quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Paradigma 2

O autor de um texto postado no site: http://www.ucb.br/prg/comsocial/cceh/textos_paradigmas.htm faz algumas considerações interessantes sobre paradigmas. Ele afirma que talvez a maneira mais forte de definir o conceito de paradigma seja dizer que ele representa os conteúdos de uma visão de mundo, significando que as pessoas que agem de acordo com os axiomas de um paradigma estão unidas, identificadas ou simplesmente em consenso sobre uma maneira de entender, de perceber, de agir, a respeito do mundo.
Normalmente os que partilham de um determinado paradigma aceitam a descrição de mundo que lhes é oferecida sem criticar os fundamentos íntimos de tal descrição. Isto significa que o olhar deles está estruturado de maneira a perceber só uma determinada constelação de fatos e relações entre esses fatos. Qualquer coisa que não seja coerente com tal descrição passa despercebida.
Como ilustração o autor usou uma situação que os brasileiros viveram há algum tempo: o apagão. Até o apagão nosso paradigma era de que em se tratando de energia elétrica, bastávamos ligar a lâmpada, o chuveiro, e demais eletrodomésticos e resolver os problemas cotidianos sem nenhuma preocupação em saber de onde vinha a energia que usávamos, ou se poderia algum dia faltar. Nosso padrão de comportamento era usar e pagar pelo gasto.
Um dia fomos surpreendidos pelo apagão. Toda população atingida teve que flexibilizar suas ações. O apagão trouxe nova visão da realidade, novos hábitos de consumo, nova maneira de entender e perceber o mundo. A população comum passou a ver o mundo mais ou menos como os cientistas, em relação ao uso indiscriminado dos recursos naturais. Aconteceu a quebra de um paradigma.
Nem sempre damos conta dos paradigmas que orientam nossas ações. Mas somos capazes de refletir, discutir e aprender a enxergar o mundo com um olhar mais abrangente do que aquele que estamos acostumados.
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Senhorinha

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