quarta-feira, 30 de setembro de 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Educação Cristã Batista - para refletir





"Alcançaremos o lugar em que elegermos como prioridade". Minha prioridade tem sido informar e sensibilizar as igrejas batistas de Minas Gerais para que aproveitem as mulheres que são chamadas para o Ministério Educacional, que se preparam e muitas vezes exercem um ministério aquém daquele que poderiam exercer nas igrejas. As Razões são as mais diversas, uma delas é a falta de reconhecimento da vocação ministerial feminina por parte das igrejas. Muitas nem sabem que já existiu um curso de Educação Religiosa no Seminário Teológico Batista Mineiro, hoje teologia com especialização em Educação Cristã na Faculdade Batista de Minas Gerias. Falo isso por experiência própria.
Focada nessa prioridade resolvi fazer uma pesquisa sobre o ministério de Educação Cristã de algumas igrejas batistas espalhadas pelo Brasil. Abri o site de 13 igrejas. Esse foi o resultado:

PIB de Curitiba- Coordenado por um pastor
IB Memorial da Tijuca- Eliseu de Araújo
2ª IB de Campos- Tânia Lobo
IB em Mata da Praia- Julia Castro de Morais
PIB Duque de Caxias- Adriana Pires
IB em Marra do Imbuí- Claudia
IB em Vila das Belezas- Maria Ribeiro de Melo
2ª IB de Campo Grande- Laudiceia Cordeiro
IB N. Filadélfia -Adriana Machado
Liberdade. SP- Pr. Walmir Vargas
IBBarro Preto BH- Miriam Lemos
PIB de São Paulo- Célia Gomes
3ª de Marília- Márcia Rezende

Igrejas pesquisadas- 13
Mulheres na direção da Educação Cristã- 10
Homens na direção da Educação Cristã- 3
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

domingo, 27 de setembro de 2009

A verdadeira riqueza




“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” (Ap 3.20).


Esta palavra que muitas vezes é citada por muitos crentes, como convite para os não crentes, na verdade foi dirigida originalmente a uma Igreja, ou seja, um grupo de pessoas que se reuniam regularmente para prestar culto, na cidade da Província Romana da Ásia chamada de Laodicéia.
Porque Cristo estaria à porta de uma igreja, batendo e condicionando a sua entrada a que ouvissem sua voz e abrissem a porta? No caso de Laodicéia, uma das sete igrejas destinatárias das cartas do Apocalipse, isto estava acontecendo porque há muito as características da cidade haviam se mesclado com as da Igreja ao ponto de já não ser mais possível distinguir quem era uma e outra.
A cidade de Laodicéia era um grande centro financeiro, uma das cidades mais ricas do mundo de então. Sua riqueza era tanta que quando no ano 61 d.C., a região foi devastada por um terremoto, seus cidadãos reconstruíram-na com seus próprios recursos e dispensaram qualquer ajuda do Império. Confundindo essa prosperidade material com a própria situação, a Igreja laodicense achava que podia dizer - “estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma.” (v.17).
Laodicéia era também um grande centro da indústria do vestuário. Orgulhava-se principalmente pela fabricação de uma espécie de manto de lã violeta chamado trimita, que era tão importante na sua economia que às vezes a cidade era chamada de Trimitaria.
A cidade era ainda um centro médico de grande projeção. Lá fabricava-se um colírio para os olhos que depois era exportado para os mais diversos rincões do Império Romano.
Pois bem, é a esta Igreja que se confundia com cidade em que estava localizada e que por isso mesmo se pensava próspera pelo seu ouro, pelos seus vestidos e pelos seus recursos médicos que Cristo vai dizer: “nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.” (v.17). Em outras palavras a riqueza material, a ostentação e a idéia da autossuficiência haviam levado Cristo a afastar-se da Igreja.
Laodicéia tornara-se igreja morna, repugnante, antropocêntrica (v.16). Seus bens materiais, longe de levá-la a uma aproximação com o Senhor, faziam-na cada vez mais distante desta realidade. Não será esta a verdade da vida de tanta gente hoje? Quantas pessoas, igrejas e famílias não estão permitindo que sentimentos de soberba e poder afastem-nas de Deus?
Como em Laodicéia, Cristo está à porta e bate, Ele não desiste de nós. Quando abrirmos as portas, a promessa é maravilhosa “entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” (v.20). Isso já aqui neste mundo, porém o melhor ainda está reservado para a eternidade: “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.” (v.21).

Pr. Ailton Sudário

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Paradigma 4

Com a pregação da graça divina e suficiência de Cristo para a salvação, sem a necessidade da observância das leis mosaicas e boas obras, Paulo quebrou um paradigma reinante entre alguns judeus seguidores de Cristo.
Além desse, outro precisou ser quebrado: o paradigma do apostolado. Jesus em seu ministério aqui na terra, escolheu entre os seus discípulos, doze homens para serem apóstolos: "alguém enviado com uma missão". Posteriormente, o fato de ter testemunhado a ressurreição de Jesus se tornou um requisito para o apostolado. Os inimigos de Paulo acusavam-no de não ser um genuíno Apóstolo de Cristo por não participar do grupo dos primeiros apóstolos.
No capítulo 1 da Carta aos Gálatas a partir do versículo 11 Paulo discorre sobre a defesa de seu apostolado. Fala de seu zelo com as tradições dos seus antepassados, originando sua perseguição violenta à igreja de Cristo para destruí-la. Fala de seu encontro com Cristo e chamado para a pregação aos gentios. Uma autoridade recebida do próprio Deus através do encontro com Jesus e revelação no período de 14 anos. Período esse de preparação para o ministério.
Esse assunto merece uma reflexão profunda, pois é certo que dois mil anos depois, alguns paradigmas ainda precisam ser quebrados em relação ao chamado para o ministério cristão.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Paradigma 3

A carta de Paulo aos Gálatas é uma declaração da independência cristã e quebra de paradigmas, por isso um documento revolucionário. Os judeus religiosos pregavam nas sinagogas mensagens que apresentavam Deus como um juiz severo, e que para escaparem de sua vingança as pessoas deveriam esforçar-se para observarem perfeitamente a lei mosaica. Paulo aparece com a mensagem da graça, que conduz as pessoas de volta a Deus, tendo o Espírito Santo como guia e Jesus Cristo como Salvador. No lugar da lei ele apresenta a graça de Deus e suficiência de Cristo, dando liberdade aos estrangeiros que se convertiam ao evangelho de Cristo, sobre os ritos judaicos como a circuncisão.
Por causa da quebra desse paradigma foi acusado por alguns judeus de querer destruir as obras de Moisés. Foi considerado herege e perdeu a própria liberdade de ir e vir. Mas o paradigma foi quebrado. O primeiro concílio universal da Igreja Cristã realizado em Jerusalém e registrado em Atos 15, pronunciou-se em favor de suas ideias de liberdade Cristã.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Paradigma 2

O autor de um texto postado no site: http://www.ucb.br/prg/comsocial/cceh/textos_paradigmas.htm faz algumas considerações interessantes sobre paradigmas. Ele afirma que talvez a maneira mais forte de definir o conceito de paradigma seja dizer que ele representa os conteúdos de uma visão de mundo, significando que as pessoas que agem de acordo com os axiomas de um paradigma estão unidas, identificadas ou simplesmente em consenso sobre uma maneira de entender, de perceber, de agir, a respeito do mundo.
Normalmente os que partilham de um determinado paradigma aceitam a descrição de mundo que lhes é oferecida sem criticar os fundamentos íntimos de tal descrição. Isto significa que o olhar deles está estruturado de maneira a perceber só uma determinada constelação de fatos e relações entre esses fatos. Qualquer coisa que não seja coerente com tal descrição passa despercebida.
Como ilustração o autor usou uma situação que os brasileiros viveram há algum tempo: o apagão. Até o apagão nosso paradigma era de que em se tratando de energia elétrica, bastávamos ligar a lâmpada, o chuveiro, e demais eletrodomésticos e resolver os problemas cotidianos sem nenhuma preocupação em saber de onde vinha a energia que usávamos, ou se poderia algum dia faltar. Nosso padrão de comportamento era usar e pagar pelo gasto.
Um dia fomos surpreendidos pelo apagão. Toda população atingida teve que flexibilizar suas ações. O apagão trouxe nova visão da realidade, novos hábitos de consumo, nova maneira de entender e perceber o mundo. A população comum passou a ver o mundo mais ou menos como os cientistas, em relação ao uso indiscriminado dos recursos naturais. Aconteceu a quebra de um paradigma.
Nem sempre damos conta dos paradigmas que orientam nossas ações. Mas somos capazes de refletir, discutir e aprender a enxergar o mundo com um olhar mais abrangente do que aquele que estamos acostumados.
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Senhorinha

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Paradigma 1

Encontrei neste site http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20060818120125AAcYUVe essa interessante história exemplificando como nasce um paradigma.

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o enchiam de pancada. Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram.
Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."

ORAÇÃO PELOS JOVENS
Oro pela restauração dos que estão desanimados, dentro e fora das igrejas evangélicas. Para que sejam sensíveis ao toque do Espírito Santo. (adaptação: ministério Desperta Débora)

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domingo, 20 de setembro de 2009

Virtudes do Caráter Cristão- Alegria

A alegria é um estado de bem estar com Deus e com a vida, independente das circunstâncias. Segundo Provérbios 15.13 é uma qualidade da alma, que procede do interior e afeta o exterior: "o coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate”. O apóstolo Paulo desafia os cristãos à prática constante da virtude da alegria em Filipenses 4.4 “alegrai-vos sempre no Senhor”.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Estamos jogando nossas sementes







"Um homem ia todos os dias de ônibus para o trabalho. No ponto seguinte ao seu, entrava uma senhora idosa, que se sentava junto à janela, tirava da bolsa um pacotinho e passava todo o tempo do percurso jogando algo pela janela. Um dia já não agüentando mais de curiosidade o homem quis saber o que a senhora jogava lá fora.
__ Jogo sementes meu filho! respondeu a boa senhora.
__ Sementes? Sementes de quê? indagou o homem.
__ De flores! respondeu ela com um sorriso no rosto.
__ De flores? No asfalto? foi a exclamação!
__ Algumas sempre caem entre a vegetação da beira da estrada – respondeu a senhora com a convicção de quem sabe o que diz.
__ Mesmo assim, não tem quem as regue, argumentou o homem.
__ Não precisa regar, qualquer dia chove e elas nascem. Concluiu a boa senhora.

Naquele dia o homem desceu certo de que aquela senhora já estava senil.
Um bom tempo se passou sem que o homem visse novamente a senhora no ônibus. Curioso perguntou ao trocador o que lhe tinha acontecido.
__ Ah! A senhora das sementes? Morreu.

Um dia, porém, depois de uma chuva, o homem teve uma feliz surpresa ao olhar para a vegetação à beira da estrada: estava coberta de flores. Flores de várias cores e espécies. E ele viajou em pensamentos:
__ Não é que as sementes brotaram mesmo?! Mas de que adiantou? Ela nem está mais aqui para apreciá-las?
Nesse momento ouviu risos e vozes de uma garotinha que estava assentada no banco da frente:
__ Olha papai quantas flores! Qual o nome delas?
Então aquele homem compreendeu a importância da atitude daquela mulher.

No outro dia ele sentou-se junto à janela, tirou da pasta um pacotinho e começou a jogar suas sementes".

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A menina que virou rainha



O jovem casal, Otávio e Ermita, mais conhecida como Nega, esperava a chegada do bebê. Eles ainda não sabiam, mas era uma menina. E sendo menina recebeu o nome bíblico Marta. Otávio e Nega moravam em uma fazenda em Humaitá, interior de Minas Gerais e eram pessoas preocupadas com a salvação dos seus amigos, por isso não perdiam nenhuma oportunidade de lhes falar do amor de Deus.
Os nove meses se passaram e o grande dia chegou: seis de Abril de mil novecentos e trinta e nove. Todos ficaram encantados com a menininha. Ela era linda!
Marta cresceu simples, humilde, obediente a seus pais e temente a Deus. Era menina esperta e inteligente. Com três anos de idade já sabia as letras do alfabeto ensinadas por sua mãe. Além de ensiná-Ia a ler em casa, a jovem mãe ensinou-lhe também a oração do Pai Nosso e uma outra, bem pequena para ser dirigida a Deus antes de dormir. Todos os dias ao deitar, a menina orava assim: Amém”!
Marta não só orava em casa no culto doméstico, na hora de comer e dormir. Ela também, com quatro anos, já cantava corinhos nos cultos que aconteciam na congregação construída no terreno da fazenda. Com seis anos entendeu que precisava ser salva e aceitou a Jesus como seu Salvador e aos sete foi batizada no rio que passava perto de sua casa. Muitos achavam que ela não sabia o que estava fazendo. Mas ela provou a todos que sabia sim! Na sua profissão de fé respondeu todas as perguntas feitas pelo pastor, reafirmando que já havia aceitado a Jesus como seu Salvador. Assim sendo, no dia cinco de outubro de mil novecentos e quarenta e seis a pequena menina de sete anos descia às águas do batismo, para testemunho e cumprimento da ordem de Cristo. Foi eleita, no ano seguinte, professora de crianças na Escola Bíblica Dominical e presidente da então Sociedade de Crianças, hoje, Amigos de Missões, organização missionária da União Feminina Missionária Batista. Como era muito pequena, uma cadeira era colocada atrás da mesa onde a menina subia para dirigir as reuniões.
Mas a vida da menina Marta não foi só alegria não! Pelo menos em duas ocasiões passou por momentos de profunda dor e tristeza. A primeira ocasião foi aos oito anos. Era costume na fazenda o uso de vassouras cortadas de uma planta específica para a limpeza da casa e do quintal. Marta foi até ao pasto cortar uma dessas vassouras para sua mãe. Quando de repente, sentiu uma dor intensa no seu pé direito. Imediatamente saiu correndo para ver o que era. O sangue escorria, a dor apertava, a visão escurecia. Não havia dúvida, era mordida de cobra. Foram dias difíceis não só para Marta, mas também para seus pais, tios e avós. Naquela época não existia, por lá, remédio de farmácia que curasse veneno de cobra. Mas Deus em sua infinita generosidade trouxe a cura através dos remédios caseiros preparados com cuidado e sabedoria pela família. A segunda ocasião de sofrimento na vida de Marta foi logo após sua melhora da mordida da cobra. Seu avô Diógenes era caçador de paca, possuindo oito cães bem treinados. Um dia a menina foi até a casa do avô levar um recado de seu pai. Na sua ingenuidade chegou sem dar sinal e foi atacada pelos cães. Caída no chão levou uma mordida profunda na perna. O sangue jorrava, a menina gritava e os cães agiam como se ela fosse uma presa. Iniciava um novo processo de cura. Sua mãe colocou todo tipo de remédio caseiro que as pessoas ensinaram. A menina quase morreu. Mas Deus novamente foi generoso com ela. Depois de muita luta e medo ela ficou boa.
A vida de Marta na fazenda, tirando as mordidas que levou, era maravilhosa. Havia espaço para brincar e fartura. Uma parte do terreno era ocupada por pastos para gado de corte e vacas leiteiras. Outra parte era ocupada pelas lavouras de café, arroz, milho, feijão e cana, para produção de rapadura. O restante era ocupado por uma mata para proteção da água. Marta participava ativamente das tarefas diárias. No tempo da moagem da cana, tocava os bois no engenho e nas outras ocasiões ajudava a levar a comida para os trabalhadores na roça.
Aos doze anos foi colocada em um curso para aprender a costurar. A alegria da menina era visível e ela começou a fazer todos os tipos de vestimentas. O rumo de sua vida estava mudando e em breve mudaria ainda mais. Seu pai queria que estudasse. Sendo assim, saiu da fazenda e foi morar na casa de uma tia, irmã de sua mãe em Aimorés. Lá foi matriculada na então terceira série no Colégio Pan-Americano. Foi um ano difícil. Sem ter freqüentado nenhuma escola, o que havia aprendido com sua mãe não lhe dava base para aquisição de novos conhecimentos. Além disso, sua tia era muito brava o que a impedia de dedicar-se aos estudos como deveria. Mesmo assim foi vitoriosa. No final do ano foi aprovada com a nota mínima.
No ano seguinte Marta foi morar em casa de outra tia, desta vez irmã de seu pai, que muito contribuiu para seu rendimento escolar. De aluna mais atrasada passou a mais adiantada da sala, não passando mais nenhuma vergonha por causa de notas baixas.
Surpresas maiores estavam por vir. Existia na época um concurso no colégio para escolha da rainha dos estudantes. Fazia-se uma seleção de três meninas e ganhava quem vendesse mais votos. Era o ano de mil novecentos e cinqüenta e cinco. Marta e mais duas colegas foram escolhidas como candidatas. O resultado da apuração dos votos era dado em um programa da rádio Aimorés. A expectativa era grande. Após o encerramento da campanha e contagem dos votos, o pai de uma das suas colegas inconformado com a derrota de sua filha fez uma proposta desonesta ao diretor do colégio: daria mais quinhentos cruzeiros, moeda da época, para que sua filha fossa a rainha daquele ano. Mas o diretor agiu com honestidade, não aceitou o suborno.
O dia do resultado chegou. Marta sentia o coração apertado. Ligou o rádio. O locutor com sua voz impostada começava a dar a notícia: “E agora vejamos o resultado do concurso de rainha dos estudantes do Colégio Pan-Americano... saiu com a vitória... a aluna... Marta Maria de Jesus.
A menina caiu de joelhos em agradecimento a Deus por tamanha alegria Agora era só se preparar para a festa de coroação, que aconteceu no dia seis de dezembro de mil novecentos e cinqüenta e cinco. Marta parecia uma estrela entre as duas princesas, com sua faixa de letras douradas e seu lindo relógio de ouro, prêmio pela vitória. Aquela foi a festa mais maravilhosa de toda sua vida. Ela estava linda! No Seu rosto refletia a alegria e a gratidão a Deus que emanava do seu interior, porque “o coração alegre aformoseia o rosto”.
Aos dezenove anos Marta se casou. Teve seis filhos saudáveis. Foi professora até sua aposentadoria, exercendo também o silencioso ministério da intercessão.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Material Didático de qualidade

Você que é educador cristão, confira:
http://www.editoracristaevangelica.com.br/

A volta de Samuel

Samuel é um garoto de 8 anos de idade e mora em Belo Horizonte capital de Minas Gerais. É educado, gentil e simpático. Sua mãe trabalha há quase treze anos na casa da irmã Alzira Neves e já faz parte da família.

Com mais ou menos seis anos Samuel começou a freqüentar a Igreja Batista Central no Palmeiras levado por Alzira e os demais membros de sua família. Ele passou a amar a igreja e um dia levou sua priminha ao culto das crianças. Chegou de mão dada com a menina apresentou-a a irmã que estava na recepção e seguiu ao seu lado até o primeiro banco, deixando os líderes emocionados.

Nessa época Samuel já havia aprendido a orar e começou a chamar a igreja de “minha igreja”. Isso preocupou um pouco sua mãe Rosimar pois, também não queria mais participar da missa. Diante dessa situação sua mãe decidiu proibi-lo de participar assiduamente dos cultos. Ele só poderia ir à igreja nos dias de festa.

Quase um ano se passou. Um dia Rosimar chamou Alzira e pediu-lhe que tomasse a responsabilidade de levar Samuel novamente para a igreja, pois seu comportamento já não estava tão bom.

Alzira assumiu por completo o compromisso. E hoje Samuel participa da Escola Bíblica Dominical, Cultos e coro infantil – Coralito. Alzira participa das reuniões de pais e líderes do Departamento Infantil, ajuda-o nas atividades devocionais propostas pela Escola Bíblica Dominical durante a semana e acompanha o menino quando o Coralito canta em outra igreja, pois Samuel só tem permissão de sua mãe para sair se Alzira for junto.

E assim Samuel, que recebeu de seus pais o ensino da gentileza, da cortesia e da boa educação, está conhecendo um pouco mais de Cristo e dos valores do caráter cristão.

Graças à sensibilidade de sua mãe Rosimar em perceber a mudança que Jesus Cristo fez na vida de seu filho, a responsabilidade de Alzira de se tornar a mãe espiritual de Samuel e a dedicação dos professores da igreja de ensinar os mandamentos de Jesus Cristo, Samuel tem aprendido as verdades bíblicas e dado um bom testemunho. Tem ensinado várias lições aos seus pais como: orar às refeições, falar sempre a verdade, e somente palavras boas que edificam.

Recentemente Samuel ganhou um irmãozinho, o Rafael. Ele já expressou seu desejo em relação ao irmão:
__ “Alzira, se Deus quiser, quando o Rafael crescer um pouquinho mais vamos levá-lo à igreja também.

Que Deus continue abençoando a vida de Samuel e seus familiares, a vida de Alzira e de todos os líderes do Departamento Infantil da Igreja Batista Central no Palmeiras, pois cada um, de acordo com sua chamada, tem cumprido sua missão diante de Deus
.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Boas notícias do Triângulo

A Congregação Batista do bairro Pacaembu em Uberlândia está completando dois anos. O trabalho teve início em uma garagem na casa da família do Pr. José Marcelo, com apoio da Igreja Batista Filadélfia de Uberlândia, onde funcionou durante o primeiro ano. Hoje funciona em um local maior, pois o crescimento é uma realidade na vida dos irmãos.
Pr. José Marcelo Parte do G. de Louvor Coreografia Auditório

Desenho de personagens












Características históricas da região - O Triângulo nunca foi somente mineiro. Foi primeiro paulista e depois goiano. Pertenceu a São Paulo juntamente com Goiás até 1748, ano em que Goiás se emancipou. A região do Triângulo era chamada de “Sertão da farinha podre” e passou a pertencer a Goiás.
Em 1816 D. João VI anexou o território a Minas.
É uma região rica e produtora, cuja formação deu-se de forma diferenciada do restante do estado de Minas Gerais.

Características ideológicas- A questão da separação ou emancipação do Triângulo é um aspecto importante para se entender sua ideologia burguesa.

Objetivo - Os personagens foram criados para fortalecer o sentimento mineiro dos batistas, para ilustrar histórias, informar e promover a atuação das igrejas batistas do Triângulo e Alto Paranaíba.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Nasceram os gêmeos

As mães conhecem bem a singularidade do período da gestação. No início o desconforto da adaptação do corpo à inserção do ser, até então, desconhecido. Suas expectativas giram em torno da modificação corporal com o volume da barriga, as novas roupas, a volta do sabor dos alimentos depois do período dos enjoos. Passado o tempo da adaptação e acomodação, nova etapa se apresenta com novas expectativas, novo desconforto. Já não se dorme tão bem, devido ao barrigão e falta de posição adequada. Atrelado a esse fator, as interrogações são constantes no que diz respeito a saúde do bebê. A ansiedade de pegá-lo no colo dar-lhe o peito vê-lo se desenvolver com o leite produzido pelo corpo e armazenado nessa parte linda, romântica e ao mesmo tempo prática, que é o seio. E nesse turbilhão de sentimentos e sonolência insaciável a gestante vive seus últimos dias de gravidez. Até que nasce!
Já ouvi por várias vezes artistas, falando de suas obras de arte como filhos. Por não viver o processo nunca dei muita atenção ao fato. Mas hoje, depois de um longo tempo de espera e procura encontrei um bom curso de desenho, e como uma boa grávida perdi o sono em duas noites. A primeira pelo desconforto e insegurança, temendo não ser competente o bastante para ajudar o personagem nascer. A segunda, pela alegria do nascimento. Valeu o longo tempo de espera e sonho. Em 09/09/2009 nasceram os gêmeos Gule e Biba. Gule para representar a região do Triângulo Mineiro e Biba para representar o Alto Paranaíba. Depois que a certidão de nascimento for lavrada serão apresentados a todos os leitores do blog. Enquanto isso, estarei ajudando-os a encontrar suas posições, atitudes e posturas dentro do universo dos desenhos.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Amor ao ensino IV
















Trago hoje mais uma história de amor ao ensino narrada no livro Ensinando Para Transformar Vidas.
Quando pastor em uma das igrejas em Dalas, Howard Hendrix deparou com uma situação difícil de ser resolvida. A igreja precisava de um professor para a classe de adolescentes. Na lista de prováveis professores só havia um nome. E em sua opinião aquele rapaz era o mais improvável professor que existia para o cargo. Para sua surpresa o rapaz assumiu a classe e revolucionou-a. Impressionado com o sucesso o pastor convidou o rapaz para um almoço e durante a refeição pediu-lhe que lhe revelasse o segredo. O rapaz enfiou a mão no bolso e tirou uma cadernetinha. Em cada página tinha o nome de um aluno com anotações tais como: “quer ser missionário, mas não se acha capaz”, “os pais não querem que participe das reuniões da igreja”, “tem problema com matemática”, etc.etc. Acrescentando as informações o rapaz respondeu ao seu pastor:
__Oro por eles todos os dias, página a página. E no domingo não vejo a hora de ir à igreja e ver o que Deus realizou na vida de cada um
. Isso é conhecer os liderados.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Desafio para os cristãos

Veja, reflita, divulgue e encare o desafio!

Amor ao ensino III



  









O livro Ensinando Para Transformar Vidas de Howard Hendrix está recheado de histórias de pessoas apaixonadas pelo ensino e por isso grandemente usadas por Deus para a transformação de vidas através da educação cristã. Esta é mais uma da tantas que Hendrix narrou: Era uma senhora de 86 anos, a professora mais fantástica que ele conheceu. A última vez que a viu estava em uma festinha social dessas muito sem graça em que todos ficam quietos e “espirituais”. De repente ela entrou e toda entusiasmada lhe dirigiu a palavra:
__Olá Hendrix, não o vejo há muito tempo. Cite-me os cinco melhores livros que você leu no ano passado.
Aquela mulher tinha o talento de modificar a dinâmica de um grupo. E seu lema era: “não vamos aborrecer uns aos outros; vamos conversar seriamente, e se não tivermos assunto para uma conversa séria vamos arrumar uma boa discussão.”
Na última viagem que ela fez à terra santa, aos 83 anos foi como guia de um grupo de jogadores de futebol americano. À frente deles bradava:
__Em frente rapazes!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Amor ao ensino II

















Esta historia é contada por Howard Hendrix em seu livro Ensinando Para transformar Vidas.
Estava acontecendo um congresso de Escolas Bíblicas Dominicais na Igreja Memorial Moody, em Chicago. No horário do almoço Howard e mais dois preletores foram a uma lanchonete. Estando eles em uma mesa para quatro pessoas viu uma senhora idosa com a pasta do congresso sozinha e convidaram-na para acompanhá-los. Durante a conversa souberam que tinha 83 anos e lecionava para uma classe de garotos de 12 a 14 anos. Tinha 13 alunos, e um total de matriculados na escola de 65 pessoas. Curioso com a disposição da velha senhora, Howard perguntou-lhe por que havia viajado a noite toda de ônibus para participar de um congresso de Escola Bíblica Dominical. A resposta veio da ponta da língua:
__ Para aprender mais e melhorar meu ensino.
84 ex-alunos daquela senhora se integraram no serviço cristão de tempo integral. 20 deles foram alunos de Howard Hendrix no Seminário onde lecionava.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Amor ao ensino I


Adaptado do livro Ensinando Para Transformar Vidas de Howard Hendrix.
Howard Hendridrix era um garoto filho de pais separados, que morava em um bairro da Filadélfia, considerado um dos mais resistentes ao evangelho. Dizia-se que era impossível organizar uma igreja evangélica ali. Mas mesmo assim um grupo de crentes comprou uma casa e abriu uma igreja. Entre os irmãos estava o Sr Walt, homem simples que havia estudado apenas até o sétimo ano. Certo dia o Sr. Walt chegou para o diretor da Escola Bíblica Dominical, demonstrando interesse em ensinar uma classe. A resposta foi que no momento não havia nenhuma classe disponível. Para se livrar da insistência de Walt o diretor da EBD disse-lhe que poderia ter sua própria classe se saísse pelo bairro e encontrasse os alunos. Todos os que ele conseguisse seriam seus alunos.
Walt saiu pelo bairro e ao encontrar o primeiro garoto jogando bolinha de gude na calçada, lhe perguntou se gostaria de ir a uma Escola Bíblica Dominical. Esse garoto era Howard Hendrix que se portou de forma indiferente ao convite. Se tinha o nome de “escola” certamente não era coisa boa. Vendo a indiferença do garoto Walt propôs um joguinho. Depois de alguns minutos de jogo, apesar de ter perdido todas as partidas, Howard era capaz de seguir aquele homem onde ele o levasse.
Walt conseguiu reunir treze garotos para sua classe de Escola Bíblica Dominical. Nove deles eram filhos de pais separados. E quando cresceram onze deles se engajaram no serviço cristão de tempo integral. Walt não era o homem mais inteligente do mundo mas era sincero. Do que dizia não permaneceram muitas lembranças por parte dos seus alunos, mas da sua pessoa, dos longos passeios juntos, do que ele era, todos se lembram porque ele os amou mais que seus próprios pais.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

FOLDER- O EDUCADOR CRISTÃO


Este é o folder criado pela Convenção Batista Mineira através do Comitê do Crescimento Cristão para divulgação da Educação Cristã Batista Mineira e valorização do Educador Cristão como um ministro auxiliar do Pastor no ministério educacional das igrejas.

Quem é o Educador Cristão?
De acordo com as "Atribuições do Educador Religioso", produzido pela AERBB, (Associação dos Educadores Religiosos Batistas do Brasil) o Educador Cristão é uma pessoa vocacionada por Deus e confirmada pela igreja para atuar especialmente no ministério, na área de Educação Religiosa, preferencialmente com formação em Educação Religiosa e/ou Teologia com habilitação em Educação Religiosa".

Qualificações pessoais do Educador Cristão
__Ter vocação
__Ter personalidade firme
__Ser digno de confiança
__Ter otimismo e entusiasmo
__Gostar de gente.

Responsabilidades do Educador Cristão para consigo mesmo
__Desenvolver um profundo relacionamento com Deus
__Cultivar o bom relacionamento familiar
__Manter uma autoimagem positiva
__Manter um bom relacionamento entre liderados, pastor e demais líderes
__Definir sua filosofia de educação
__Manter-se constantemente atualizado frente às tendências educacionais
__Definir suas bases Teológicas.

Atribuições gerais do Educador Cristão
__Ser responsável diante da igreja e do pastor pela área de educação cristã, orientando no planejamento, realização e avaliação de um programa compreensivo de educação;
__Contribuir, atuando, para alcançar os objetivos da igreja;
__Servir como coordenador da estrutura educacional da igreja para que haja coesão no planejamento e execução , buscando unidade para evitar conflitos e duplicação de esforços;
__Criar entre os membros da igreja uma consciência de importância dos diferentes ministérios, levando-os a um envolvimento pessoal e responsável;
__Planejar e realizar projetos de capacitação dos membros da igreja;
__Trabalhar , com o pastor e outros líderes da igreja, no sentido de descobrir potencial de liderança;
__Participar do planejamento geral da igreja.

Atribuições específicas do Educador Cristão

__Fazer sondagem de necessidades da igreja para fins educacionais;
__Registrar e manter organizada toda a documentação concernente a área de Educação Cristã;
__Analisar, avaliar e recomendar a aquisição de equipamento e material pedagógico;
__Responsabilizar-se pela pesquisa e seleção do currículo de ensino;
__Supervisionar de forma geral a atuação dos professores e líderes da área de Educação Cristã;
__Promover a formação de professores através de um programa sistemático de aperfeiçoamento;
__Promover encontros periódicos individual e/ou coletivos com seus liderados para avaliação e/ou redirecionamento do trabalho;
__Contemplar no programa de Educação Cristã as ênfases dos planos de integração e expansão da Igreja;
__Avaliar periodicamente a coerência entre prática educacional e filosofia adotada;
__trabalhar em equipe nas diversas etapas de sua atuação como Educador Cristão.

Responsabilidade da Igreja para como o Educador Cristão

__Dar estrutura ao Educador Cristão para realizar seu trabalho;
__Caso a Igreja possa ter esse profissional: providenciar concílio se o Educador não é ministro de Educação cristã.
__Destinar remuneração ou gratificação financeira para o Educador Cristão.

"Através do trabalho de
Educação Cristã estruturado,
a Igreja de Cristo é capaz
de ampliar a sua atuação
neste mundo"