marido e mulher. Eles auxiliaram o jovem e entusiasta pregador, ensinando e instruindo Apolo em como melhor servir a Cristo (At. 18: 24 - 26).
Por que então eu não aceito a ordenação de mulheres para o exercício do ministério pastoral? A resposta é simples: é porque, no Novo Testamento este ofício só foi desempenhado por homem. Jesus só escolheu homens para o apostolado, cujos nomes estão registrados nas Sagradas Escrituras do Novo Testamento.
No livro de Atos dos Apóstolos na substituição de Judas, que era contado entre os doze, o apóstolo Pedro declarou que devia ser escolhido dentre eles "homens” que conviveram com Jesus desde o batismo de João até a sua ascensão (At. 1: 20 - 22). A palavra usada para "homens" neste texto é varões α̉νδρών no original grego; uma palavra que designa somente o lado masculino do ser humano.
É de bom alvitre recordar que é a mesma palavra grega, traduzida por varão que sempre serve para designar o elemento masculino do ser humano e não uma palavra com significação genérica: άνθρωπός - homem que envolve tanto o lado masculino como o feminino do ser humano. Por exemplo: o homem pecou, mas Cristo veio ao mundo para salvar o homem, isto é, o ser humano - masculino e feminino. Aqui o sentido é genérico.
É fácil de entender que pela revelação divina, o Espírito Santo não deixou uma abertura para opção na ordenação de homem ou de mulher. O elemento masculino foi sempre o escolhido para a função do ministério pastoral. E isto vigorou como princípio no governo das igrejas primitivas, desde o tempo de Cristo até os dias mais recentes.
Haveria uma discriminação egoísta, pecaminosa e vergonhosa nesse procedimento? Não, de modo nenhum, é uma questão da economia divina na revelação. Não há dúvida que no Novo Testamento as mulheres ocupavam a função de profetiza, de professora, prestaram serviço social, evangelizavam e edificavam o corpo de Cristo tão eficientemente como desempenhavam os homens e ainda são muito operosas neste campo, hodiernamente.
Somente homens foram chamados por Deus para servirem a Jesus nas igrejas como pastores, bispos e presbíteros. Neste tipo de lugar de autoridade só homens foram designados para desempenhar. Eu só constato o fato, mas não sei o porquê. Deus é soberano e isto nos basta. E tudo o que Deus faz é perfeito e redunda para o nosso bem, e neste caso o bem-estar das suas igrejas também. Por causa disso a Palavra de Deus não deprecia o elemento feminino.
No Novo Testamento não há qualquer diferença entre o homem e a mulher no campo da salvação e na obra redentora. Cristo dignificou a mulher, pois Deus não faz acepção de pessoas. Mesmo considerando isso, só homens foram vocacionados e exerceram o ministério pastoral.
A ordenação para o ministério pastoral é o reconhecimento público da responsabilidade de cuidar da obra de Deus nas igrejas, especialmente.
Nos dias do Antigo Testamento havia muitas nações vizinhas de Israel com sacerdotisas, e nem assim, esta posição de serviço religioso foi praticada em Israel por mulher. Nenhuma mulher do povo de Deus levantou sua voz para reivindicar a posição de sacerdotisa; ou que líder religioso reclamou isto para o elemento feminino quer por questão cultural, quer por elegante imitação aos povos mais avançados na época? Aí é bom lembrar que os pagãos engendravam suas próprias normas de vida religiosa, pois seus deuses eram inertes, mudos e surdos, ao passo que Israel pautava sua prática religiosa em obediência à revelação procedente do Deus verdadeiro. No tempo do Novo Testamento havia necessidade de obreiros pastores, havendo mesmo a exortação da parte de Jesus, para que fizessem disso motivo de oração, para que o Senhor enviasse obreiros para a sua ceara. E não ocorre o nome de mulher mesmo daquelas que serviram no sustento do ministério de Jesus, nem alguém como Lídia e Dorcas aparecem no ministério pastoral.
Devemos ser sempre gratos a Deus pelo devotado serviço de mulheres na Escritura, através da história e no presente. Devemos continuar respeitando e honrando as mulheres no desempenho do dom que Deus lhes tem dado. Não será prudente, contudo, desenvolvermos a idéia da ordenação da mulher para o ministério pastoral, porque isso não expressa fielmente o ensino da Escritura. Mesmo numa interpretação inferencial dos fatos não encontramos lugar para o procedimento da ordenação de mulher para o ministério pastoral, pelo contrário.
Alguns levantam uma questão de valor sentimental, quando a preferência é ser fiel ao ensino ao ensino da Palavra. Dizem eles da hipótese de uma missionária nos lugares mais afastados, onde não há pastores por perto; elas podem fazer tudo, para conseguir a conversão de várias pessoas, mas não podem ministrar-lhes as ordenanças. Julgam que isto é uma injustiça para com essas servas do Senhor e que é até hipocrisia dos que conduzem a denominação, na sua interpretação deste assunto.
Pensando bem, uma mulher bem sintonizada com o ensino bíblico nunca se sentiria vocacionada para o ministério pastoral. Então cabe à missionária nas circunstâncias aventadas acima, doutrinar os novos crentes dizendo-lhes que o batismo não salva; o crente é salvo sem batismo, e que se morrer antes de cumprir esta ordenança do Senhor, estará com ele no céu de luz, como aconteceu com o ladrão que Cristo perdoou na cruz. Assim ajudará os novos crentes a terem paciência ao mesmo tempo que comunicará o fato aos líderes da sua junta missionária, para enviar ao campo, de tempos em tempos, um pastor para efetuar batismo e celebrar a ceia do Senhor. O princípio da fidelidade nunca deve ser atropelado por nada. É um axioma da nossa fé. Vale a pena mantê-lo assim como está na Palavra, sem tirar e nem pôr coisa alguma.
Cabe, aos líderes postos nas igrejas, orientá-las com amor e sabedoria. Sabendo que a autonomia da igreja está sujeita à regra de fé e prática já no bojo da Palavra da Verdade. O que resta mesmo a cada igreja e a cada líder é ser fiel na obediência ao ensino de Jesus. Esta fidelidade é até a morte; sempre firmes sabendo que tal atitude não é vã no Senhor. A recompensa não há de faltar aos fiéis.

Pr. José Alves da Silva Bittencourt.
Jornal - O Batista Mineiro 1o trimestre de 2006, página 27.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A importância de uma educadora Cristã

















Considerando a importância da Educadora Cristã, foi que pacientemente esperei durante dois anos, até que a minha noiva Elvira Maria Gonçalves terminasse o seu curso no IBER, (Instituto Batista de Educação Religiosa,) hoje, CIEM (Centro Integrado de Educação e Missões) enquanto que sozinho, eu pastoreava a Igreja Batista Central de Barra Mansa, RJ.
Dar a devida importância a conclusão do curso da Elvira no IBER, foi fundamental para que ela servisse como Educadora no Uruguai, durante 30 anos. E ao retornar do Uruguai para o Brasil, pudesse aceitar o convite para ser a diretora executiva da União Feminina Missionária Batista Mineira. Função que dedica seu tempo na revitalização das organizações missionárias.
Como Educadora Religiosa, Elvira pode servir no Uruguai em diversas áreas; como na preparação de lideres; na organização de uma Escola de Missões, que prepara obreiros para o Uruguai e para o exterior; atuou ativamente comigo na organização de Igrejas, sempre incentivando as organizações missionárias; durante vários anos serviu como presidente da União Feminina do País; e na educação religiosa no Lar, abençoou os nossos 3 filhos; Daniel, Eliane e Ana Cristina.
O ensino religioso foi o ministério que Jesus Cristo deu a maior importância.
O apostolo Paulo deixou um principio na preparação de discípulo que também podemos ver a importância da Educação Religiosa. Podemos chamar este principio de: dois, dois, dois. 2 Timóteo 2: 2 “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem aos outros.”
A minha oração, é que os seminários institutos e Igrejas Batistas do Brasil redescubram o valor e a importância que Jesus deu ao ensino da educação religiosa.

Pr. Geraldo Rangel representante da JMM em Minas Gerais.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O Educador Cristão Nas trilhas de Minas


















 Wagno Alves Bragança Pastor batista
Diretor da unidade do Colégio Batista Mineiro em Uberlândia- MG

INTRODUÇÃO:
Educar, no contexto da escola, não é uma tarefa fácil pelas implicações inerentes ao aluno, o professor, a família e a sociedade em geral. Esta dificuldade é ainda mais visível quando se trata da educação cristã, no âmbito da igreja.
Os valores, os padrões familiares e culturais, assim como a cultura da escola e do professor podem criar alguma tensão no processo de ensino-aprendizagem. Por outro lado, alguns preconceitos podem ser impeditivos de uma educação holística no âmbito da realidade humana individual e social. Ninguém pode esquecer que o homem é um ser de desejos porque tem em si uma fonte de energia que alimenta a sua vontade.
O processo educativo não se limita a certa fase etária ou estágio de desenvolvimento. Pelo contrário, percorre toda a vida do sujeito e tende para o futuro, ou seja, é intrínseco ao devir da pessoa humana. Neste processo de interação, que se pretende abrangente e globalizante, o equilíbrio é sempre uma meta a alcançar.
Nesta sequência pode perguntar-se o que é a educação?
A etimologia da palavra educação é significativa e reveladora de implicações para justificar o diálogo e a investigação como princípios metodológicos. O vocábulo educação provém fonética e morfologicamente de educare (conduzir, guiar, orientar), e semanticamente contém o conceito de educere (fazer sair, extrair, dar à luz) (VILLA, 2000 p.234) Acreditamos que este é o fundamento antropológico de toda educação: no princípio era o nada, no sentido do não concluído, do não dado, do não programado, ou no dizer de Paulo Freire, programado apenas para aprender. Daí ser a educação um fazer sair, extrair, dar à luz, em primeiro lugar a própria condição de humano. O homem é um ser biológico e é pela educação (cultura) que supera sua condição de primata. (MORIM, 2000, p.47) Portanto, a educação é um processo de libertação de nossa própria condição de ser puramente biológico. É na relação com o outro que nos humanizamos, visto que existir é coexistir.
Contudo, no contexto deste trabalho, partilho da etimologia e-ducere, “conduzir para fora de”. Este é um sentido primordial. A educação revela-se assim como algo dinâmico, um caminho, um itinerário que leva o sujeito de um lugar para outro. Neste sentido, o tema proposto para este debate tem tudo a ver com a educação: O Educador Cristão nas Trilhas de Minas.

Dissecando o tema:

1. O EDUCADOR
Educador: latim educāto,rōris, "o que cria, nutre; diretor, educador, pedagogo". Educatore ”Que, ou aquele que educa”
A palavra “educador” traz um conceito abrangente, e determina a pessoa que ensina através de ações práticas e reflexivas. São as ações práticas que levam a reflexão, e a reflexão transforma-se em novas práticas. Para Madalena Freire (Filha de Paulo Freire), não há distinção entre educador e professor. Ela diz que “educador é todo aquele que trava e constrói uma situação educativa; educador é aquele que ensina”.
Educador é alguém de desafio - O ser humano não escapa ao fato de ter que se situar num universo de fenômenos. Neste aspecto, surge a questão de sentido como o estabelecimento de uma ligação entre o homem, os outros homens e o mundo e o próprio Deus, por meio de valores socialmente reconhecidos. Trata-se de uma “religação” ou duma “realiança”. Esta realiança essencial e conscientizada abre as vias do conhecimento de si mesmo, a partir da qual podemos começar uma verdadeira discussão sobre o sentido da educação.
O educador não é simplesmente um ser de saber e de saber-fazer, um erudito, uma “caixa de fichas”. Ele é este ser consciente e lúcido, que se apóia sobre o conhecimento de si, experiencialmente assumido, para acolher o saber dos outros, em benefício da dúvida, e fazê-lo frutificar.
O educador é, deste fato, sempre potencialmente um ser de desafio antes de ser um ser de mediação. O conhecimento que ele possui de sua realidade virá provocar a “desordem estabelecida” e desafiar as novas descobertas, fazendo com que ocorra o movimento de saída para o encontro com outros saberes.
O educador é igualmente um ser de mediação - O educador, nesse campo, é necessariamente um mediador entre saber e conhecimento. Ele se torna, necessariamente, um facilitador do conhecimento, tomando a figura do mestre intelectual – aquele que sabe – da do mestre espiritual – aquele que conhece e sabe que ele não sabe. O educador dialetiza um modo de exploração do simbólico. Sua abordagem empurra-nos a dialética, ao confronto, à busca de novas experiências.
2. O EDUCADOR CRISTÃO
Ao referirmos ao Educador Cristão, nos confrontamos com o conteúdo da educação. Neste sentido, o Educador Cristão, é aquele que ensina valores e princípios cristãos. Assim, ele está comprometido com a verdade do Cristo. Para tanto, ele precisa:

2.1. Ter convicção de sua chamada - Ef.4.11-12

O EDUCADOR (CRISTÃO BATISTA) é uma pessoa chamada por Deus, confirmada pela igreja e preparada por uma instituição teológica-educacional reconhecida pela denominação batista, para atuação no ministério educacional da igreja

O chamado do educador cristão é deslumbrante: ”Levantarás os fundamentos de geração em geração e chamar-te-ão reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável” Is 58.12.

2.2. Ser dedicado ao Ministério do Ensino – Rom.12.7b e Tt 2.7-8
Temos na Bíblia alguns termos que implicam em ações especificas, apontando para uma ação/divisão ministerial, com funções Ministério Evangélico, que o tornam excelente em seus objetivos, desempenho e resultados, as seguintes:
• Função profética ou “querística”, ou ministério da pregação;
• Função pedagógico-didática, ou ministério do ensino e da educação;
• Função litúrgica, ou ministério da adoração;
• Função poimênica, ou ministério pastoral;
• Função episcopal ou “kibernética”, ou ministério de supervisão, administração e liderança;
• Função “paraclética” e “noutética”, ou ministério de consolação, admoestação e aconselhamento;
• Função “koinônica”, ou ministério da comunhão;
• Função “diakônica”, ou ministério de mobilizar para o serviço;
• Função apologética, ou ministério de defesa da fé e da sã doutrina;
• Função evangelizante, ou ministério da evangelização.

Contudo, a área de atuação do Educador Cristão é a didascalia, ou ensino. Reconheço porém, que toda ação ministerial visa e objetiva o ensino, a instrução para que o homem seja aperfeiçoado segundo o modelo

3. NAS TRILHAS DE MINAS
Fonte:
• Pesquisa realizada pela Convenção respondida pelos pastores.
• Lista de alunos do STBM de 1973 a 2002.
• Cadastro da AECBMG.
• Resultado da Pesquisa de Campo:
o Igrejas que responderam à pesquisa-622
o Igrejas que não têm educador- 531
o Igrejas que têm educador-92
o Lista de Educadores-111
CONCLUSÃO
C á r c e r e d a s a l m a s
"Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares, estrelas, tardes, natureza.
Tudo se veste de uma igual grandeza
Quando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e, sonhando, as imortalidades
Rasga no etéreo Espaço da Pureza.
Ó almas presas, mudas e fechadas
Nas prisões colossais e abandonadas,
Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!
Nesses silêncios solitários, graves,
Que chaveiro do Céu possui as chaves
Para abrir-vos as portas do Mistério?!" (Cruz e Sousa)

Perguntamos: Não seria o educador cristão?

REFERÊNCIAS
ASSMAN, Hugo. (1997) Alguns toques na questão “O que significa aprender?” Impulso: Vol.10, 1997. N.º. 21.
_______ Metáforas novas para reencantar a educação. Piracicaba: UNIMEP, 2001
DEMO, Pedro. Desafios modernos da educação. Petrópolis: Vozes, 1993
_______Educar pela pesquisa. 2a ed. Campinas: Autores Associados,1997
_______Saber pensar. São Paulo: Cortez, 2001
DUSSEL, Enrique Domingos. Filosofia da libertação- crítica à ideologia da exclusão. São Paulo: Paulus,1995
_______ Ética da libertação na idade da globalização e da exclusão. Petrópolis: Vozes, 2001.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Minidicionário da língua portuguesa. 3.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.
FREIRE, Paulo. Ação Cultural para a Liberdade e Outros escritos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976
_______ A educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976
_______ A Importância do ato de Ler. Cortez/ Autores associados, 1982
_______ Aprendendo com a Própria História . Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987
_______ A Sombra desta Mangueira. São Paulo: Olho d’água, 1995
_______ Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Cortez, 1997
_______ Pedagogia da esperança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992
_______ Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975
MORIN, Edgar.Os setes saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 2000
VILLA, Mariano Moreno (direção) Dicionário de pensamento contemporâneo. São Paulo: Paulus, 2000

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O FORTALECIMENTO DO EDUCADOR CRISTÃO PARA O CUMPRIMENTO DE SUA MISSÃO



(Clic sobre a imagem para ver o efeito gif)

INTRODUÇÃO:
Agradeço a gentileza do convite para falar neste primeiro encontro de educadores, que militam na difícil e desafiadora tarefa de educar na perspectiva cristã. Sinto-me honrado pelo convite e, ao mesmo tempo, reconheço a peso deste momento.

Foi-me sugerido o tema: o fortalecimento do educador cristão para o cumprimento de sua missão. Será, portanto, a partir dele que desejo conversar. Este é o meu objetivo neste momento. Convida-los para uma conversa reflexiva sobre este tema. Para tanto, vamos dividi-lo em três tempos:
• Fortalecimento do educador – Desenvolvimento pessoal;
• Para o cumprimento – Responsabilidade pessoal;
• Sua missão – O que fazer – atividade pessoal.

Destaco a ênfase na pessoa do educador (desenvolvimento pessoal, responsabilidade e atividade pessoal). Abaixo de Deus, tudo depende de você. Você é parceiro de Deus nesta empreitada. Isto é, ao mesmo tempo, um privilégio e responsabilidade.
Para tanto, convido-os a acompanharem a leitura de Efésios 4:1-13. A partir deste texto vamos fazer nossa caminhada e no final, se tivermos tempo e desejo, podemos refletir sobre algumas considerações que, porventura vocês queiram debater.
I. FORTALECIMENTO DO EDUCADOR – DESENVOLVIMENTO PESSOAL (VS.1-7)
Idéias: desenvolver essas idéias a partir de Ef. 4: 1-13
• Para o cumprimento – responsabilidade pessoal (v.11)
• Sua missão – O que fazer – atividade pessoal (vs.12-13)

PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL
CONCEITO
• Conscientização da 3ª visão "ver o mundo como ele é..."
• Conhecimento
• Habilidade
CONSCIENTIZAÇÃO PESSOAL
• Auto Conhecimento
• Auto Controle
• Auto Respeito
• Credibilidade
• Gestão Pessoal
• Poder Pessoal
• Mudança e Transformação
• Visibilidade
HABILIDADE INTER-PESSOAL
• Mentorização Aprendizagem
• "Coaching"
• Aconselhamento
• Comunicação
• Liderança
• Organização
• Qualidade Pessoal
CONHECIMENTO GLOBAL
• Globalização
• "Benchmarking"
• "Information up-date/up-grade"
• Cultura & Ciência
• Futurologia

"Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência" (Jr 3.15).

1) PRECISAMOS SER OBREIROS CONVICTOS DE NOSSA VOCAÇÃO.

Jeremias 3:15 diz: "Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração".
Daí devemos entender que os obreiros cristãos são "dados" por Deus segundo o seu Santo querer. Não adianta tentarmos "criar" um chamado, só teremos obreiros legítimos se estes possuírem chamados legítimos, e são estes que devemos priorizar, e assim treinarmos aqueles que Deus, desde toda a eternidade, chamou para a sua obra.

2) PRECISAMOS SER OBREIROS COMPROMETIDOS COM A PALAVRA.

"Dar-vos-ei pastores...que vos apascentem com conhecimento".
A Bíblia está repleta de advertências sobre a importância da Palavra na vida e no Ministério Cristão (Js 1.5-9; Sl 1.1-3; 2 Tm 3.16,17), ela é a base moral, ética, litúrgica e doutrinária do verdadeiro cristão.
Quando nos comprometemos com a Palavra, nos comprometemos uns com os outros, mesmo que ele pense, creia e viva diferente do que julguemos ser correto.
Precisamos levar a sério a advertência do profeta Oséias (4.6) segundo o qual o povo de Deus está sendo destruído porque têm desprezado o conhecimento de Deus e de sua Palavra.
Atentar para o êxito de nossa carreira (Hb 13:7), este é o nosso grande desafio em todos os tempos.

3) PRECISAMOS SER OBREIROS CONTEXTUALIZADOS COM NOSSO TEMPO E LUGAR.

"Dar-vos-ei pastores...que vos apascentem...com inteligência".
Nem tudo que funcionou para Lutero, Calvino, Langston e outros têm que necessariamente funcionar para nós. Corremos o grande perigo de "engessar" nosso conhecimento, não devemos agir assim, da mesma forma não devemos abandonar algo que seja clássico só porque não é de nossa época.
Aí entra a "inteligência", precisamos, à luz das verdades eternas do evangelho, dar respostas coerentes às questões do nosso tempo.
Qual é, por exemplo, a nossa resposta ao aborto, ao divórcio, a eutanásia, a exclusão social, a exploração do homem pelo homem, a depressão, a politicagem secular e religiosa? Cabe-nos preparar os obreiros de Deus para possuírem capacidade de reflexão própria e não para recitarem as ladainhas das teologias pré-fabricadas.

Assim sendo, cumpre-nos a solene tarefa, como educandos, educadores e pastores, de mantendo viva a chama da verdade, treinar pastores segundo o coração de Deus, que atendam aos anseios humanos. Que para isso, Deus nos ajude.

Pr. Wagno Alves Bragança

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Campanha Nacional de Evangelização de Crianças













A Junta de Missões Nacionais e a União Feminina Missionária Batista do Brasil lançou a Campanha Nacional de Evangelização das Crianças: Crianças para Jesus.
Uma oficina será oferecida por ocasião do Congresso Desperta pelo Brasil no final de semana de 16 e 17 de outubro nas dependências da Igreja Batista do Barro Preto em Belo Horizonte. Mais informações na matéria postada em 12 de Outubro.

Você que é lider de criança não pode perder essa oportunidade para se capacitar e enganjar sua igreja na campanha.

(Para ver o efeito gif, clique sobre a imagem)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Congresso desperta pelo Brasil

Este é um congresso missionário que acontecerá na Igreja Batista do Barro Preto- BH nos dias 16, 17 e 18 de outubro 2009.
-Sexta-feira: 20h Abertura e Congresso Infantil
-Sábado: 9h às 17h Oficina e Congresso Infantil
-Domingo: 10he10 – Encerramento
Oficinas:
1. Impacto Missionário
2. Vocação Missionária
3. Igreja Multiplicadora
4. Crianças para Jesus
5. Ação Social
6. Surdos
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas diretamente na secretaria da IBBP, por

 Site:

domingo, 11 de outubro de 2009

Direitos da criança


-Toda criança tem o direito de ser apresentada a Jesus e ter uma experiência pessoal de salvação, “porque todos pecaram e estão separados de Deus” Romanos 3.23.

-Toda criança tem o direito de ser discipulada após sua experiência de salvação em Jesus, porque é desejo de Deus... “que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. Efésios3.13.

-Toda criança tem o direito de receber o ensino bíblico em sua linguagem, de forma divertida, segura, e relevante.

-Toda criança tem o direito de ser amada e respeitada como ser humano.

-Toda criança tem o direito de ter professores que saibam demonstrar amor adequadamente através do contato físico, da atenção concentrada, da qualidade de tempo....

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Três atitudes em relação às crianças













O evangelista Marcos no capítulo 10 versículos 13 a 16 assim narra um encontro que Jesus teve com alguns pais e suas crianças: “Alguns traziam crianças a Jesus para que ele tocasse nelas, mas os discípulos os repreendiam. Quando Jesus viu isso, ficou indignado e lhes disse: ‘Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas. Digo-lhes a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele’. Em seguida tomou as crianças nos braços, impôs-lhes as mãos e as abençoou.
Exemplos como o de Sara, Rebeca, Raquel e Ana, mulheres da Bíblia, que não podiam ser mães, nos mostram a grande importância que os filhos tinham para os casais do povo de Israel. As crianças eram para eles um tesouro precioso de Deus e a falta de filhos era motivo de grande tristeza para o casal e até de desgraça para a mulher.
Nessa semana chamada semana da criança e do professor, proponho uma reflexão sobre três atitudes em relação as crianças apresentadas neste texto.

1º- ATITUDE DOS PAIS- Busca da bênção- “Bênção é o desejo expresso através de palavras proferidas, às vezes acompanhadas de alguma ação” (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia). Por ela Jacó trapaceou seu irmão se fazendo passar por ele, e recebeu a bênção do pai que por direito pertencia ao filho mais velho Esaú. Mais tarde o mesmo Jacó, em luta com o Anjo do Senhor, mesmo tendo sido ferido na perna, não parou de lutar enquanto não foi por ele abençoado. Por causa dessa luta Deus mudou seu nome para Israel com a seguinte explicação: “porque você lutou com Deus e com homens e venceu”. Por último já na velhice Jacó ou Israel reuniu seus filhos e netos e proferiu a cada um as palavras abençoadoras. (Genesis 49.1-33). Visto que a nação hebréia se multiplicou a partir da linhagem de Jacó o nome Israel veio a significar a nação inteira.
Ser abençoado era algo de grande importância para os Israelitas. Fazia parte da cultura que as crianças pedissem a bênção aos pais e os discípulos aos mestres. De acordo com o autor do comentário expositivo Warren W. Wiersbe era costume também os pais levarem os filhos para serem abençoados pelos rabinos. E um dia alguns levaram suas crianças até Jesus para que ele as tocasse e as abençoasse.

Lições e aplicações
Os pais citados no texto levaram seus filhos para receber a bênção do Deus Filho. Aquele que recebeu do Deus Pai toda autoridade para abençoar.
A atitude dos pais cristãos de hoje não deve ser diferente. Somos o Israel espiritual. E buscamos a bênção de Deus para nossos filhos, desde o ventre. Ao nascer os apresentamos a Deus no lar e na igreja. E ao longo dos anos de crescimento os pais são convocados a ensinar os filhos “no caminho em que devem andar” Pv. 22.6, que inclui uma série de tarefas como: Explicar-lhes o plano de salvação e quem é Jesus, para que tenham oportunidade de um encontro com ele como seu Salvador; viver a vida de Cristo a cada momento, ensinando a criança a amar a Jesus através da comunhão com ele, pela oração e estudo da Bíblia. Isso é muito mais do que orar às refeições, ler a Bíblia de vez em quando e levá-los à igreja aos domingos. Criar os filhos no caminho do Senhor é um ministério realizado pelos pais aos filhos.

2º- ATITUDE DOS DISCÍPULOS- impedimento- Os discípulos tentaram impedir que as crianças chegassem até onde estava Jesus. É certo que em algumas ocasiões grandes multidões se aglomeravam ao redor dele. É até compreensível que se preocupassem com sua proteção. Parece que se preocupavam também com o excesso de trabalho a que Jesus era submetido diariamente, porque em outras ocasiões eles tiveram a mesma postura. Quando a mulher Cananéia, seguindo a Jesus implorava, que curasse sua filha, os discípulos, incomodados com seus gritos, sugeriram a Ele que a mandasse embora (Mateus 15.23). Em outra ocasião quando se viram apertados por não ter o que oferecer à multidão faminta fizeram o mesmo, sugerindo a Jesus que mandasse a multidão embora (Marcos 6.36).
Se os discípulos conheciam o costume de pais levarem filhos aos rabinos para serem abençoados, por que tentaram impedir que as crianças chegassem até Jesus? Esse fato nos causa uma certa estranheza porque era de se esperar que os discípulos soubessem que Jesus era mais que um grande rabino. Por todos os sinais que já haviam presenciado, deveriam saber que Jesus era o Filho de Deus o Messias. Que a bênção dele àquelas crianças era de grande significado para suas famílias. Mas mesmo assim tentaram impedir o encontro.

Aplicações
A obra de Jesus não foi interrompida com sua ressurreição e volta ao céu. Ela continua pelas gerações e nesta somos os seus discípulos. Infelizmente sem nenhuma intenção e às vezes até por excesso de zelo impedimos as crianças de chegar até Jesus. Como e quando isso pode acontecer?
-Quando não há para a evangelização das crianças a mesma mobilização que acontece para evangelização de adultos.
-Quando não há investimento por parte da igreja em capacitação de obreiros para o trabalho com as crianças, atitude que demonstra a idéia de que para “ficar” com as crianças qualquer pessoa serve, descaracterizando assim a importância do ministério, com professores sem visão, dons, metas, autoridade, comunicação e entusiasmo, exercendo um ministério regular.

3º- ATITUDE DE JESUS- acolhimento- Jesus ao perceber o que acontecia às crianças indignou-se com os discípulos, repreendendo-os publicamente por impedirem o acesso delas a Ele. Em seguida anunciou que as crianças eram melhores exemplos do reino do que os adultos. Uma criança é exemplo na maneira humilde de depender dos outros e pela fé aceita sua situação, confiando que os outros cuidarão dela. Diante de Deus somos como crianças indefesas, desamparadas, incapazes de nos salvar. Somos totalmente dependentes da misericórdia e da graça de Deus. O adulto que não agir humildemente na dependência da graça de Deus, e não receber o seu Reino como uma criança, de maneira nenhuma entrará nele. Após essas palavras Jesus tocou nelas e as abençoou.
Jesus usou duas maneiras de demonstrar amor citadas pelos autores CHAMPMAN, Gary, CAMPBELL, Ross. No livro As cinco linguagens do amor das crianças, São Paulo, Mundo Cristão, 1999 -- o contato físico e as palavras de afirmação. O contato físico é uma necessidade de todo ser humano. Os bebês que são tocados por beijos abraços e cuidados de forma carinhosa são mais saudáveis do que os que passam horas sozinhos no berço. Quando maiores as crianças adoram ficar no colo dos pais, andar de mãos dadas. No período escolar brincam de empurrar, dar trombadas. Quando adultos cumprimentam-se com abraços, beijos e apertos de mão. Para entender bem a necessidade do ser humano por contato físico basta observar as comemorações dos gols no futebol e dos pontos no voleibol.
Além de tocar as crianças Jesus proferiu palavras de bênçãos a elas. Todas as pessoas trazem dentro de si a necessidade de serem apreciadas e reconhecidas pelo que são.

Aplicações
As crianças de nossas igrejas precisam ser acolhidas por todos os adultos. Precisam do toque carinhoso dos cumprimentos. Precisam de elogios saudáveis, de palavras de apreciação pelo que são e afirmação pelo esforço que fazem em se comportarem bem.
Que os atos voluntários ou não da nossa parte em impedir as crianças de conhecer Jesus, diminuam cada dia e que haja um esforço consciente de todos nós em acolher todas as crianças, apresentando-lhes JESUS.