domingo, 6 de dezembro de 2009

NOVOS CAMINHOS PARA A EDUCAÇÃO CRISTÃ - Patinho feio x lindo cisne















Este é o título do livro de Júlio Zabatiero publicado pela Editora Hagnos. Seu propósito é oferecer possibilidades de discussão sobre a educação cristã no ambiente da igreja local. Apresenta propostas para a transformação da mentalidade educacional em diálogo com a teologia e a pedagogia da fé.
Júlio Zabatiero é doutor em teologia e professor de Bíblia na Escola Superior de Teologia em São Leopoldo. É vice- presidente da fraternidade teológica Sul-americana - Setor Brasil, e professor colaborador da Faculdade de Teologia Metodista Livre. http://www.hagnos.com.br/

Já que o autor propõe possibilidades para discussão e a educação cristã batista no ambiente da igreja local, há muito carece de reflexão crítica e discussão séria, quero aproveitar alguns tópicos do livro para lançar pontos de discussão a todos os batistas.

Zabatiero discorre em seu livro sobre os tópicos básicos da educação cristã, propondo novos caminhos porque estamos em um novo tempo. Assim ele fala dos seguintes aspectos da educação cristã: bíblicos, teológicos, pedagógicos, didáticos, programáticos e o aspecto da espiritualidade. Sendo um metodista e não um batista, o autor fala da educação cristã como ministério e de pastores, pastoras e o que ele chama de educadores “leigos” como os ministros desse ministério.

Para justificar a afirmativa do título, de que a educação cristã precisa tomar novos caminhos, ele faz um breve resumo do que foram as décadas de 80 e 90 para a educação cristã na América Latina e América do Norte, com várias publicações, uma das quais conhecemos bem: o livro de Laurence Richards –Teologia da Educação Cristã. Também afirma que naquela época a educação cristã era um ministério indispensável e relevante para a vida das comunidades eclesiais.

Passando para uma análise da primeira década do século XXI o autor afirma que vivemos tempos radicalmente diferentes, em que as igrejas cristãs não mais descrevem sua identidade a partir dos referenciais das décadas 1980 e 1990. Que hoje a preocupação gira em torno do sucesso pessoal e crescimento numérico das congregações. Que louvor, comunhão, êxtase intimista tomaram o lugar da educação cristã, limitando tanto a identidade como a missão das igrejas no âmbito do crescimento pessoal. Na sua análise, a educação cristã perdeu seu Glamour, tornando-se o “patinho feio” das atividades eclesiais. (pagina 8).

Feito esse preâmbulo, quero agora me ater a educação cristã no âmbito das igrejas batistas, principalmente em Minas Gerais, tomando como base os conhecimentos do autor e os caminhos por ele apresentados como saída para a educação cristã neste novo tempo. Ele fala de reflexão crítica, ação presente e visão. Enfim uma educação para a cidadania. Então vamos refletir sobre esses três caminhos à luz da realidade batista mineira.

Reflexão crítica- A fundação do primeiro Seminário para Educação Cristã, em 1917 foi o caminho que os batistas encontraram para a solução de um problema inédito. Apareceu no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, a professora Josefa da Silva, vindo do Amazonas para se matricular no curso de Teologia. Como o curso era destinado à formação de pastores e os batistas “ainda” não aceitavam pastoras em seu rol de ministros, criaram o SEC- Seminário de Educadoras Cristãs. Nesse momento histórico vinculou-se o ministério de educação cristã a um novo ministro- o “educador”, assim como o ministério pastoral estava ligado ao ministro “pastor. A educação cristã batista foi vinculada à mulher, visto que o SEC foi uma escola criada para formação de mulheres para a educação cristã. Mas essa vinculação foi um pouco além. Ao longo da história outra escola de Educação Cristã, para mulheres foi fundada no Rio de Janeiro -RJ e vários Seminários Estaduais aceitaram as mulheres em seus cursos de Teologia. Historicamente temos de reconhecer o avanço batista na sua tentativa de ajuda a mulher a obedecer a Deus ante sua chamada para o ministério. Centenas delas foram espalhadas pelo Brasil e pelo mundo como missionárias e mensageiras da verdade de Cristo. Muitas se casaram com pastores e desenvolvem o ministério como esposas. Existe até a Associação das Esposas de Pastores, que por sinal faz um ótimo trabalho. Se em 1917 a educação cristã batista foi vinculada à mulher, ao longo dos anos foi também ligada às missionárias e às esposas dos pastores. As educadoras não foram apresentadas e nem se apresentaram às igrejas como educadoras. Eu faço parte desse grupo. Extrapolei um pouco ao me apresentar como educadora a uma das igrejas por onde passei. Não deu certo. Já estávamos no século XXI. A educação cristã como diria Zabatiero, já havia perdido o glamour. Já era o patinho feio das atividades eclesiais. Nesse aspecto Minas seguiu a tendência. A parte do curso de Teologia com ênfase em Educação Cristã da Faculdade Batista de Minas Gerais - Belo Horizonte, a partir de então deixou de receber alunas.

Só que eu sei e vocês sabem: nas igrejas batistas em Minas a mulher educadora cristã nunca chegou ao status de “princesinha”. No nosso "conto de fada" só existe o “patinho feio”. Vivemos o conflito do “ser” e do “não ser”. “Somos” porque fomos chamadas e nos preparamos para... E “não somos” porque não nos apresentamos nem fomos apresentadas às igrejas como tal. Abrimos mão do que nos é muito precioso: a identidade. Como mulheres, somos dotadas das naturezas “ser para si” e “ser para o outro”, tese defendida pela socióloga Agenita Ameno em seu livro crítica à tolice feminina, publicado em 2001 pela editora Record. Em vez de sermos mulheres praticantes da sabedoria, prometida por Deus em Tiago 1.5 praticamos a tolice de nos anularmos como mulheres educadoras que somos, para assumir a função de esposas como se fosse nossa vocação divina. De acordo com a tese de que a mulher é um “ser para si” e “ser para o outro”, sabedoria é conciliar as duas naturezas. Anular uma ou outra é tolice. Mas tem ainda as educadoras que não se casaram com pastores, nem foram para os campos missionários, ao contrário estão nas igrejas. A situação delas não difere da nossa. Isso nos leva a crer que o problema é mais uma questão de gênero.

Assim, se como batistas estivermos dispostos a iniciar o caminho da reflexão crítica em relação a “educação cristã” e a “mulher educadora cristã”, teremos a chance de reverter sua situação de “patinho feio”, apresentada por Zabatiero na página 8 de seu livro, ajudando-a a se transformar no lindo cisne. Teremos iniciado também o novo caminho da ação presente e como resultado teremos uma boa visão do futuro da educação cristã batista bem como da mulher educadora.
Senhorinha Gervásio

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

COLÉGIO BATISTA MINEIRO e sua fundação.






Para ampliar as imagens clique duplo sobre as mesmas.

Estes são alguns dos livros que narram a história da fundação do Colégio Batista Mineiro.
A história é feita de fatos e a vida na Terra é somente uma passagem...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Educação Cristã: um desafio pastoral.



Wagno Alves Bragança


A Bíblia aponta os pastores como presentes que Deus concede a igreja cuja função seria a condução dos fieis na direção da compreensão e realização da vontade divina. (Jer.3.15, Ef. 4.11-15). Claro está que a responsabilidade pastoral é muito grande, e, para tanto, eles foram capacitados com dons especiais para o desempenho de sua missão. Sabemos que nem todos tem os mesmos dons (I Cor.12. 27-31). Entretanto, uma das exigências para o exercício pastoral é a habilidade para o ensino (I Tim. 3.2). A aptidão para o ensino, mesmo que desacompanhada do dom de ensino, é uma condição indispensável para o desempenho do ministério.

Esta foi a decisão dos apóstolos quando surgiu uma dificuldade relacional na igreja em Jerusalém. Eles, obedientes à orientação do Espírito Santo, e em consonância com a igreja, escolheram homens que embora fossem realizar uma atividade “administrativa” exigiam-se deles qualidades espirituais, visto que a obra de Deus só se realiza espiritualmente. Percebe-se neste texto, a exemplo da experiência de Moisés, a visão multiministerial concebida pelo Sumo Pastor. Deus, em sua infinita sabedoria reconhece a limitação humana e sabe perfeitamente que o trabalho em equipe (corpo de Cristo) é mais eficiente e está em consonância com o princípio da cooperação e participação mútua.

Culturalmente, as igrejas tem colocado um peso muito grande sobre os pastores e estes aceitam esta imposição, desconhecendo que Deus tem conduzido sua obra fundamentado no princípio da cooperação. A Educação Cristã tem sido uma área desafiadora na função pastoral visto que esta sobrecarga é assumida pelo pastor, mesmo a revelia daqueles que o Senhor da seara tem chamado e enviado ao campo. Se a liderança pastoral precisa ser ativa em todas as áreas, o pastor precisa se acercar de pessoas aptas e capazes para lhe auxiliar nesta difícil tarefa, distribuindo responsabilidades, como fez Moisés após dar ouvidos aos sábios conselhos de seu sogro Jetro (Ex. 18.13-26). Buscar líderes capazes para atuarem na área da educação cristã é de fundamental importância. Aliar-se aos educadores cristãos é sinal de inteligência e obediência ao senhor que tem levantado homens e mulheres com este chamado. Sob a liderança do pastor estes homens e mulheres exerceriam sua atividade na preparação de outros líderes, fortalecendo a área pedagógica da igreja, fundamentando os ensinamentos bíblicos de forma criativa e atualizada, na confecção do projeto político pedagógico da igreja e de tal forma, contribuindo para o enriquecimento de vidas que estariam melhor preparadas para o exercício de seu ministério e o desenvolvimento de seus dons, como servos daquele que nos chamou para sua maravilhosa luz.

A Educação Cristã é um desafio pastoral porque exige uma mudança paradigmática da parte dos pastores, mudando a visão de ser um executor de todas as coisas, num processo de centralização desgastante e cansativo, para o ideal cristão e visão de corpo onde cada parte realiza a sua função de forma a contribuir para o crescimento do bem comum.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

AMEAÇAS À CIDADANIA DA MULHER BATISTA


A mulher já passou por fases “curiosas” em sua história. Foi, por exemplo, impedida de conversar com homem em publico; rejeitada no nascimento pela crença de que filha não abria as portas do paraíso para o pai; obrigada a andar “empacotada” para não ser objeto do desejo masculino; proibida de usar calças compridas; impedida de votar sob a justificativa de que as obrigações domésticas dificultariam o exercício político; recusada em plano de saúde e no mercado de trabalho por causa de possível gravidez e até condenada a ficar calada na igreja.
Isso tudo seria coisa do passado se a história da humanidade fosse linear, mas não é. A história e escrita dia-a-dia e seus atores estão em constante luta para fazerem prevalecer vontades individuais ou de grupos. Isso acontece fora e dentro das igrejas.

Dentro das igrejas batistas associadas à Convenção, a mulher lidera organizações em todas as áreas, participa de conselhos e comissões, ensina em classes de seminários ou de EBD e faz palestras sobre temas diversos, por exemplo. Inegável, portanto, é sua contribuição à saúde e desenvolvimento das igrejas nas quais é valorizada.Essa realidade, entretanto, está sob ameaça e isso não é ficção, senão vejamos:Até aproximadamente 30 anos atrás, a Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, responsável pelo início da obra batista no Brasil, contava com mulheres ensinando em suas instituições teológicas e não eram discriminadas em qualquer das disciplinas oferecidas. Elas podiam ensinar na EBD, independente de presença masculina entre os alunos, ser educadora ou regente congregacional. Com a mudança no comando da Convenção do Sul, no início da década de 80, os novos dirigentes articularam para que batistas com pensamento diferente dos deles não fossem eleitos para as “juntas administrativas” e assim conseguiram banir a diversidade e implementar a uniformidade em suas instituições. Alguns missionários que atuavam no Brasil tiveram que deixar o campo por não concordarem com esta política.

Isso foi feito sob o argumento de preservar a fidelidade às Escrituras, porém, uma outra maneira de interpretar a Bíblia foi imposta, mulheres passaram a ser impedidas de ensinar em alguns seminários e igrejas onde houvesse presença masculina e até proibidas de se matricularem em disciplinas - homilética, por exemplo – que, no exercício, as colocariam em suposta posição de autoridade sobre homens. No Brasil, aliados deste tipo de pensamento se colocam apenas como fiéis defensores da inerrância bíblica, defendendo uma interpretação popular (ou literal, como dizem) dos textos sagrados, desconsiderando a cultura* no qual foram produzidos e posicionam-se contrários à consagração de mulheres ao pastorado, sob alegação chantagista de que isso seria uma porta para a aceitação de homossexuais na igreja. Silenciam, entretanto, no que se refere à crença – e fato que vai se consumando - de que mulheres “devem aprender caladas na igreja”. Defender isso publicamente, sem primeiro assumir o comando das instituições que formam o pensamento denominacional (seminários e editoras), seria dar tiros nos pés.

Que ocorrências me fazem pensar no título deste texto?

a) cresce o número de pastores batistas envolvidos em conferências promovidas por organização que representa este pensamento no Brasil;
b) está se tornando comum, por parte de pastores batistas, o discurso da volta aos “pais reformadores”, como se o pensamento dos líderes do passado, especialmente os das reformas do século XVI e XVII, fosse homogêneo e celestial e a volta ao que eles criam fosse a vontade de Deus para a salvação do mundo;
c) há proposta sobre a mesa do Conselho da CBB de criar-se diretor único para os seminários nacionais batistas e também que os seminários da CBB firmem convênio com seminário norte-americano adepto desta linha de pensamento, “para o desenvolvimento do programa de pós-graduação lato e stricto sensu”;
e) sob o argumento da agilidade, busca de espiritualidade ou capacitação (buscas com as quais me afino), o cerco em torno da participação popular em nossas assembléias está se fechando e concentrando-se, cada vez mais, o poder decisório em fóruns com presença menor de batistas;

Não creio que tais ocorrências sejam fruto de orquestração como ocorreu na SBC. Mas nada custa alertar aqueles e aquelas que acreditam que todos somos igualmente filhos de Deus (Gal. 3.26-28), no sentido de estarem atentos, a fim de não permitirmos retrocesso na cidadania da mulher batista, através da aceitação de pensamentos doutrinários heréticos em relação à tradição histórica dos batistas. Se não estivermos atentos, daqui a 50 anos, além do silêncio na igreja, as mulheres voltarão a usar véu, não poderão mais falar com homens em espaços públicos, terão lugar separado, em segundo plano, em nossas “sinagogas” e, quem sabe, aproveitando a moda afegã, serão obrigadas a usar “burca” (pois já há usuárias do véu!), de tão culturalmente “bíblicos” que seremos.

Com mais de 100 anos, estarei no céu, mas nossas netas viverão puríssimas, sob fundamentos “bíblicos” e atencipadamente, no inferno. Quem viver verá!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

QUEM É O EDUCADOR CRISTÃO?



Aqueles que se interessam em educação cristã, podem abrir o site da Convenção Batista Mineira http://www.batistas-mg.org.br/ e ler o texto “O educador cristão e a esperança” do pastor/educador Reinaldo Arruda . Texto que foi proferido aos participantes do I Forum de Educação Cristã da Faculdade Batista de Minas Gerais/teologia, em parceria com o Comitê de Crescimento Cristão da Convenção Batista Mineira em 24 de Outubro de 2009 em Belo Horizonte.

Podem abrir o blog do Pastor André Silva no endereço: blogdopastorandresilva.blogspot.com e ler a matéria postada no dia 29 de novembro de 2009 em que ele discorre sobre “a educação cristã em sala de aula”.

Também podem abrir a matéria do dia 19 de junho de 2009 do blog senhorinhaglb.blogspot.com clicar sobre o cartão que está postado e ler sobre o nascimento da Educação Cristã entre os batistas do Brasil.

Afinal de contas quem é o educador cristão?
Seriam os professores, mestres e doutores que ensinam nas instituições teológicas? Seriam os pastores que ministram em suas igrejas através do púlpito, e dos estudos bíblicos? Seriam os professores de ensino religioso que ministram nas escolas públicas e privadas? Seriam os professores das Escolas Bíblicas das igrejas com formação pedagógica? Seriam os professores das Escolas Bíblicas das igrejas, mesmo que sem formação pedagógica? Ou seriam os que se “dizem vocacionados” por Deus para a coordenação da educação cristã da igreja local, que se preparam em uma das instituições de ensino teológico? Educador é só aquele que ensina ou também aquele que coordena a educação cristã de uma igreja? Se for este, quão triste é a situação educacional das igrejas batistas, porque, por razões desconhecidas eles não têm conseguido cumprir seu papel de educador. Uma das provas disso é que das duas escolas especializadas em Educação Cristã da Convenção Batista Brasileira, uma mudou de rumo. De Instituto Batista de Educação Religiosa passou a Centro Integrado de Educação e Missões. Agora, declaradamente, enfatiza missões. Afinal de contas somos salvacionistas!

Ao longo da história dos Batistas no Brasil muitas reflexões foram escritas sobre a educação cristã sob o ângulo, digamos 360º, de uma forma ampla, como ampla e abrangente é a educação. Quero convidar o leitor a que façamos uma reflexão focalizada naquele educador, que se diz chamado por Deus para a coordenação da educação cristã na igreja local. Afinal de contas, quem é e qual o seu papel? Há pelo menos 82 anos, desde a criação do primeiro Seminário de Educação Cristã, que nós batistas não conseguimos responder a estas perguntas.

Como definir quem é o educador cristão se a educação cristã em sua amplitude abrange as dimensões de educação formal, informal e não formal que vai do púlpito aos corredores das igrejas, passando pelo ministério pastoral, musical, do ensino, chegando às conversas sociais que também ensinam? Na verdade a educação cristã extrapola o território da igreja.

Conheço uma educadora, que depois de lutar anos com Deus, que a chamava para o ministério da educação cristã na igreja local rendeu-se ao chamado, estudou em um dos Seminários Batistas e faz hoje, apesar do pouquíssimo tempo, um excelente trabalho na coordenação da educação cristã de sua igreja, não recebendo nenhum reconhecimento financeiro da mesma, apesar de ter ela recursos para tal. O mais o incrível é que essa educadora se recebesse se sentiria culpada porque no seu entendimento existem sob sua coordenação educacional excelentes professores ensinando de forma voluntária.

Conheço outra, que em 2008 foi surpreendida com uma carta anônima, em que, entre outras considerações acusava a igreja de “pecadora”, porque destinava-lhe uma ajuda financeira para coordenar a educação cristã da mesma. E em certa altura do texto uma pergunta interessante foi feita: e se todos os que trabalham na educação da igreja quisessem recebe, ela teria fundos para pagá-los?

Existe uma distinção clara entre o “pastor” e os demais membros da igreja. Mas não, entre eles e o “educador”. Na verdade estamos todos educacionalmente perdidos. A “educadora” que se sentiria culpada por receber uma ajuda financeira da igreja em que trabalha está tão perdida, quanto o autor ou autores da carta anônima citada acima. Todos vivemos em “santa” ignorância. Pessoas vocacionadas e preparadas teologicamente para a educação cristão são consideras "leigas" e até com dificuldade de encontrar seu lugar no corpo de Cristo. Só para exemplificar: Quem faz parte da ordem dos pastores? Pastores, naturalmente! Quem faz parte da Associação das Esposas de Pastores? Aquela mulher que está casada com um pastor. E quem faz parte da Associação dos Educadores?

Quando vamos parar para discutir a educação cristã nas e das igrejas? Para pelo menos tentar conhecer esse ministro que Deus chamou para auxiliar os pastores? Quem sabe nos libertaríamos do emaranhado de perguntas sem respostas numa realidade em que “educadores para a educação cristã das igrejas”, são descartados, cursos de educação cristã ficam sem alunos, e o ensino nas igrejas enfraquecido? Se não sairmos da periferia em direção ao centro do problema, a educação cristã continuará sendo “terra de todo mundo” e “terra de ninguém”.


Anônimo disse...
Olá Senhorinha, Acabei de conhecer seu blog. Fiquei feliz ao ler alguns textos e concordo com você quanto a necessidade de revernos nosso papel de educadores cristãos e da própria educação cristã. Quando houverem mais congressoa sobre educação cristã por aí em MInas nos faça saber. creio que investimos tanto em viagens para outras finallidades e não para eventos em Educação cristã. Parabens. Madalena

Anônimo disse...
olá, como educadora penso que nós deveriamos estar mais juntos, unido em um propórosito de nos abençoarmos neste mintério ao qual o Senhor nos chamou. prazer em te conhecer. Dagnailda (Dag)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DESENHO ANIMADO- MUITO MAIS MINEIRO




Morando, desde o início de 2009, na linda cidade de Uberlândia MG, quis compreender um pouco o contexto histórico da região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Alguns mapas trazem a divisão das duas regiões, outros trazem as regiões ligadas, tornando assim o triângulo mais bonito em sua composição visual.
Que riquezas tenho vivido em Uberlândia! Riquezas de crescimento no campo pessoal, naturalmente. Mas que, de certa forma, poderia até influenciar no campo profissional... Quero fazer dois destaques de acontecimentos positivos entre tantos outros:

Primeiro, pude experimentar um descanso emocional, uma organização do meu mundo interior. Segundo, comecei a viver meu sonho de infância: escrever e desenhar. Na matéria do dia 12 de setembro de 2009 apresentei ao público meus primeiros personagens que nasceram no dia 09/09/2009. Um casalzinho de gêmeos representando as regiões do Triângulo/Alto Paranaíba. E hoje quero apresentar meu primeiro desenho animado feito em homenagem aos habitantes do Triângulos e a todos os mineiros que amam essa terra.

Para criação do desenho fiz uma pesquisa sobre a região, que resumidamente apresento aqui. “O Triângulo nunca foi somente mineiro. Foi primeiro paulista e depois goiano. Pertenceu a São Paulo juntamente com Goiás até 1748, ano em que Goiás se emancipou. A região do Triângulo era chamada de “Sertão da farinha podre” e passou a pertencer a Goiás. Em 1816 D. João VI anexou o território do Triângulo ao Estado de Minas Gerais. É uma região rica e produtora, cuja formação deu-se de forma diferenciada do restante do estado de Minas Gerais. A questão da separação ou emancipação do Triângulo é um aspecto importante para se entender sua ideologia burguesa”.

Depois de muitas tentativas consegui publicar o desenho no Youtube. E hoje quero oferecê-lo aos moradores do Triângulo/Alto Paranaíba. Aos evangélicos deixo minha mensagem específica: fazemos parte da obra missionária em Minas.
Senhorinha

domingo, 29 de novembro de 2009

UNIÃO FEMININA MISSIONÁRIA BATISTA DO TRIÂNGULO






DIRETORIA

Presidente: Maria Niulca Ramos de Souza, da Igreja Batista Filadélfia de Uberlândia;
vice-presidente: Marizete Gomes de Oliveira da Silveira, da Igreja Batista de Iturama;
primeira secretária: Neusa Aparecida de Oliveira Santos da Igreja Batista Filadélfia de Uberlândia;
primeira tesoureira: Eurípedes de Lourdes Silva, Primeira Igreja Batista de Uberlândia;
segunda tesoureira: Rosângela da Silva Barbosa Loureiro de Melo da Igreja Batista Filadélfia de Uberlândia;
Líder de música: Dayse Mary Almeida Coelho, da Igreja Batista Ebenezer de Uberaba;
Líder de Mulheres Cristãs em Ação: Cleide Maria Ribeiro da Primeira Igreja Batista de Uberaba; Líderes de Mensageiras do Rei: Cristiane Márcia Oliveira da Cruz e Magali Martins Xavier Andrade, ambas da Igreja Batista Filadélfia de Uberlândia;
Líder de Amigos de Missões: Maria Líbia Santana da Segunda Igreja Batista de Uberaba.

Em uma próxima executiva serão votados ainda os cargos de segunda secretária, líder de Jovens Cristãs em Ação e mais uma líder de Amigos de Missões.


Que Deus a abençoe sempre!!!

Neusa Aparecida de Oliveira Santos

sábado, 28 de novembro de 2009

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÀO CRISTÃ EM SALA-DE-AULA.





Ao se analisar a afirmação de Lauro de Oliveira Lima, citada por Cássio Miranda dos Santos (2001, 14 p.) em seu livro “ Ensinar, verbo transitivo”, que diz : “Não se pode dizer que alguém ensinou, se ninguém aprendeu.”, há de se confirmar à verdade de tal pensamento. Buscando então alcançar o objetivo sugerido por esta afirmação, várias tem sido as tentativas pedagógicas para conseguir-se tal êxito. Tanto na educação formal, em seu aspecto geral, quanto na educação informal, os esforços para se conseguir essa conquista vêm se tornado algo indispensável para o ideal do educador que, segundo Paulo Freire (Pedagogia da Autonomia, 2002, 29p.) “faz parte de sua tarefa docente não apenas ensinar conteúdos, mas também ensinar a pensar certo.”

Não poderia então, deixar de ser menos honrosa a missão do educador cristão, que trás como principal objetivo o ensino das verdades e princípios bíblicos, não como formatação do caráter e da personalidade do aluno, mas sim, a intenção de formar, informar e transformar vidas. Na tentativa de tornar o aprendizado bíblico eficaz, o educador cristão deve empenhar-se na sua função de ensinar, como recomenda Paulo em sua carta aos Romanos, capitulo 12, versículo 7, que diz : “... àquele que ensina, esmere-se no faze-lo!”, preocupando-se não somente com o conteúdo a ser ensinado, mas também, como deve ser ensinado, e a quem se deve ensinar, exercendo essa árdua e prazerosa tarefa com empenho e dedicação.

Para Howard Hendricks (Ensinando para Transformar Vidas, 1991, 01p.), a tarefa de educar vai muito além do ensino, em sua afirmação “nossa tarefa não é causar uma boa impressão naqueles a quem ensinamos, mas provocar neles um impacto. Não é apenas convence-los, mas levá-los a uma transformação de vida.” Verdadeiramente, o ensino cristão em sala-de-aula é algo de extraordinário, pois o objetivo não é apenas ensinar, mas colher frutos desse ensino, que é pautado não tão somente nas verdades bíblicas, como também na ética e na cidadania, por meio do qual se procura estimular o respeito e a solidariedade apartir dos ensinamentos cristãos nas relações do homem consigo mesmo, com os outros e com o mundo, ou seja, com o meio-ambiente. A proposta é propiciar reflexões sobre a importância de uma vivência ecumênica, baseada na ética e no respeito entre as pessoas.

Como o ensino religioso em meio às escolas seculares é obrigatório até a 8a. série do ensino fundamental, sem que haja indícios de cor denominacional ou filosofia exclusiva de uma única religião, faz-se necessário uma preparação profissional adequada, e um planejamento curricular com propostas que atinjam sua formação de forma integral, abrangendo suas necessidades físicas, intelectuais, morais, espirituais e emocionais. Para isso, trabalham-se também as datas comemorativas, e entre elas as festas cristãs mais tradicionais, como o Natal e a Páscoa, além de Dia das Mães, Dia dos Pais entre outras... Muitas vezes, os temas propostos são desenvolvidos por meio de histórias com personagens que constituem uma família. Apartir dos temas geradores, é possível discutir valores e atitudes, introduzindo as verdades cristãs contidas na Bíblia, de forma acessível às diversas faixas etárias, de modo a envolvê-las.

Existe também, a utilização de atividades orais e escritas, momentos de reflexão e de conversas, atividades lúdicas, desenhos, jogos e músicas, além de fundamentação teórica, estratégias gerais e sugestões de atividades específicas, e ainda, propostas de leituras complementares. Tudo isso, visando o melhor aprendizado para o aluno.

Para Eliane, professora de Educação Cristã de 5a a 8a série do ensino fundamental do Colégio Batista Mineiro em Betim, “esta demanda (do ensino cristão nas escolas) ocorre pelo fato de que todo ser humano precisa de uma formação integral, onde todos precisam estar engajados neste processo de formação, seja a família, a escola, a igreja ou a comunidade. Daí, entendemos que é por demais importante a educação cristã nas escolas, pois ali o aluno tem a oportunidade de refletir, analisar, questionar, compreender e viver uma transformação pautada em valores e princípios baseados na palavra de Deus.”

Com base nessa declaração, observa-se que na relação educador-educando, não basta somente o conhecimento, ou saber aliar o “fazer” e o “saber” , se não houver entre o que ensina e o que aprende, uma relação de confiabilidade e respeito, tornando assim, indispensável o bom relacionamento humano entre ambos, para que o aprendizado seja prazeroso e mútuo.


Métodos, técnicas e didática são elementos que contribuem para o sucesso do ensino, porém, o que mais alcança o coração do aluno, é o exemplo que ele deseja seguir: “o professor”. Sendo assim, o papel do educador cristão em sala-de-aula será de uma responsabilidade incontestável, pois, além de ensinar princípios e valores para formar e transformar vidas, a sua maneira de viver e o seu exemplo dentro e fora de sala serão o toque final para o verdadeiro aprendizado de seus alunos.

* BIBLIOGRAFIA :

-FREIRE, PAULO. Pedagogia da autonomia.22a. ed., SP, Ed. Paz e Terra, 2002, 165 p.

-HENDRICKS, HOWEL.Ensinando para transformar vidas.BH, Ed. Betânia, 1991,143 p.

-SANTOS, CASSIO MIRANDA.Ensinar, verbo transitivo.2a. ed.,BH, Ed. Betânia,2001, 144p.

-ELIANE – Profa. 5a. a 8a. séries do ensino Fundamental do Colégio Batista Mineiro em Betim. Entrevista concedida em 07/04/04. (Anexo).


Pr. André L. F. Silva
SIB Nova Serrana
blogdopastorandresilva.blogspot.com

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Por que o cristianismo faz sentido




WWW.ultimato.com.br
Timóteo Carriker

Você alude à baixa qualidade do que se oferece à juventude, nas igrejas. De outro modo, completa minha denúncia de que os principais assuntos eclesiásticos sobre missão e diaconia, de fato, são solenemente ignorados nas igrejas, assim como o cuidado com a juventude no século 21 (que se expressa no culto gospel, no entretenimento, no show business). “Em verdade vos digo”, não sabemos o que fazer com os desafios deste século, quanto ao discipulado da vocação cristã (Rm 12.2).

Como prevenir o dano biográfico e psicosocial na infância, adolescência e juventude? Drogas, violência, deserção escolar, trabalho precoce, prostituição juvenil, gravidez de adolescentes, crack, aids, mendicância, delinquência, antecipação da maioridade penal também são consideradas ameaças severas para a juventude? Em que sentido pode-se colocar em risco o projeto de Deus de vida plena para esse grupo? Segundo esta perspectiva, como poderemos atender demandas para uma permanente responsabilidade dos cristãos e das igrejas em relação às crianças, aos adolescentes, aos jovens, e até aos mais velhos?

Como interpelar a sociedade, e a própria igreja, sobre sua responsabilidade na reconstrução das relações entre atores ativos da violência intrafamiliar, a partir do reconhecimento mútuo como seres humanos iguais em dignidade, liberdade e responsabilidade? A respeito da violência contra a mulher, a criança, da hetero e homofobia, a discriminação por causa da cor da pele, do(s) sexo(s) ou gênero(s); constituímos na igreja um chamado ao serviço libertador de pessoas, famílias, grupos, entre as propostas de serviço ao outro com as quais Jesus Cristo se identifica? Se existem, me avisem. Mais perto, não tenho visto.
Não é exagero. Tom Wright é simplesmente o meu autor favorito. Tenho mais de vinte livros dele e li todos. Por eles, impressionei-me profundamente, tanto em termos de aprendizagem intelectual quanto em termos de intensificar a minha devoção a Jesus Cristo e confiança na Palavra de Deus. Suas credenciais não deixam ninguém lhe colocar defeito: chamado ao ministério aos 8 anos, professor de Novo Testamento durante anos na escola mais prestigiosa do mundo, a Universidade de Oxford, na Inglaterra, bispo de Durham, o maior estudioso do Novo Testamento da atualidade e homem de fé com uma missão de transmiti-la com clareza. É difícil recomendar um livro deste autor sem avisar o leitor da jóia que tem em mãos. Agora, ao livro. Simplesmente Cristão é simplesmente incrível. O maior estudioso do Novo Testamento condensa, sintetiza e comunica com clareza o conteúdo de uma vida de estudo e dos seus mais de quarenta livros. Dizem, e eu concordo com entusiasmo, que este é o livro que substituirá o clássico da apologética cristã de C. S. Lewis, “Cristianismo Puro e Simples” (Martins Fontes), publicado originalmente em 1952. Embora os livros de Lewis e Wright tenham o mesmo propósito -- esclarecer os fundamentos da fé cristã --, Simplesmente Cristão adota uma estratégia diferente, levando em conta o leitor pós-moderno.

Na primeira parte, Wright começa com uma série de perguntas comuns a toda a humanidade:

Por que as pessoas anseiam pela justiça? Por que temos sede de espiritualidade? Por que desejamos relacionamentos? Por que a beleza não nos satisfaz completamente? E responde: Porque somos seres humanos criados por Deus e para Deus. Porque somos filhos que esperam pelo nosso Pai.

Com estas perguntas em mente, na segunda parte o autor nos leva numa jornada pela história da Bíblia ao encontro dos temas Deus, Israel, a expectativa do reino de Deus, Jesus, o Espírito e a vida pelo Espírito. É um resumo fantástico e profundo!

Finalmente, na terceira parte o autor apresenta a sua compreensão da vida humana debaixo do senhorio de Jesus, uma vida vivida no aqui e agora, solidária com a transformação do mundo em que vivemos, um mundo já em processo de transformação pela ação de Deus na história humana por meio da morte e ressurreição de Jesus.

O autor insiste que a fé cristã se baseia na história, e não em fábulas, isto é, que Jesus viveu, morreu e ressuscitou, e que a ressurreição é o evento central na recriação por Deus do nosso mundo caído. Insiste que os cristãos são participantes ativos no desdrobramento futuro do plano de Deus, cada um com o seu papel específico. Insiste na existência de um mundo espiritual que se cruza com o mundo histórico por meio do culto, da oração, da leitura da Bíblia e dos sacramentos. Como cristãos, somos chamados para ser lugares onde estes dois mundos se cruzam, onde a luz de Jesus brilha. E Wright enfatiza o lugar essencial do perdão na vida cristã, quando Deus perdoa o nosso pecado e nós perdoamos uns aos outros, como a oração do Pai-Nosso ensina.

Simplesmente Cristão comunica tudo isso sem o uso de chavões pouco conhecidos pelos não-cristãos. Não conheço outro autor que consiga expressar de modo tão claro, profundo e belo a verdade da fé cristã.


• Timóteo Carriker é autor de Trabalho, Descanso e Dinheiro (esgotado) e A Visão Missionária na Bíblia (Editora Ultimato).

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

DICAS PARA PASTORES E PROFESSORES (3)






Por Lídia Barros Pierott
http://www.ufmbb.org.br/am%20(blog%20amigos%20de%20missões)

Atualmente temos ouvido muito falar sobre a importância das interações sociais para o desenvolvimento da criança. Essa fala está baseada numa parte do trabalho desenvolvido por Lev Semionovitch Vygotsky (Rússia, 1896-1934). Vygotsky era psicólogo e também educador, morreu de tuberculose. Em vida, desenvolveu estudos que têm influenciado a prática educacional de alguns profissionais da área de educação. Neste artigo, abordarei a questão das interações sociais e sua importância para a formação do sujeito.

Para Vygotsky, o homem é um ser social. É no convívio que mantém com o outro que ele vai se desenvolvendo, uma vez que ele faz parte de uma comunidade que tem e produz cultura. É nesse convívio que a pessoa vai aprendendo a ser gente, pois vai adquirindo a forma de viver daqueles que são mais experientes.
A sua formação sofrerá influências dos valores das pessoas com as quais convive e também das práticas religiosas e educacionais a que se submete. Todo esse processo é vivido com o uso da linguagem. É com o uso dela que a criança vai se constituindo e se desenvolvendo enquanto pessoa, pois ela vai tomando onsciência daquilo que se passa no mundo.

Nós, adultos, temos um papel muito importante nesse processo, que é transmitir os conhecimentos que foram acumulados ao longo do tempo. Elas irão aprender a partir das relações sociais que mantêm com outras crianças e também conosco. É na troca e no convívio com os outros que elas vão aprendendo.
Pensando em relação à igreja, o nosso papel tem que ser o de proporcionar oportunidades para que a criança se relacione com o outro participando de atividades educacionais. Assim, ela estará sendo desafiada a realizar algo, sendo apoiada por aqueles que estão com ela e ao mesmo tempo sendo suprida em suas necessidades emocionais, uma vez que tem um vínculo afetivo com aqueles que estão em contato com ela. Cabe ao líder garantir a participação de todos que fazem parte do seu grupo, pois as crianças são diferentes umas das outras.

No processo de formação educacional todos devem ser envolvidos para que a formação seja acessível a todos. Também é necessário organizar o trabalho de modo que a criança tenha acesso ao conhecimento bíblico. Isso requer compromisso e responsabilidade com Deus e também com as crianças, pois elas só crescerão no seu conhecimento bíblico se os líderes estiverem dispostos a fazer um trabalho sério, proporcionando-lhes experiências educativas que possibilitarão o seu crescimento como pessoa.

Em termos práticos, um trabalho desenvolvido baseado no que Vygotsky fala sobre as interações sociais, significa criar um ambiente acolhedor na sua sala, incentivando a participação de todos em todas as atividades, planejar e organizar as aulas de modo que as crianças possam ter conhecimentos bíblicos, ter limites e regras estabelecidos por todo o grupo, para que haja organização na sala.

Em Deuteronômio 6.4-10 temos o registro de quando Moisés transmitiu ao povo de Israel as leis do Senhor, e a orientação era para que o povo transmitisse as leis aos filhos. As leis eram o conteúdo do ensino, e a maneira de ensinar esse conteúdo era no contato diário que tinham uns com os outros ao levantarem, ao andarem, ao deitarem e também ao visualizarem as leis escritas em locais estratégicos da casa.
Vemos que nessa orientação está a valorização das interações sociais, pois era no contato com o outro que a criança deveria ir aprendendo as leis do Senhor e internalizando a maneira de viver do seu povo.

Essa orientação continua sendo válida para cada um de nós. Nossa prática educativa deve assegurar às crianças o conhecimento bíblico a partir de um ambiente de aceitação, organização e alegria, para que possam ter uma formação cristã de qualidade.

Você, líder, está influenciando e contribuindo para a formação cristã das crianças que estão em contato com você. Que tipo de interação elas estão estabelecendo com você e com as outras crianças?
Referências Bibliográficas:

VIGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes,1998.
____________ (Org.). Educação Infantil em Curso. Rio de Janeiro. Ravil, 1997.
OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky, Vida e Obra. In: Revista Criança do professor de educação infantil. Brasília. Ministério da Educação, 2000.
Visite também http://www.ufmbb.org.br/sorriso/

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Plano de Salvação para crianças- Ilustrado


Plano de Salvação para as CRIANÇAS







Estas são imagens JPEG que você pode salvar e inserir em apresentação Power Point para ensino.

Você que ministra nos cultos das crianças habitue a discorrer sobre o plano de salvação no decorrer da mensagem bíblica. Faça o convite para a criança aceitar a Cristo. Dê o aconselhamento.
Se você não tem segurança para fazer isso, procure ler sobre o assunto. A APEC (Aliança Pro Evangelização Das Crianças) em seus cursos ensina muito bem e tem bons materiais.
Um abraço. Esteja no centro da vontade de Deus.
Senhorinha

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Três verdades que as crianças precisam saber




Três verdades que toda criança precisa saber:











1.Que a Bíblia é a Palavra de Deus
-2 Timóteo 3.15-16- Porque desde criança você conhece as Sagradas Letras , que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça.

-2 Pedro 1.20-21- Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal, pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo.

-Romanos 10.17- Consequentemente a fé vem pelo ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo.

2.Que Deus é Criador e Amor
-Criador: Gênesis 1.1- No princípio Deus criou os Céus a terra.
João 1.3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito.
-Amor: Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

3.Que necessitam de Deus.
-João 3.36- Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele. Romanos 3.23- Pois todos pecaram e separados estão da glória de Deus.

Adaptação do material de evangelização de crianças da APEC.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

HISTÓRIA- Amy Carmichael- (India)
















Mensagem recebida do Pr. Roberto, de Petrolina / Bahia. Estou repassando...

Um recado e um pedido da missionária Fabiana que está na Índia:

Por favor, ore pela igreja na Índia. Budistas extremistas queimaram 20
igrejas ontem a noite e estão planejando destruir 200 igrejas na região de Orissa hoje à noite e também matar 200 pastores nas próximas 24 horas. Os cristãos estão escondidos no mato, por favor ore e passe esta mensagem pra todos que você conhece imediatamente. Não sei se vc repassa, mas tantas correntes no orkut e nos e-mails que são repassadas, daquelas que dizem: "mande para as pessoas", essa é em favor de vidas!

Pr. André Silva

para saber mais sobre a perseguição aos cristãos na Índia acesse o site:

http://jornalcristao.blogspot.com//2008/10/igreja-da-india-perseguicao-de-cristaos.html

AMOR A OBRA MISSIONÁRIA

http://tempo-kairos.blogspot.com/2008/02/amy-carmichael-paixão-pela-vida.html

Amy Carmichael nasceu numa pequena vila na Irlanda do Norte. Era a mais velha dos sete filhos de David e Catherine Carmichael, um casal de presbiterianos devotos.

Era uma candidata improvável para o trabalho missionário, pois sofria de neuralgia, uma doença dos nervos que lhe tornava o corpo fraco, dorido e que a deixava de cama semanas a fio.
Foi na convenção de Keswick em 1887 que ouviu Hudson Taylor falar acerca da vida missionária. Pouco depois convenceu-se do seu chamamento.
Segundo um relato biográfico dos seus primeiros anos de vida, Amy desejava ter olhos azuis em vez de castanhos. Ela pedia a Deus que lhe mudasse a cor dos olhos e ficava desapontada por isso nunca acontecer. Contudo, em adulta, Amy compreendeu que, como os indianos têm os olhos castanhos, ela iria ser aceita mais facilmente do que se tivesse olhos azuis e aceitou isto como um sinal de Deus.
Inicialmente Amy viajou para o Japão durante 15 meses, mas mais tarde, descobriu que a vocação da sua vida estava na Índia. Ela foi comissionada pela “Missão Zenana da Igreja de Inglaterra".

Muito do seu trabalho foi com raparigas jovens, algumas das quais foram salvas da prostituição forçada. A organização por ela fundada era conhecida por “Dohnavur Fellowship”.

Dohnavur fica situada em Tamil Nadu, a sul da Índia. A “Fellowship” iria tornar-se um santuário para mais de mil crianças que de outra forma teriam de enfrentar um futuro incerto.
Num esforço para respeitar aquela cultura asiática, membros da organização usavam trajes indianos e as crianças foram-lhes dados nomes nativos. Ela própria vestia-se dessa forma, pintava a pele com café e frequentemente viajava longas distâncias nas quentes e poeirentas estradas da Índia só para salvar uma criança.
O trabalho de Amy Carmichael também se estendeu à imprensa. Ela foi uma escritora prolífera com 35 livros publicados. O mais conhecido é talvez um dos primeiros relatos históricos sobre a missão na Índia publicado em 1903.
Em 1931, Amy ficou gravemente ferida numa queda que a deixou de cama até morrer.
Amy Carmichael morreu na Índia em 1951 com 83 anos de idade. Ela pediu para não porem nenhuma pedra tumular na sua campa; em vez disso as crianças que ela tanto amava puseram algo com a inscrição “Amma”, que significa mãe em Tamil, um dialecto indiano.
Enquanto servia na Índia Amy recebeu uma carta de uma jovem que queria ser missionária e que perguntava como era exercer essa função. Amy respondeu: “A vida missionária é simplesmente uma forma de morrer”.
“Podes dar sem amar, mas não podes amar sem dar.”

domingo, 22 de novembro de 2009

"O caráter em primeiro Lugar" - REQUERER




O Sistema Batista Mieniro de Educação,usa o slogan: O melhor ensino é o exemplo. Além da formação acadêmica investe na formação do caráter. O projeto: "O caráter em primeiro lugar" tem como pilares três palavras de ação: ENFATIZAR, RECONHECER e REQUERER.

A história a seguir ilustra bem o investimento dos adultos na formação do caráter dos jovens, no quesito REQUERER.


Como todos os meninos, Carlos era curioso. Particularmente ele era um pouco destruidor.
Um dia cometeu a travessura de fazer uns buracos em uma das portas de sua casa casa, para espiar o que acontecia na rua.

Procurando dar-lhe um castigo educativo, seu pai ordenou-lhe que consertasse o estrago que causara:

- Vá buscar uns pedaços de madeira, e procure cortá-las de modo a se ajustarem nos buracos; depois passe a lixa.

Carlos fez o trabalho um pouco envergonhado, e, ao terminá-lo, era pouca a vontade que tinha de olhar para a porta verde com aqueles círculos brancos.

Seu pai então lhe disse que ele devia pintá-los da mesma cor da porta, e lhe deu dinheiro para comprar tinta.

A tinha não era exatamente da mesma cor, e por isso, por insistência do seu pai, pintou toda a porta.

Desde esse momento, surgiu em Carlos uma espécie de gosto para melhorar e reparar as coisas da casa.

Pintou seis portas e duas janelas, que não ficaram mal. Sentiu orgulhoso por ser bom pintor e sua atitude mudou em consequência daquele castigo que terminou em forma agradável e boa.
Adaptada do site: http://www.sitededicas.com.br

sábado, 21 de novembro de 2009

O caráter em primeiro lugar-PERSISTÊNCIA




O Sistema Batista Mieniro de Educação,usa o slogan: O melhor ensino é o exemplo. Além da formação acadêmica investe na formação do caráter. O projeto: "O caráter em primeiro lugar" trabalha as várias virtudes que fazer parte do bom caráter.

A história a seguir ilustra bem o investimento dos adultos na formação do caráter dos jovens, ajudando-os a vencer a tentação da DESISTÊNCIA.


Vencendo as dificuldades

O maior defeito de Pedro nos dias de sua infância, consistia em desanimar com facilidade quando uma tarefa qualquer lhe parecia difícil. Ele podia ser tudo, menos um menino persistente.

Foi quando, numa noite, seu pai entregou-lhe uma tabuazinha de pequena espessura e um canivete, e lhe pediu que, com ela riscasse uma linha em toda largura da tábua. O menino obedeceu a suas instruções, e, em seguida, tábua e canivete foram trancados na escrivaninha do pai.

A mesma coisa foi repetida todas as noites seguintes; ao fim de uma semana ele não agüentava mais de curiosidade.

A história continuava. Toda noite ele tinha que riscar com o canivete, uma vez, pelo sulco que se aprofundava.
Chegou afinal um dia, em que não havia mais sulco. Seu último e leve esforço cortara a tábua em duas.

O pai olhou longamente para o menino, e depois disse:

- Você nunca acreditaria que isto fosse possível, com tão pouco esforço, não é verdade? Pois o êxito ou fracasso de sua vida não depende tanto de quanta força você põe numa tentativa, mas da persistência no que faz.


Adaptada do site: http://www.sitededicas.com.br/

ORAÇÃO PELOS JOVENS CRENTES
Oro em favor dos jovens portadores de doenças graves, que estão hospitalizados e com poucas perspectivas para o futuro. (adaptação: ministério desperta Débora, que é um movimento de oração de mães em favor dos seus filhos e da juventude brasileira)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

"O caráter em primeiro Lugar" - Autoconfiança



A autoconfiança é uma virtude que deve ser aprendida e ensinada.Ela não contária à nossa depedência de Deus, porque isto seria prepotência.Autoconfiança é na verdade a aceitação de nós mesmos da forma que Deus nos fez e usar toda a nossa capacidade e habilidade que Ele mesmo nos deu para o cumprimento de nossa missão aqui na terra.

Veja a História:

- Por que você perde seu bom humor, fazendo essa confusão toda com seu cabelo? - perguntou o pai, ao encontrar sua filha chorando de raiva porque era muito menina, e não tinha a habilidade necessária para fazer o penteado da moda de suas colegas de colégio.

- É a moda! – lamentou a menina.

Olhando-a gravemente, o pai ordenou: - Divida seu cabelo no meio, penteie-o para trás, e amarre-o como uma fita. Agora, use-o assim durante uma semana, e se metade das meninas de sua classe não copiarem você, eu lhe darei dez dólares.

A menina pensou consigo mesma que ele era incrivelmente ingênuo. Dez dólares, porém eram uma fortuna a que não podia resistir. Assim obedeceu ao pai e foi para a escola.

Foram dias de agonia e vexame. Mas quando a semana acabou, quase todas as meninas da classe estavam usando o cabelo separado simplesmente pelo meio, atado atrás com uma fita.

No final da semana o pai chamando a menina a aconselhou
__Não seja vulgar! O mundo já tem bastante mediocridade. Nunca tenha medo de uma idéia própria, e, se ela for certa, siga para adiante com ela, sem se importar com o que faça todos os demais!
O pai ganhou a aposta, mas mesmo assim deu à filha os dez dólares.

Adaptada do site: http://www.sitededicas.com.br

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

"O caráter Em Primeiro Lugar" - VERACIDADE



Como cristãos somos seguidores dAquele que se intitulou A VERDADE quando disse "Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim". Devemos buscar a verdade naquilo que pensamos, falamos e vivemos, de acordo com os princípios da Palavra de Deus.

A virtude VERACIDADE faz parte do projeto o Caráter em Primeiro Lugar do Sistema Batista Mineiro de Educação.


HISTÓRIA- O CAMINHO PARA A VERDADE

A chuva que caía há dias parou finalmente nessa tarde. Um suspiro de alívio percorreu a turma toda. Os meninos sabiam agora que o jogo de futebol, há tanto ansiosamente esperado, poderia ter lugar e já não seria cancelado por causa do mau tempo.
— Bom, às três horas no campo de jogos, mas em ponto! — diz Matias para Ricardo, ao irem juntos para casa no fim das aulas.
Ricardo abana a cabeça e murmura algo de incompreensível cada vez que Matias dá pontapés nas pedras do caminho para ensaiar gols. Tenta acertar num tronco, numa pedra, ou até numa determinada folha de um ramo. Ricardo já não suporta esta mania. É que Matias tem tudo menos boa pontaria.
As suas brincadeiras com as pedras já tinham causado aborrecimentos que chegassem. Matias achava que era precisamente por isso que devia treinar mais. Como se dar pontapés em pedras fosse de uma importância vital!
Ainda Ricardo não tinha acabado de pensar e já se ouvia o barulho de vidros partidos: a última pedra de Matias tinha voado direitinho à janela da entrada do Sr. Gilberto. Ricardo ficou a olhá-la petrificado.
— Epa! É melhor fugir. — falou Matias. E, com um grande salto, o autor da asneira desapareceu pela rua abaixo.
Ricardo ainda estava a olhá-lo, confuso, quando sentiu que alguém o agarrava pela gola e o puxava com força. À sua frente, furioso e ofegante, estava o senhor Gilberto.
— Até que enfim te apanhei, rapazinho! Espera lá, que te vou levar já ao teu pai, e vais ver o que te vai acontecer!
Às três horas em ponto, Matias apareceu no campo de jogos mas, por mais que procurasse Ricardo, não o encontrou.
Matias ficou de pé, na tribuna, a olhar para o campo vazio. De um momento para o outro, perdeu o entusiasmo pelo jogo. Pensava no vidro da janela, em Ricardo, e a má consciência atormentava-o. Devagar e de cabeça baixa, abandonou o campo e encaminhou-se, hesitante, para a casa dos pais de Ricardo.
Foi o pai em pessoa que lhe abriu a porta. Irado como estava, nem sequer deixou Matias falar, dizendo-lhe asperamente:
— É inútil tentar entrar! O Ricardo está fechado no quarto, de castigo. Ele que te conte tudo na segunda-feira, na escola. Já só faltam dois dias e meio — e voltou para dentro, fechando a porta com força.
Matias voltou a tocar à campainha insistentemente e, desesperado, acabou por bater à porta com os punhos. Não podia aceitar uma injustiça daquelas. Mas ninguém se mexeu dentro de casa.
Os pensamentos atropelavam-se-lhe na cabeça.
“Muito bem”, pensava ele, “então vou contar-lhe a verdade pelo telefone. E se ele também não me deixa falar pelo telefone?”
De repente, Matias tem uma ideia e correu para casa. A mãe ainda não tinha regressado do trabalho. Procurou papel de carta e um envelope, escreveu a toda a pressa umas linhas no papel e levou a carta e clocou debaixo da porta da casa de Ricardo.
Uma meia hora mais tarde, o pai de Ricardo abria uma carta, entregue por um estafeta motorizado. E, admirado, leu:
Caro Sr. Pinto,
Venho, por meio deste, provar-lhe que a verdade. Afinal consegui entrar em sua casa. Fui eu quem quebrou o vidro da janela e vou pagá-lo com a minha próxima mesada.
Espero pela resposta em frente à sua casa.
Com os meus cumprimentos
Matias
Não levou muito tempo Ricardo aparfeceu na porta. Havia sido mandado pelo pai ao ver que Matias o esperava em frente a casa. Os dois amigos sairam e ainda conseguiram pegar o segundo tempo do jogo.
Eva Rechlin- adaptação Senhorinha

ORAÇÃO PELOS JOVENS CRENTES
Oro para que o Senhor levante pais e mães, naturais e espirituais, para intercederem pelos jovens. (adaptação: Ministério Desperta Débora, que é um movimento de oração de mães em favor dos seus filhos e da juventude brasileira)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"O caráter Em Primeiro Lugar" - GENEROSIDADE




História- O Vestido Azul

Uma escola situada na periferia de uma grande cidade. A nova professora se encontra em pé diante da turma. Lá no fundo da sala, afastada das outras crianças está uma menina. Seu rosto chama a atenção pela delicadeza dos traços, meiguice nos olhos sorriso nos lábios. Chama atenção também o pouco cuidado dispensado por sua família. Os cabelos estão grudados e embaraçados, as unhas grandes e sujas, a pele encardida denunciando falta de banho.
A professora dá uma olhada geral na sala, tentando adivinhar que pensamentos escondia cada olhar. A aula tem naquele primeiro dia, começo meio e fim, com o em todos os outros dias do mês. No final do mês ela conhece e ama um pouco mais cada criança. Seu desejo é fazer algo além de ensinar a ler e escrever. E baseado nesse desejo, ao receber seu salário, resolve dar um presente à menina que se senta no fundo da sala. Então lhe comprou um lindo vestido azul.

A menina mal podendo conter sua alegria quase não pode esperar chegar em casa para provar o vestido. Sua mãe quase não acreditava! Como a beleza de sua filha fora realçada com aquele vestido.
__Mas isso não pode ser! Uma menina linda dessas não pode ficar assim tão pouco cuidada. Imediatamente levou a filha ao banho, lavou-lhe os cabelos, cortou–lhe as unhas... e naquele vestido azul ela mais parecia uma princesa.

A menina ansiosa por mostrar ao pai seu vestido novo, pôs-se em pé à porta da sala, e ficou lá à sua espera. Ao chegar do trabalho, antes mesmo que ele pusesse os pés no portão da cerca, ela já estava desfilando, de um lado para o outro na frente da casa e num ato de puro carinho abriu os braços e ofereceu-lhe um longo abraço.

Como estava perfumada a sua filha! Como estava linda naquele vestido azul.
__Mas isso não pode ser! Uma menina tão linda e cheirosa, morar numa casa tão pouco cuidada! E naquela mesma noite pai e mãe assentados à mesa da cozinha, faziam planos para a pintura da casa e a limpeza do quintal.

Em pouco tempo com o trabalho nos fins de semana a casa estava pintada e o quintal limpo. Nos lugar dos entulhos um jardim e uma horta.
Como estava bonita aquela casa! Os vizinhos olhavam admirados.
__Mas isso não pode ser! Uma casa tão linda dessas no meio de outras tão sujas! E antes que a admiração se tornasse inveja, os vizinhos, pelo sistema de mutirão, começaram a pintar suas casas e formar hortas e jardins. Em pouco tempo todas as casa da rua estavam limpas e bem cuidadas.

Naquela cidade havia um funcionário da prefeitura que de vez em quando passava por ali, anotando as necessidades da comunidade. Na sua próxima visita ele quase não acreditou no que viu.

__O que aconteceu aqui? Ele perguntou a si mesmo.
__Mas isso não pode ser! Casas tão bonitas com jardins tão floridos não podem ficar numa rua tão esburacada e sem calçamento!
Ele mobilizou o órgão competente da prefeitura, e em poucos meses a rua estava toda calçada com serviço de esgoto e tudo o mais. E a notícia se espalhou por todo o bairro.
Depois de pronta, aquela rua destoava completamente das outras.
Os moradores das outras ruas então não só seguiram o bom exemplo, mas também reivindicaram as mesmas benfeitorias. E em alguns anos aquela periferia perdeu a cara de periferia. Ganhou uma face, um rosto, ares de cidade de interior, tal era a sua beleza e limpeza.
E saber que tudo começou ... com um VESTIDO AZUL.

Autor desconhecido- Recriação- Senhorinha


ORAÇÃO PELOS JOVENS CRENTES
Oro em favor dos jovens que trabalham excessivamente em busca da graduação. Para que tenham forças físicas. (adaptação: ministério desperta Débora, que é um movimento de oração de mães em favor dos seus filhos e da juventude brasileira)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

"O caráter em primeiro Lugar" - INICIATIVA



Aquilo queremos ou sonhamos, dentro é claro, dos princíos e vontade de Deus, deve nos impulsionar a um movimento, uma ação, que é o lado concreto do projeto,para a realização do sonho. As virtudes se intercalam no processo de formação do caráter. Na história a seguir vemos a mistura da autoconfiança e iniciativa na vida do grande artista MONDRIAN.

História- O Pai do Design Gráfico

Há muito, muito tempo, em 1872 no país chamado Holanda nasceu um menino que recebeu o nome de Piet Mondrian. Como qualquer outra criança saudável o menino ia crescendo, c rescendo. Brincava com os brinquedos de sua época, ia à igreja em que seu pai era pastor e gostava de passar horas olhando seu tio pintar quadros.

Aos vinte anos, como os demais jovens, Mondrian precisou escolher qual profissão exerceria na vida. Seu pai queria que ele fosse um pastor. Mas Modrian escolheu ser pintor, indo para a escola de Belas Artes em Amsterdam. Na escola pintava muitas telas de paisagens e retratos . Só que as pessoas não gostavam muito de sua pintura, achavam-na sem graça, sem detalhes, pois naquela época as pessoas queriam que a pintura fosse uma cópia da realidade. Esse não era o conceito de Mondrian sobre a pintura. Ele queria que seus quadros expressassem idéias ou sentimentos e não uma realidade fotográfica.

Um dia Mondrian foi visitar Paris, a cidade dos artistas. Novamente teve que fazer uma escolha: continuar pintando paisagens e retratos, sem graça para ele e para os outros, ou pintar o que ele realmente sentia. A partir de então sua arte se confirmou em imagens abstratas, ¬desenhos geométricos com linhas verticais e horizontais, juntamente com cores simples e primárias: vermelho, amarelo e azul . Seus quadros não tinham qualquer tema em especial. Ele apenas queria criar imagens harmoniosas com as linhas e as cores, quase sempre formadas de quadrados e retângulos separados por linhas retas e pretas.

Em sua escolha, Mondrian se realizou como pintor, seguindo seu próprio estilo, influenciando muitos outros artistas. Até hoje sua obra inspira a arte, a moda, a publicidade. Ele é conhecido como o pai do design gráfico.



ORAÇÃO PELOS JOVENS CRENTES
Oro em favor dos jovens crentes para consigam seguir a profissão por eles escolhida, e não aquela desejada pelos seus pais, por mais bem intencionados que sejam. (adaptação: Ministério Desperta Débora, que é um movimento de oração de mães em favor dos seus filhos e da juventude brasileira)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Teologia da Educação Cristã




"Onde devemos começar nossas reflexões sobre a educação cristã? O ponto crucial são nossas predisposições. O que para nós significa ser cristão? Crer em certas coisas? Ter certos valores morais? Comportar-se de certa maneira? Ou há algo além disso, alguma essência que defina o que somos?

Para mim o ponto de partida está nestas palavras de Jesus: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (Jo 10.10).

Observando a vida e a missão da igreja apresentadas nas Escrituras, Richards constrói um sólido programa de educação cristã para pessoas de todas as idades. Sua explanação baseia-se na convicção de que devemos partir da eclesiologia para entender a educação e de que a educação cristã é realmente uma disciplina teológica.
O autor questiona com grande autoridade a tendência de se estabelecer na igreja o que ele chama de 'estruturas de controle', em vez de se construirem 'estrutras de comunicação' que permitem uma efetiva educação do povo de Deus para a vida cristã.

Aqueles que de algum modo, sentem-se responsáveis por fazer a igreja educar com eficácia seu povo, moldando cristãos mais do que formando doutrinadores, não podem prescindir dessa obra quase única na literatura evangélica brasileira."

ORAÇÃO PELOS JOVENS CRENTES
Oro em favor dos seus amigos. Que sejam abençoados e influenciados positivamente. (adaptação: ministério desperta Débora, que é um movimento de oração de mães em favor dos seus filhos e da juventude brasileira)

domingo, 15 de novembro de 2009

BASES DA EDUCAÇÃO CRISTÃ



"A obediência ao mandamento bíblico de ensinar é vital para a sobrevivência da igreja. O valor da educação dos crentes no movimento evangélico na América Latina é inestimável. Um pesquisador descobriu cinco fatores de crescimento nas igrejas evangélicas da América Latina, um dos quais é um forte programa de educação cristã."

Com esta afirmação, o autor procura estabelecer desde o princípio que a educação cristã não é uma hora de entretenimento cada domingo, mas um programa integral da igreja que fará a grande diferença em seu ministério.

Por essa razão, neste estudo se desenvolvem as bases imprescindíveis para um programa educativo sério nas igrejas locais. Analisam-se as bases bíblicas, históricas, sócio-culturais, psicológicas e organizacionais da educação cristã. Não se trata de um estudo meramente teórico; há uma referência permanente à vida prática das igrejas em que o autor experimentou os princípios expostos nesta obra.

Eis, pois, um livro de leitura necessária para aqueles que buscam um modelo sério para a educação cristã, no programa de crescimento integral de suas igrejas.

ORAÇÃO PELOS JOVENS CRENTES
Oro em favor dos filhos dos pastores, para que amem, respeitem e sejam influenciados positivamente pelo ministério pastoral. (adaptação: ministério desperta Débora, que é um movimento de oração de mães em favor dos seus filhos e da juventude brasileira)

sábado, 14 de novembro de 2009

"O caráter Em Primeiro Lugar" - RESPONSABILIDADE


Querendo ver a imagem ampliada clique sobre a mesma


A virtude responsabilidade,é de grande importância na formação do caráter de uma pessoa em suas realações inter e intrapessoais. Porque quando praticamos a responsabilidade saimos da zona de conforto e acomodação, rumo ao incômodo do desconhecido, do difícil, às vezes até do quase impossível... e aí descobrimos nosso potencial e com a ajuda das virtudes afins, trazemos para a luz exterior a preciosidade que estava em formação no nosso interior.


História- A natureza dos seres

Chegando o momento, a mãe Águia começou a empurrar gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Apesar das emoções conflitantes que experimentava e da resistência deles ela tinha que desempenhar seu papel. Nas suas conjecturas de águia, perguntava a si mesma:
__ Por que uma experiência tão maravilhosa como a de voar, tem que começar com o medo de cair?
O ninho havia sido construído bem no alto do rochedo. Abaixo, só o abismo e o ar para sustentar as asas de seus amados filhos.

Diante do medo, que porventura uma mãe águIa possa sentir e da certeza de que aquela era a hora certa, ela deu o empurrão certeiro. Afinal de contas se seus filhos não descobrissem suas asas, qual seria o propósito de suas vidas? O empurrão era o melhor presente que ela poderia lhes oferecer. Era seu supremo ato de amor.
Um a um, ela os precipitou para o abismo... e eles voaram!

Adaptada por Senhorinha do livro "Histórias com Sabedoria" de Marina Abreu Rosa

Veja também no you tube o Hino do Colégio Batista Mineiro versão Uberlândia. É o segundo da lista.


ORAÇÃO PELOS JOVENS CRENTES
Oro em favor dos jovens que, para darem continuidade aos estudos, permanecem longos períodos longe da família. Que encontrem servos de Deus e recebam deles o apoio necessário. (adaptação: ministério Desperta Débora que é um movimento de oração de mães em favor dos seus filhos e da juventude brasileira.)

2 comentários:



COLÉGIO BATISTA disse...
Olá, graça e paz minha amada irmã. Moro muito longe de você, no sertão da Paraíba, em uma cidade chamada Itaporanga_PB Estamos desenvolvendo esse projeto aqui no nosso pequeno Colégio Batista. Tive conhecimento através de um pastor de Belo Horizonte que veio visitar o campo e sou imensamente grata a ele por isso. Gostaria muito de trocar idéias com você. Que Deus a abençoe. Pastora Selma

senhorinha gervásio disse...
Cara pastora Selma Fico feliz em saber que contribui para a formação e transformação do caráter de jovens para a sociedade. O projeto que o Batista Mineiro trabalha é mesmo precioso. O Comitê do Programa para o Crescimento Cristão da Convenção Batista Mineira também tem dado ênfase aos valores do caráter em suas oficinas de capacitção para líderes de crianças em várias partes do Estado de Minas. Inclusive a formação do caráter cristão é a tônica do Plano Diretor para a Educação Religiosa da Convenção Batista Brasileira. Se você quiser dar um olhada no plano, este é o link do site da CBM em que a matéria está postada em PDF: http://www.batistas-mg.org.br/portal.php?pg=estudos&id=66%20 Um grande abraço Senhorinha

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

"O caráter em primeiro Lugar" - GRATIDÃO



Querendo ver a imagem ampliada, clique sobre a mesma.

A gratidão, faz bem ao coração. Não só ao coração de quem a praticou como daquele que recebeu a demonstração dela. Quando demonstro gratidão a alguém por algo que fez, insiro a pessoa em questão, no segundo pilar do projeto "O Caráter em Primeiro lLugar" que é o RECONHECIMENTO. Aqui vale dizer que todas as pessoas necessitam do reconhecimento. O elogio sincero provoca no coração uma sensação de prazer e desejo de repetir a ação, pois ela não foi boa somente para o praticante, mas também para o outro. A demonstração de gratidão dá a quem praticou a ação benéfica a oportunidade da confirmação de que somos irmãos e dependemos uns dos outros não somente nas necessidades físicas ou materiais, mas nas necessidades emocionais e espirituais.

História- A Fábula do Porco-Espinho

Conta-se que durante a era glacial, muitos animais morreram por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim agasalhados se protegiam mutuamente; mas, os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam maior calor. Por isso decidiram afastar-se uns dos outros e muitos morreram congelados.
Os que restaram precisaram fazer uma escolha: ou aceitavam os espinhos dos companheiros ou desapareceriam da terra.
Com sabedoria, decidiram pelo aconchego, apesar das pequenas feridas, já que o mais importante era o calor do outro... E assim sobreviveram!

Autor desconhecido- adaptação Senhorinha


ORAÇÃO PELOS JOVENS CRENTES
Oro para que os jovens crentes sintam-se felizes e privilegiados por pertencerem à "família cristã". (adaptação: ministério desperta Débora, que é um movimento de oração de mães em favor dos seus filhos e da juventude brasileira)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

"O caráter em primeiro Lugar" - ORGANIZAÇÃO



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A ORGANIZAÇÃO é a virtude do equilíbrio, da harmonia. Um ambiente organizado transmite aos que o frequentam uma sensação de segurança e bem estar. Também colabora com a mordomia do tempo, pois na organização está a agilidade que contem o ditado "cada coisa em seu lugar e um lugar para cada coisa". Pensamentos organizados causam clareza nas palavras ditas e escritas facilitando a comnicação.

História- O gigante de pedra

Existia em uma cidade, uma grande montanha de pedra, cujo formato era de uma face humana.

Dizia a lenda que lá em cima morava um gigante, um homem, tão bom, que um dia desceria e faria todo o bem para as pessoas. Depois que ele descesse, não haveria mais fome ou miséria. As lágrimas secariam, a vio¬lência cessaria e o mundo seria um lugar onde todos viveriam em harmonia e em respeito, inclusive com a natureza.

Joãozinho era um garoto de nove anos e ficava horas a observar a mon¬tanha de pedra com formato de gente. Esperava atento, ansioso pela che¬gada daquele que seria o salvação do povo.

Um dia ele pensou:
_"Vou organizar a cidade para quando o gigante descer".

Começou a ajudar as pessoas na organização da escola, plantou jardins, ajudou na melhoria, na limpeza e revitalização de praças, além de muitas ou¬tras coisas. Ajudava a quem conhecia e a quem não conhecia.

O tempo passou e Joãozinho cresceu e tornou-se um rapaz. Todos se encantavam com a bondade do jovem.

Curioso é que à medida que os dias se passavam, Joãozinho parecia cada vez mais com o rosto daquele gigante que estava esculpido na monta¬nha de pedra.
Ele se transformou no homem que fez as mudanças e trouxe o bem para a cidade.

Do livro Histórias com sabedoria de Marina Abreu Rosa


ORAÇÃO PELOS JOVENS CRENTES
Oro em favor dos jovens que ainda não decidiram pelo curso que farão. Para que sejam sensíveis e que suas escolhas estejam de acordo com seus talentos naturais. (adaptação: ministério desperta Débora, que é um movimento de oração de mães em favor dos seus filhos e da juventude brasileira)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

"O caráter Em Primeiro Lugar" - HONESTIDADE


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A HONESTIDADE, é a base da confiança entre as pessoas em suas relações. Tem tudo a ver com a veracidade. Quando somos honestos e verdadeiros com os outros, o somos conoscos mesmos e isso amplia a possibilidade da prática e exercício das outras virtudes, como a gratidão por exemplo e reconhecimento.

A flor da honestidade

Conta-se que por volta do ano 250 aC., na China antiga, um príncipe da região norte do país estava às vésperas de ser coroado imperador, mas de acordo com a lei, ele deveria se casar.
Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da cor¬te ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.
No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu urna leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula:
- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas moças da corte. Tire esta ideia da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.
A filha respondeu:
- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe. Isto já me torna feliz.
À noite do evento a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções.
Finalmente, o príncipe anunciou o desafio:
- Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de cultivar algo.
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tentava, usava de to¬dos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia. Por fim os seis meses haviam se passado e nada havia brotado.
Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou à sua mãe que, independente das circunstâncias retomaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, e as outras pretendentes cada uma com a flor mais bela que a outra, das mais variadas formas c cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena. Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a jovem como sua futura esposa.
As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Calmamente o príncipe esclareceu:
_ Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entre¬guei eram estéreis.

Extraida do livro: Histórias com sabedoria de Maina Abreu Rosa

ORAÇÃO PELOS JOVENS CRENTES
Oro Para que o Senhor livre-os da influência de vícios, materialismo, mensagens anticristãs, imoralidade e consumismo. (adaptação: ministério desperta Débora, que é um movimento de oração de mães em favor dos seus filhos e da juventude brasileira)